Capitulo 14 - Julgada

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Acordo e não vejo Jug ao meu lado. Por um lado é bom, porque me polparia dos sermões de minha mãe, por outro eu não veria aquela linda carinha de sono e nem ganharia um beijo de bom dia. Encontrei um bilhete em meu criado mudo, que dizia "Hey, eu já te disse que você fica linda dormindo? Merda, acho que realmente estou me tornando um psicopata, louco pela mulher que tem ao seu lado. Bom dia, meu amor". Por um momento, consigo senti-lo perto de mim. Por mais que tenhamos passado a noite juntos, já estou com saudades.

* * Celular da Betty * *

Eu: Ei, psicopata. Bom dia

Jug: Bom dia, minha vitima.

Eu: Você vai passar aqui, para me levar pra escola?

Jug: Eu gostaria, mas estou de suspensão, lembra?

Eu: Merda, tinha esquecido. Duas semanas sem você tentando me matar com a sua moto? Não vou aguentar.

Jug: Engraçadinha. Por incrível que pareça, Walter B me deu só uma semana. Mas deixou avisado, que da próxima vez que eu falar umas verdades na cara dele, é um mês ou a expulsão.

Eu: Então eu acho que você vai ter que segurar essa lingüinha dentro da boca, porque não posso ficar sem você naquela prisão.

Jug: Prometo que vou tentar, mas você sabe como eu sou.

Eu: Sim, eu sei. Mas não vou deixar te mandarem para longe de mim.

Jug: E eu também não vou deixar ninguém nos separar.

Eu: Te amo.

Jug: Também te amo, agora vai se arrumar, para não se atrasar. Porque hoje você não terá um veloz e furioso te levando para a escola.

Sorrio e desligo a tela do telefone. É, acho que a saudade só vai aumentar. Talvez eu faça uma visita ao Whyte Wyrm depois da escola, para matar a saudade de Jug e ter uma conversinha com F.P, já que eu conhecia minha mãe e sabia que ela iria fingir que nada havia acontecido.

Tomei um banho rápido, coloquei um suéter rosa claro, com gola branca enfeitada de pedras, uma calça jeans preta e uma sapatilha preta. Ah, sem me esquecer do meu rabo de cavalo alto e meu gloss.

Desço e dou de cara com a minha mãe, preparando o meu café da manhã.

- Bom dia, Elizabeth. - Diz ela, sem se virar para mim.

- Bom dia, mamãe. - Me sento na mesa e começo a me servir.

- Então, seu namorado vai te levar para a escola? - Ela se senta na cadeira e começa a passar patê na torrada.

- Não, ele está de suspensão. Porque me protegeu do Chuck e acabou levando toda a culpa, só por ser um serpente.

- Te protegeu? Como assim? Me conte essa história direito, Elizabeth. Eu vou acabar com a vida desse menino, se ele relar um dedo se quer em você. E é bom você começar a me contar as coisas, se não quer que eu proíba de vez esses seu relacionamento com o serpentinha. - Ela me encara com uma expressão de raiva.

- Queria muito poder te contar tudinho agora, mas tenho que ir. Não estou afim de chegar atrasada. - Me levanto e beijo sua bochecha.

Ela me encara e saio pela porta.

The light in the darkness (Hiatus)Onde histórias criam vida. Descubra agora