No dia seguinte...
Pov's Dag
Eu não pensava mais como a minha relação com a Seeylfe era proibida, mas muito pelo ao contrário, eu estava muito feliz por estar namorando com ela - mesmo que seja escondido.
Parei de andar quando avistei Seeylfe e Vinícius perto dos armários no corredor. Os dois pareciam estar discutindo.
Caminhei imediatamente até lá.
- Os dois estão com algum problema? - perguntei sério.
Vinícius me encarou e em seguida, encarou Seeylfe.
- A nossa conversa ainda não acabou - afirmou antes de se afastar.
Me virei para Seeylfe.
- O que ele queria? - questionei cruzando os braços.
- É que ele não aceitou bem o término do namoro - respondeu fazendo uma careta.
- Se ele continuar te incomodando, pode falar comigo - alertei.
Foi então que ela abriu o caderno, em uma folha aleatória.
- Professor Hofferson, eu gostaria que o senhor me ajudasse com essa questão aqui - relatou quando duas alunas passavam por nós e em seguida, me encarou marota - Vai dar uma detenção pra ele é?
- É o que posso fazer - dei de ombros - É uma pena não poder dar uns socos nele - lamentei rindo e ela me acompanhou.
A campainha tocou.
- Eu te vejo na sua casa - avisou antes de se afastar.
Um sorriso cresceu em meu rosto.
(...)
Em casa...
Fechei a porta e Astrid subiu as escadas, indo pro quarto.
- Oba! - comemorou Seeylfe se virando pra mim e abraçou meu pescoço, tentando me beijar, mas eu virei o rosto - O que foi?
- Eu adoraria MUITO namorar com você agora, mas nossa prioridade é fazer com que você passe na recuperação - expliquei.
Ela gemeu frustrada.
- Mas estudar é tão chato - reclamou - Não pode só me passar direto?
- O que? Nem pensar - neguei incrédulo - Apesar de estarmos namorando, você não é privilegiada. Vai ser tratada como qualquer aluna normal.
- Mas eu já sei o assunto - afirmou me soltando e pondo as mãos na cintura - Esqueceu que eu reprovei de propósito?
Torci os lábios pensativo.
- Acabei de ter uma ideia de um modo divertido para estudarmos - Sugeri - Eu vou fazer algumas perguntas sobre o assunto. Se você acertar, ganha um beijo meu em algum lugar do corpo que eu escolher.
Ela arregalou os olhos surpresa, corando.
- Okay... E se eu errar? - Indagou.
- Vai pagar um dólar pra mim, a cada reposta errada - respondi divertido largando minha bolsa no sofá.
- Então se prepare, porque você não vai ganhar nenhum centavo meu - afirmou sorrindo provocativa.
Nos sentamos no sofá, um de frente pro outro.
- Muito bem. Entre quais séculos ocorreu a 1ª Guerra Mundial? - Comecei.
- Entre os séculos XIX e início do século XX - respondeu imediatamente.
Peguei sua mão e a beijei, o que fez ela corar.
- Além da rivalidade imperialista, quais foram os outros fatores que ajudam a entender as motivações para o início da 1ª Guerra Mundial? - continuei.
- Concorrência econômica, disputa colonial, nacionalismos, revanchismo francês, a crise do Marrocos e a crise balcânica - justificou.
Me inclinei e dei um beijo na sua testa.
- Como forma de defesa, foram criadas alianças entre alguns países. Qual o nome da aliança feita entre a Inglaterra, França e Rússia? E qual o nome da aliança formada pela Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália? - questionei.
- Tríplice Entente e Tríplice Aliança - declarou.
Me aproximei dela e lhe dei um beijo na bochecha.
- No que consiste o Pan-eslavismo? - indaguei.
-Liderado pela Rússia, queria a união de todos os povos eslavos da Europa Ocidental, sobretudo aqueles que estavam sob o domínio do Império Austro-Húngaro - Explicou.
Dei um beijo delicado na ponta do seu nariz, o que a fez rir.
- No que consiste o Pangermanismo? -perguntei.
- Comandado pela Alemanha, deseja a união de todos os povos germânicos da Europa Ocidental - Disse fazendo uma careta.
Aproximei-me novamente e beijei sua orelha, o que fez Seeylfe suspirar.
- Qual o nome do herdeiro do trono austríaco que foi assassinado em Sarajevo pelo ativista sérvio Gavrilo Princip, tornando-se mais um dos impulsos para a Guerra? - perguntei.
- Ferdinando - fez pouco caso.
Me aproximei dela e comecei a beijar seu pescoço, o que a fez gemer e abraçar minha nuca. Tive que me afastar na hora.
- Malvado - reclamou fazendo bico, o que me fez rir.
- A Alemanha deu uma carta branca para a Áustria - comentei - No que consistia essa carta?
- Em garantir apoio no caso de uma guerra entre as nações - piscou o olho sorridente.
Lhe dei um selinho.
- Com o fim da 1ª Guerra, a Alemanha foi obrigada a assinar um contrato e caso negasse, ela seria invadida pelas tropas francesas, inglesas e americanas - relatei - Esse acordo era totalmente feito para prejudicar a Alemanha. Qual o nome dado à esse tratado?
- Tratado. de. Versalhes - respondeu pausadamente - Eu quero meu prêmio!
Ela nem esperou eu me aproximar e puxou minha nuca, me beijando com tudo.
Retribuí o beijo, pondo as mãos nas suas costas, enquanto ela levava as mãos aos meus cabelos e os puxava.
O beijo ficou mais intenso e Seeylfe subiu no meu colo, pondo as pernas em cada lado do meu corpo.
Foi então que o ar começou a nos faltar e nos afastamos ofegantes, encarando um ao outro.
- Acho melhor a gente voltar a estudar - sugeri.
- Também acho - concordou.
- Sem beijos - alertei.
- Sem beijos - confirmou.
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Fruto Proibido
FanficApós terminar a faculdade, Dag retorna à sua cidade natal e se torna professor na escola em que sua irmã, Astrid, estuda. Mas com isso, ele conhece Seeylfe Strondus e acaba se apaixonando por ela. Isso não teria problema, se ela não tivesse somente...
