31. Mais próximo do fim

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O começo do meu primeiro encontro com Yuri foi um pesadelo. Nenhum de nós sabia o que fazer e nem como agir um com o outro.

Aquela não era a primeira vez que me encontrava com outro homem, mas havia algo de diferente em Yuri que chamava minha atenção. Sem contar que o fato dele estudar na mesma escola que eu me dava receio de que, caso as coisas não dessem certo, o clima seria estranho quando voltássemos a nos encontrar.

Felizmente tudo mudou quando começamos a falar sobre HQ's.

Yuri acreditava que Estação das Brumas era a melhor história em quadrinhos publicada na face da Terra e tive que destruir os argumentos dele com Watchmen, A saga da Fênix Negra e Dias de um futuro esquecido — superiores em todos os sentidos. Foi assim que ele descobriu que eu era do time DC Comics, e começamos uma discussão ferrenha sobre como a Marvel estragou os quadrinhos com o lançamento dos filmes e outros assuntos do tipo.

— E o que acha do Lanterna Verde? – Ele me perguntou, enquanto terminava o segundo copo de milk-shake.

— Não é muito a minha praia.

— Sério? Não curtiu nem mesmo a Guerra da Tropa Sinestro?

— Não cheguei a ler.

— Temos que mudar isso! – ele pareceu entusiasmado. – É hora de você conhecer a única história da DC que presta.

— Nem começa.

Ele riu, passou a mão pelo cabelo e fixou a atenção no meu olhar.

— Tenho um exemplar lá em casa, se quiser ler – continuou ele. – Acho que posso te fazer gostar do Lanterna Verde.

— Pode até ser – rebati, jogando charme. – Além disso, verde é minha cor favorita.

Yuri arqueou as sobrancelhas quando ouviu aquilo.

— Verde é uma cor bonita – admitiu. – Combina com você.

Fiquei um tanto ruborizado com o elogio e percebi a que ele se referia.

— Fala dos meus olhos? São heranças de família – expliquei. – Os do meu pai também são dessa cor e acredite quando digo que os dele são bem mais bonitos.

Ele continuou a me observar, fixou os olhos nos meus e naquele momento soube que precisava ficar mais próximo daquele garoto.

Yuri era gato, carinhoso e bem mais inteligente que a maioria dos meninos do ensino médio. Foi por isso que naquele momento descobri que estava apaixonado por ele.

Me observei no espelho durante alguns minutos, ignorei as feridas, parei de me importar com o sangue e fixei a atenção no reflexo dos meus olhos

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Me observei no espelho durante alguns minutos, ignorei as feridas, parei de me importar com o sangue e fixei a atenção no reflexo dos meus olhos.

Lutador VerdeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora