Masturbação

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Quando eu tinha nove anos, achei um DVD pornográfico que minha mãe havia alugado na locadora. Se me lembro bem, era um casal fazendo sexo na beira de uma piscina que ficava no alto de um prédio. Os gemidos eram muito excitantes e aquilo me fez enlouquecer. Eu me lembro de estrar sozinha em casa, era manhã e eu estava matando aula. Puxei a mesinha de centro para perto da TV e comecei a passar a mão em minha intimidade, como era feito com a atriz. Lembro-me de sentir uma sensação incrível que tomava meu corpo e me fazia querer cada vez mais. Eu não podia controlar. Uma vontade imensa de reproduzir aquilo me tomou e então vieram os gemidos. Peguei o controle da TV e com a parte arredondada dele me masturbei por cima da calcinha. Não digo que cheguei ao ápice, pois estaria mentindo. Minha mãe chegou em casa após receber uma ligação da escola e eu desliguei tudo muito rápido, me deitei no sofá e fingi estar doente. Naquele dia passamos a tarde juntas.

Faltando algumas semanas para eu completar dez anos, me envolvi em uma nova aventura. Acabara de me mudar para uma cidade nova. Eu vivia como nômade, mas fazer amigos nunca foi um problema para mim, o real problema era continuar sendo amiga deles após me mudar muitas e muitas vezes. Era uma época sem tecnologia, o máximo que os celulares faziam era enviar sms e meus pais se recusavam a me dar um daqueles aparelhos, enfim. Eu estudava o dia inteiro e passava boa parte da minha manhã na biblioteca com a cara enfiada nos livros, a sessão de sexo da biblioteca era minha favorita.

Com o tempo, fiz algumas amigas e quando não estavam falando de garotos o tempo todo, estava fazendo brincadeiras como verdade ou desafio e coisas assim, eu não me encaixava naquela cidade, mas não havia o que fazer. Elas eram mais velhas e eu não podia escolher, continuava sendo amiga delas, ou voltava a me esconder na biblioteca. Escolhi a primeira opção.

Um dia estávamos sentadas na mesa da biblioteca. Estávamos fazendo trabalho de química avançada quando começaram os desafios. Carol desafiou Jess e pediu que ela me beijasse. Eu sorri ousada e mesmo me sentindo o patinho feio junto a elas, deixei rolar. Ela veio e me deu um selinho. Carol disse que não valia, que deveria ser um beijo. Ela mordeu o lábio e me beijou. Seus lábios eram doces e o beijo foi tão bom que eu me arrepiei. Desafio vai, desafio vem, Pietra foi desafiada a me masturbar. Nosso uniforme era uma sainha azul com blusa branca. Ela se ajoelhou embaixo da mesa e começou a me masturbar massageando meu clitóris com a ponta dos dedos. Depois disso, nós quatro acabamos revezando para uma fazer na outra e por pouco não fomos pegas. Naquele momento eu descobri meu vício em adrenalina. Descobri que o perigo me excitava e que eu queria mais, muito mais. 

Eu descobri o que era a masturbação e entender como meu corpo funcionava biologicamente perto dos 12 anos, quando os hormônios estava a flor da pele e as aulas de educação sexual começaram. 

O professor/sexólogo em questão, quando questionado sobre “como meninas se masturbam?” respondeu que deveríamos “nos conhecer para descobrir”. Foi aí que entendi que o formigamento que sentia na minha intimidade era basicamente tesão. Que a “massagem” que eu fazia era masturbação e que o “alívio” bom que eu sentia depois era o orgasmo! Por que, até então, a concepção do que era o ato, era completamente vaga. 

Foi nessa idade que comecei a me masturbar compulsoriamente, diariamente. Quatro ou mais vezes em um único dia para sanar meu desejo e mesmo assim pouco adiantava.

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