No silencioso castelo ouvia se alguém correndo. Alguém correndo de forma desesperada. Os passos apressados vinham do grande salão. Essa pessoa que corria tão desesperada e apressada era Malévola Bertha Faery, ela corria do castelo em direção ao jardim onde estava ocorrendo o chá das princesas. Estava atrasada como sempre.
Assim que pisou no jardim deu uma leve respirada e pode observar as principais e rainhas em pé em pequenos círculos conversando entre si. Era a oportunidade perfeita, ela devagar foi e sentou em uma mesa qualquer para poder primeiro descansar e depois se arrumar rapidamente como um “princesa “
— Está dez minutos atrasada.
A garota de cabelos azuis disse delicadamente a amiga enquanto tomava seu chá.
Mal nem havia reparado ela ali, pois estava cansada e preocupada de alguém percebe—la.
— Eu sei
Falou simplesmente, mas sinceramente atrasos já eram naturais.
— Parabéns
— O que?
— É o seu recorde, mês passado você se atrasou meia hora.
— Ok, que bom então.
Falava enquanto trocava os confortáveis tênis pelos sapatos alto.
— Vamos lá no banheiro que te ajudo a se arrumar
— Eu amo você.
As duas saíram sorrateiramente e sem fazer barulho nenhum foram em direção ao banheiro.
— Olha, já passou rímel, que novidade.
Evie observou surpresa.
— Não sabia que estaria aqui
Evie passava mais blush nela e revirava os olhos com a afirmação dela.
— Se não tivesse corrido estaria linda e eu sempre estou nos chás de princesas.
— Você é a única que gosta dessas coisas. Só fico curiosa para saber quem inventou esses chás todo mês.Quer dizer, o que pode mudar de tão grande em um mês? Não podem simplesmente conversar por mensagem?
Mal reclamou como fazia sempre.
— Por acaso foi a rainha, que também por acaso, é sua sogra. Agora fecha os olhos
Mal sabia a grande sorte que tinha de ter Evie em sua vida, pois ela fazia simplesmente de tudo, desde seus vestidos, conselhos e maquiagens de última hora.
— Mas, ela estava tão ocupada essa semana me ajudando na biblioteca pública achei que ia desistir, foi por isso que convidei
Falou a última parte mais baixo
— Você é má. Mas, esse chá quem organizou foi a Aurora
— Sério? Ela não tinha outras coisas para fazer, como dormir?
— Mal!
Reprendia a amiga rindo também
— É sério, ela tem um reino e ainda quer organizar um chá?
As duas começaram a rir sem parar e de repente viram uma garotinha sair do banheiro e as duas se calaram. A princesa de seis anos que era quase uma cópia de Audrey.
— Oi Ashley!
A futura rainha disse sem graça e se ajoelhou na altura da menina que simplesmente olhou ela e a amiga com desdém e saiu.
— Eu avisei
Evie disse rindo do tratamento que a amiga ganhou.
— Por isso que eu não vou ter filhos
Voltou a se virar para a amiga arruma—la
— Por que?
— Eles vão nascer em Auradon.
—Ei!
— Tirando o Tommy obviamente
Isso era uma parte importante da história. Há um ano Evie acabou engravidando de Doug e os dois tiveram um lindo bebê que chamaram de Tommy, quer dizer Doug colocou esse nome, já que errou o nome no registro. Evie queria Theodore, porque segundo ela era mais principesco, mas graças ao erro de Doug o bebê se chamava Tommy
— É Theodore.
Corrigiu a amiga.
— É Tommy, nosso pequeno Tommy, ele vai gostar de saber que o pai errou de nome
—Ele tem só quatro meses Mal
— Olha, vai por mim eu tenho experiência com nomes estranhos.
— Disso eu sei, Mal Bertha.
Lembrou rindo.
—Já acabou?
— Sim, fiz um excelente trabalho, como sempre.
Dizzy se orgulharia da amiga.
— Não sei o que faria sem você
— Eu também não, mas sabe o que seria legal em sinal de agradecimento?
— O que?
— Você chegar na hora hoje para gente experimentar os novos modelos de vestidos.
— Tem minha palavra.
Beijou seus dedos.
Com o tempo Mal se enturmou com as rainhas e princesas que ali estavam, todavia honestamente se pudesse ficaria somente com Evie e uma rainha e outra que realmente eram pessoas boas. O que elas não paravam de falar era sobre o grande casamento dela com Bem. Esse com certeza seria o casamento do século, não somente por ele ser o rei, mas porque já eram quase seis anos de relacionamento.
O final do chá já estava chegando e havia muito menos princesas, a noiva de Bem foi até a mesa colocar um pouco mais de chá de hortelã para si, contudo não conseguia achar o pacotinho que o continha.
— Vossa alteza, se me permite
Uma senhora apareceu ao lado dela querendo ajudar segurando também uma xícara
— Ah? Não me casei ainda, é só Mal
Disse simplesmente
— Tudo bem Mal, qual chá procura?
Perguntou a garota.
— Hortelã. Me desculpa a indelicadeza e por não saber, mas a senhora é uma rainha?
Mal a olhava desconfiada, nunca havia visto a senhora e Mal já comparecia nesses chás há tanto tempo que achava conhecer cada princesa e rainha.
— Imagina, sou Tulipa, sou de um reino um pouco longe daqui, sou uma feiticeira.
Mal olhou rapidamente a mulher assustada, mas quando se virou para os olhos dela, eles tomaram uma coloração estranha e Mal ouviu outra frase sair da boca dela “Sou Tulipa rainha de Origon”
— Fica longe daqui?
Mal perguntou nem se dando conta que poderia ter sido enfeitiçada.
— Um dia e meio de viagem.
— E veio só para o chá?
— Parte de ser rainha, não é mesmo?
— Novamente, eu não me casei, então não sou rainha
A corrigiu pacientemente.
— Mas logo será e verá como são as coisas.
— Como assim?
— Você acha mesmo que queria estar aqui com todas essas mulheres conversando sobre os mesmos assuntos todos os meses? – Mal riu, pois deveria ser a primeira pessoa que concordava com ela. – A gente perde a liberdade, não tem mais vontade própria, primeiro o reino, povo e todas as regras sem sentido, porém o que eu estou falando? Você provavelmente sempre sonhou com isso
— Em ser rainha? Não, longe disso. Digamos que o lugar de onde eu vim não me permitia sonhar muito.
Falava mexendo na xícara, enquanto se lembrava de seu passado
— Eu sei de onde vem, por isso mesmo digo. Achei que vim de um lugar onde não se tem nada, faz com que qualquer um se corrompa aos prazeres da realeza
— Não, eu pelo menos não, lhe garanto que ser rainha não é era um dos meus planos.
— E quais são seus planos? Quer dizer, você é nova, deve ter sonhos, desejos e planos, quer um conselho? Se tem sonhos faça antes que coloque aqueles coroa na cabeça, ou se arrependerá pelo resto de sua vida
Mal parecia assustada com a fala da senhora, principalmente quando ela aparentava entender tudo o que ela passava.
— Se arrependeu?
Mal perguntou curiosa.
— Ah minha filha, se você soubesse. Sabe, quando soube que iria me casar com o meu marido quis fugir e realmente fiz isso, fugi, mas uma semana depois meu pai faleceu e alguém deveria assumir o trono então voltei, me casei e fim da história
— Não ama seu marido?
— Nenhum amor vale tanto quanto a liberdade menina. Agora eu vou voltar, a coroa me chama, foi um prazer, futura rainha Mal
— Igualmente
“Nenhum amor vale tanto quanto a liberdade” Mal pensou nessa bendita frase o dia inteiro. Em todos os compromissos que teve essa frase parecia ecoar dentro dela
— Como foi?
— Cansativo
A senhora então disse três palavras mágicas e mudou de forma. Continuava velha, mas dessa vez sua aparência era de uma bruxa.
— Acho bom cooperar Tulipa
— A garota ficou balançada obviamente, mas a hipnose não funciona com toda força nela
Tulipa contou sobre o encontro com Mal.
— Como assim?
— Aguenta uns minutos e algumas palavras, mas não com toda eficácia.
Tulipa explicou.
— Uns minutos é tudo que precisamos para acabar com o noivado
— Então, terão que devolver todos os meus poderes.
A bruxa os chantageou.
— Sem chance
— Eu não saio daqui sem eles!
Tulipa avisou
— Você tem que ir, sua irmã e a Helena daqui a pouco chegam
— Fada Madrinha e Circe trabalhando juntas? A coisa está feia mesmo.
Tulipa riu.
— Some com ela daqui
— Diz que mandei um beijo
A bruxa sumiu e restou os três sentados à mesa fingindo ler livros como as fadas haviam falado
— Há uma dúvida nesse amor, devemos explorar isso.
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Descendants Dark Times
FanfictionSe descendentes fosse uma serie? Apos os acontecimentos do segundo filme... Mal é filha da maior vilã de todos os tempos, já Ben é herdeiro do casal exemplo de bondade. Eles eram polos opostos, apesar de todos saberem disso, ignoravam... nem todos...
