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A decoração de dentro estava tão bonita quanto à de fora, Mike conseguiu captar a essência de nós três, era glamoroso que nem Kumary, sério que nem Itzitery e elegante que nem a mim. Os garçons desfilavam pelo salão como se fosse tudo ensaiado para não derrubar nada, as pessoas estavam todas de traje de gala, só reconheci alguns rostos no meio da multidão. Minha gêmea de olhos negros quase teve um treco quando o cerimonialista perguntou se estávamos prontas para sermos anunciadas, claro que isso foi ideia de Kumary já que até Mike pareceu surpreso, pedi para ele nos anunciar juntas, assim eu poderia segurar a mão de Itzitery para que ela não ficasse muito envergonhada. Ruggero se manteve do meu lado o tempo inteiro, nem na entrada ele largou minha mão, cumprindo a promessa que me fez mais cedo na entrada do salão, nem Jorge e Agustín puderam tocar minha barriga.
— Você está quieta! – Rugge sussurrou ao pé do meu ouvido me causando um leve sobressalto.
— Aí Ruggero, quer me matar do coração? – resmunguei levando a mão ao meu peito. Meu namorado riu me puxando para dar vários beijinhos em meu rosto.
— Como é dramática, meu Deus! – exclamou agora me abraçando forte.
— Chato. – mostrei a língua para ele, foi a oportunidade perfeita para ele começar me beijar.
— Linda. – murmurou ao quebrar o beijo.
Nossa bolha de amor era tão grossa que até o barulho da música que o DJ tocava ficou abafado, era como se só existisse eu e o Ruggero ali, mas aparentemente nossa bolha não era muito grossa para abafar a voz enjoada de certas modelos.
— Olham só, eles estão de casalzinho! – Angel se aproximou, seu sorriso sarcástico brilhava com o batom vermelho queimado, seu vestido de seda brilhava enquanto ela andava em nossa direção.
— Quem te convidou? – esqueci completamente os bons modos que aprendi nas aulas de etiqueta que meus pais me levavam, mas não estava ligando, ela não merece que eu seja simpática.
— Ora, ora, resolveu mostrar as garras, gatinha? – sua voz tinha o grande poder de me tirar do sério.
Rugge se manteve ao meu lado me abraçando com força e olhou sério para a amiga.
— Peço que tenha respeito por minha mulher, Angelina! – ele pediu com a voz grave e autoritária, algo que ele só faz em uma reunião no trabalho.
— Sua mulher? – a confiança da mulher na minha frente pareceu cair no chão. Acho que ela não esperava que o Ruggero ficasse comigo.
Ponto para mim, ha.
— Isso mesmo, minha mulher, esse é o aniversário dela e não posso deixar que nada o estrague, então, por favor, volte para sua mesa onde seu acompanhante convidado te espera!
Se eu pudesse batia palma, mas minhas mãos estavam ocupadas demais segurando as de Ruggero. Não posso mentir que fiquei com dó, meu lado bobinho ainda estava ali, mas nada que outra conversa com as meninas não fizesse desaparecer. Minhas amigas trazem o pior de mim.