Capítulo - 6

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Well, well. Temos descobertas interessantes nesse capítulo, leitores.

E que comecem as teorias.
Boa leitura!

Eu ouvia os barulhos de minha mãe e Cheryl pela casa enquanto eu tentava desenhar. As duas estavam falando alto, pois Cheryl estava animada demais e eu revirei os olhos porque não conseguia imaginar como alguém poderia se sentir tão animada em ir numa escola se matricular corretamente.

Ainda me pergunto como ela conseguiu frequentar as aulas em primeiro lugar, sem mostrar as identificações e sem um responsável ao seu lado. Imaginei ela flertando com alguém para conseguir isso, mas dei uma risada ao ouvir minha mãe falando com Cheryl como se fosse uma criança ou algo assim.

— Cheryl, cuidado com as escadas! Por Deus. Cheryl! — Sua voz era impaciente, mas preocupada de verdade.

As duas estavam saindo para encontrar o diretor de última hora. Normalmente a escola estaria fechada dia de hoje, mas Weatherbee era amigo de minha mãe e eles estudaram juntos, então claro que ele faria um favor para a bem sucedida médica Katy Topaz. Ele faria isso pelo meu pai também, pois os dois eram médicos bem sucedidos fora de Riverdale.

As pessoas aqui não costumavam crescer tanto, ao menos que fossem embora para outros lugares. E foi o que meus pais fizeram. Antes moramos por muito tempo no lado Sul até as coisas melhorarem. Meu pai não gostava de morar na terra onde haviam certas gangues e sem falar de seus problemas pessoais com FP Jones. Não era nada legal presenciar as discussões territoriais por lá, então quando meu irmão finalmente nasceu, inexplicável meu pai conseguiu um bom trabalho e conseguiu nos tirar de lá.

Eu não fiquei feliz pois havia crescido com meus grandes amigos Jughead, Sweet Pea e Fangs. Éramos inseparáveis e foi difícil me adaptar a mais nova realidade, principalmente mudar para um colégio como Riverdale High. Foi difícil no início, mas quando Veronica conversou comigo e tentou me encaixar mesmo contra a minha vontade, a nossa amizade foi certeira. Não tínhamos muitas coisas em comum, mas ela sempre foi ótima em me aceitar, como eu já disse antes.

Levantei devagar e fui até a janela, abrindo a mesma e vendo minha mãe chegando ao carro estacionado na porta, Cheryl estava se aproximando, linda como sempre. Dei um sorriso involuntariamente, lembrando da noite anterior. Seus cabelos brilhavam a luz do sol, pareciam ainda mais com fogo. Ela era tão linda que eu sentia meu estômago revirar.

Por fim, ela sentiu meu olhar e subiu os olhos diretamente na direção onde eu estava e meu coração acelerou um pouco. Ela me olhava fixamente enquanto minha mãe abria a porta do quarto e a chamava para e entrar, ela se demorou em quebrar o nosso contato visual e antes de entrar no carro, deu um sorriso de lado. Ambas partiram e eu respirei fundo, pensando o que poderia estar acontecendo comigo? Será que Veronica tinha razão?

Por falar em Veronica, ela chegaria em breve. Iríamos passar o dia juntas pois marcamos horário no salão. Cheryl iria conosco, eu a convidei já que ela havia ganhado a aposta no boliche e gostaria de presenciar como ficaria meu novo visual. Eu admito que estava um pouco animada. Então para me distrair e não ficar extremamente ansiosa com o passar do dia, comecei a desenhar novamente.

Meus dedos iam se movendo sem destino com o lápis, criando retas, mas nada saia como eu gostava. Então desisti, largando o lápis e sai do quarto, indo até a cozinha beber um pouco de suco. Ao passar pela sala, percebi algo diferente e meu corpo travou levemente ao ver a portando escritório de minha mãe entreaberta.

Minha mãe nunca deixava aquela porta aberta, em nenhuma hipótese. Talvez a pressa para sair com Cheryl a fez esquecer de fechar. Eu senti uma familiar curiosidade como já tive várias vezes ao ver ela tinha ali dentro, em seu computador, em seus documentos.

CREEP AND WEIRD - CHONIOnde histórias criam vida. Descubra agora