Capítulo - 24

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Saudade de vocês!
Podem matar a saudade de Choni pelos próximos capítulos, eu deixo. Hehe.

Boa leitura, meus amores. ♥️


— Toni, você pode deixar a Cheryl respirar?

Minha mãe perguntou um pouco agoniada. Depois do café da manhã, estávamos sentadas em redes de teto de madeiras que minha mãe havia comprado e pedido para Joan instalar nos arredores da residência pra me animar nas semanas que se passaram, mas nem isso me fez querer ir até ali, exceto agora, que estávamos no lado anterior a nossa casa, perto da piscina, abaixo das sombras que as árvores nos concederam.

Eu não conseguia sair do perto da minha ruiva, que por estar sentada em uma das redes espaçosas, me deu espaço para eu que ficasse praticamente sentada em cima dela. Minha mãe revirou os olhos quando me viu sentar tão próxima de Cheryl, se sentando em outra rede, mais afastada. Cheryl apenas sorria, ao passar o braço em volta da minha cintura um tanto tímida, corada, mas só me puxou mais para si, me querendo ali tanto quanto eu.

Ela não tirou os olhos dos meus, me deixando sem fôlego completamente. Era tão hipnotizante e extremamente envolvente como eu a amava e como eu sentia a nossa sincronia. A sensação era a melhor que eu já pude sentir, melhor do que antes.

— Está tudo bem, Katy. Na verdade, parece que é a primeira vez que eu finalmente respiro em semanas. — Cheryl falou a última parte sorrindo e baixinho, só para mim ouvir.

Ela se forçou a desviar os olhos dos meus quando meu coração acelerou. Aquela carinha não enganava ninguém além da minha mãe. E eu que saia como a grudenta e até mesmo a tarada da história, mas eu não me importava, eu só não queria ficar longe dela. Então envolvi os braços em volta do seu pescoço, admirando-a de forma mais discreta possível. Ela estava tentando contar o que aconteceu nas semanas desde que partiu, minha mãe estava apreensiva e um tanto curiosa, assim como eu. Cheryl suspirou, temendo um pouco o rumo daquela conversa.

— Então... Eu percebi que não poderia partir e deixar a Betty aqui com vocês. Quando encontrei ela, fui surpreendida por essa ideia que ela tinha e ajudá-la foi o acordado para deixar vocês em paz e seguras. Ela sabia que eu não poderia recusar se eu soubesse que ela sempre seria um perigo. — Ela me olhou como se não houvesse arrependimentos, justamente por me ver bem e eu senti isso quando seus dedos me apertaram levemente a cintura, com a respiração um pouco afetada e então se forçou a olhar para minha mãe.

— Então ela fez um acordo com você. — Minha mãe sondou.

— Sim. Ela não me deixou escolha e eu tive que voltar com ela para Greendale... Como o Honey estava lhe dando recursos para ficar na superfície em minha procura, ele jamais esperaria que estávamos juntas, esperando a hora certa. — Cheryl suspirou e olhou para baixo. — Ela era imprudente, queria simplesmente explodir todo o lugar sem pensar na quantidade de pessoas inocentes no hospital superior de Greendale. Não haviam muitas pessoas, mas eu não poderia deixar nenhum inocente morrer.

Eu sorri de lado, apertando um pouco meus braços em volta do seu pescoço, agradecida por ser apaixonada pela garota que pensava nos outros daquela forma e não uma Betty Cooper.

— Então você providenciou a liberação do todos os pacientes antes mesmo de invadirem o lugar? Lembro da Alice falando algo assim no noticiário. — Eu comentei.

— Isso facilitaria a saída de todos eles assim que o lugar entrou em estado de alerta pelo tremor principal da primeira explosão. — Minha mãe avaliou a situação.

— Exatamente. Por isso demoramos para prosseguir com as ideias de Betty. Eu garanti que as pessoas inocentes e que estavam forçadas a continuar aquele trabalho no subterrâneo sem suas vontades, fossem embora antes. — Cheryl comentou.

CREEP AND WEIRD - CHONIOnde histórias criam vida. Descubra agora