Âmbar Smith
Eu não sei exatamente o que aconteceu com Simon. Tudo o que Matteo me fala é que ele está precisando de mim. Deixo tudo para trás antes de entrar no carro e ir para a casa dos Alvarez com o endereço dado pelo meu Avô. Delfi abre a porta e eu olho para Pedro no sofá que sorri.
Ela me orienta e eu subo as escadas e caminho ate o final do corredor batendo na porta. Simon me autoriza entrar e eu a abro me deparando com ele deitado em sua cama olhando o teto. Ele se vira o suficiente apenas para me ver antes de voltar a olhar para o teto. Tiro meus sapatos e me deito ao seu lado, olhando o teto branco.
- Não quero saber o que aconteceu. – Eu falo antes dele me contar. – A grande verdade é que eu sabia que você não agüentaria ficar algumas horas sem ver meu rostinho lindo.
- Você é muito presunçosa, sabia? – Pelo seu tom de voz eu sei que ele sorri.
- Essa é nova. Normalmente as pessoas usam frescurenta ou metida mais presunçosa é completamente novo. – Falo seria.
- Obrigada por vim Âmbar. – Ele soa sincero.
- Eu faço qualquer coisa por um amigo. – Falo me virando para ele.
- Até um boquete? – Ele me olha sorrindo
- Definitivamente não. Jamais colocaria um pinto na boca porque vocês homens tem uma higiene intima questionável.
- Não generaliza. – Ele diz enquanto eu reviro os olhos. – Posso te mostrar aqui, agora que meu pau está mais limpo do que sua vagina.
- Mais é claro que vai estar. – Eu sorrio convencida. – Eu estou menstruando então está tudo vermelho nos países baixo.
- Isso foi desnecessário. – Ele fala fazendo uma careta.
- Foi você que começou com assunto de cunho sexual. – Eu me levantando sentando na cama. – Alias, estou começando a achar que você é alguma espécie de ninfomaníaco. – Ele se senta de frente para mim. – Você é?
- Larga de ser desmiolada Georgia. – Ele diz.
- Tudo bem Senhor Alvarez. – Ele fica levemente irritado como em todas as outras vezes que o chamei assim e eu sorrio.
- Você diz isso para me irritar. – Ele conclui.
- E você acha que me chamar pelo meu nome do meio vai me deixar irritada mais eu gosto dele. Na verdade fui eu que escolhi. – Sorrio e ele pega a minha mão.
- Serio? – Ele pergunta e eu assinto enquanto começo a brincar com seus dedos. – Me conta.
- Quando meus pais foram me registrar, meu pai se perguntou se eu gostaria de ter um nome no meio e eu gritei "Georgia!". Ele apenas sorriu e me registrou com Âmbar Georgia Smith.
- Por que você quase não fala da sua mãe? – Ele me pergunta e eu seguro mais firme em sua mão.
- Porque eu e ela não temos uma boa relação. Eu a vejo pouquíssimas vezes e ela está sempre me cobrando para que eu seja perfeita, para que eu seja um cubo de gelo. Muito do meu exterior vem dela. Aprendi com ela que não devo sair sorrindo para todo mundo porque quem faz isso é louco. Pergunte para os seus pais como ela é. – Eu falo observo nossas mãos juntas. – Eu sinto falta dela mais toda vez que ela aparece eu quero que ela vá embora. – Eu olho para ela. – Ela quer que eu vá para Cambridge para fazer Administração que nem ela e o meu pai.
- Mais seu avô disse que você vai ser escritora. – Ele me olha como se me analisasse.
- Porque esse é o meu sonho. – Respiro fundo. – Eu só não quero desapontar ela. Ela já sofre demais com a morte do meu pai.
- Você tem que fazer o que o seu coração manda. – Ele diz.
- Não posso seguir meu coração. – Sou sincera. – Tenho que ser alguém racional e não sentimental.
Para minha surpresa, Simon se aproxima e me beija e eu deixo que ele me beije porque gosto.
- Prefiro que você seja você mesma. – Ele me diz se afastando.
- Achei que tínhamos concordado com a Politica de Não Beijos. – Falo sorrindo.
- Você concordou, eu sempre fui contra. – Ele responde sorrindo e se levantando da cama. – Vem, quero te mostrar meu esconderijo.
Me levanto quase correndo e ele abre a outra porta que tinha no quarto. Entro e me deparo com um mini estúdio com diversos instrumentos.
- Então é aqui que a mágica acontece? – Pergunto enquanto olho tudo. – Obrigada por fazer meu computador parecer um lugar tosco. – Pego um caderno e começo a ler as diversas musicas que tem ali. – São boas.
- Obrigada - ele para ao meu lado e pega o caderno. – Essa daqui eu escrevi quando eu te conheci. – Ele aponta para a musica chamada Little White Lies e eu leio a letra. – Eu tava com uma quantidade considerável de raiva.
- Eu pude perceber. – Eu rio e olho a próxima, vendo que já conhecia.
- Desculpe por ter sido um babaca com você. – Ele me diz e eu olho para ele sorrindo.
- Está tudo bem. – Digo e dou um selinho nele.
- Vamos acabar com a Politica de Não Beijos por favor? – Ele me pede e eu rio.
- Vou pensar. – Falo fechando o caderno e me sentando na cadeira. – Isso ficou bem legal.
- Eu e meu pai que construímos. – Ele diz se sentando na cadeira ao lado da minha. – Você escrever uma musica para você e você vai ter que vim aqui e gravar ela.
- E o que planeja fazer com a canção gravada? – Pergunto.
- Escutar algumas milhares de vezes. – Ele dá de ombros e sorri.
- Só pra constar, eu canto mal. – Ele sorri mais.
- Por isso existe auto tune. – Eu me faço de ofendida.
- Eu vou embora. – Me levanto e caminho ate a porta. Quando estou em seu quarto, ele me puxa. – Me solta e deixa eu ir Senhor Alvarez.
- Não antes sem me beijar. – Ele me vira para ele e vejo o sorrisinho presunçoso em seu rosto. – Você disse que ia pensar em revogar a Politica de Não Beijos e eu a considero revogada. – Ele me beija.
Eu gosto dos beijos de Simon. São carinhosos e ao mesmo tempo brutos, quase como se refletisse sua personalidade. Empurro ele para trás que cambaleia.
- Certo, vai funcionar assim. – Aponto o dedo na cara dele. – Beijos serão permitidos somente quando estivermos NÓS DOIS SOZINHOS. Nada de se beijar na frente dos amigos ou na frente da família ou em publico.
- Então a gente só pode se beijar escondido? – Ele me pergunta e eu sorrio.
- Exatamente isso Garotão. – Dou um selinho nele. – Não leva a mal mais não quero as pessoas falando de nós e nem quero nossas famílias já organizando o casamento. Somos amigos e eu gosto disso. Mais eu também gosto de quando você me beija. – Eu respiro fundo. – Eu só não quero estragar tudo e depois ficar sem tudo isso.
- Eu te entendo. – Ele segura meu rosto e acaricia minha bochecha com o polegar. – Vamos fazer tudo devagar e se algo dar errado voltamos a estaca 01 que é a amizade.
- Obrigada Simon. – Eu beijo a palma de sua mão antes dele me beijar novamente.
Dessa vez o beijo é breve e ele me abraça beijando minha testa. Ficamos ali, de pé no meio do quarto dele, nos abraçando e com os lábios dele grudados em minha testa.
Eu só esperava não estar entrando em algo para sair machucada no fim.
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Prove You Wrong
JugendliteraturSimon Alvarez é um cara com um passado misterioso em uma escola nova. Expulso da Elite Social School pouco antes de se formar, ele é obrigado a repetir o ultimo ano no Blake South College. Quando vê a figura loira que entra na sala, ele sente repuls...
