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Mercury Stanford.

Saio do banheiro e me deito novamente, logo vendo Blake sair do closet vestido. Ele tinha que resolver umas coisas e por isso tinha levantado bem mais cedo.

Ele vem até mim e me dá um selinho, logo após beijando minha testa. Eu sabia que estava inseguro por ter que sair e deixar Zach no outro quarto.

- Eu amo você, gatinho. - puxo para um beijo breve.

Ele retribui e acaricia minha bochecha, tornando ainda mais calmo. Tinha relaxado.


- Eu também amo você. - suspira, deixando um beijo em minha testa e saindo.

Me aconchego na cama e abraço o travesseiro dele. Já tinha seu cheiro. Sorrio com isso e fecho os olhos.

Minutos depois me levanto para pegar meu celular e quando volto para sentar na cama, a porta é aberta.

- Esqueceu o quê, amor? - questiono e quando me ajeito, vejo Zach. - Ah...

- Eu já estou indo. - murmura. - Obrigado por ontem e me desculpe.

- Está tudo bem. - forço um sorriso. - Tem café na cozinha se quiser.

- Eu realmente não quero incomodar. - suspira e passa a mão na cabeça. - Uh...tchau.

- Até mais. - falo e ele não se move.

Zach fica me olhando e suspira pesado, vindo até mim e se abaixando ao lado da cama.

- Eu não consigo. - sussurra. - Me desculpe pelo o que causei com Blake.

- Está tudo bem, Zachary. Estamos bem. Eu, você e ele. - asseguro e ele pega minha mão.

- Então por que eu não me sinto melhor? - suspira.

- Eu não sei. - torço os lábios e ele me faz colocar a mão em sua bochecha.

Na mesma hora engulo em seco e ele fica me encarando.

- Nós dois precisamos disso, Mercury. - sussurra. - Você sabe disso.

- De quê? - pergunto piscando algumas vezes.

Ele se levanta mais um pouco, ficando em minha altura e antes que eu perceba, seus lábios estão nos meus.

Não tenho reação nenhuma. Naquele momento todas as memórias com ele voltam de vez.

O mesmo não se afasta e eu não o empurro também. Eu não conseguia, uma parte de mim sempre ia gostar desse desgraçado.

Caio em mim mesma quando penso em Blake e em tudo que eu vivia com ele.

Afasto Zachary na mesma hora e minha respiração fica falha. Eu tinha feito merda.

- Me desculpe. - respira fundo. - Mas acho que só assim...podemos seguir em frente. Sabendo que não tivemos um final tão ruim.

- Nunca mais faça isso. - sussurro querendo chorar. - Nunca mais toque em mim.

- Você não me afastou, Mercury. - suspira. - Porque você sabe que precisava disso tanto quanto eu.

Deixo algumas lágrimas escaparem e nego com a cabeça.

- Nem consigo pensar, Zachary. Você acaba de me fazer volta àquele dia. Disse que eu era especial e no fim da noite disse que amava a Cassie. - fungo. - Sabe o que é nunca mais confiar que alguém vai ficar com você?!

- Eu errei ao fazer aquilo, e sabemos que eu não a amava, eu a idolatrava. E isso não é amor. - nega com a cabeça. - Eu sei, eu nunca mais fiquei com ninguém depois daquela noite. Mas você encontrou Blake e ele faz tudo por você. E no fundo, bem no fundo, você nunca vai ter o sentimento por ele que teve por mim.

- Você deve estar se achando muito especial...Se gaba muito pelo que eu sentia por você. E acredite, não era bom como você pensa. Você me trazia paixão e dor. E os dois não combinam. - me levanto.

- Eles andam numa linha tênue. Não existe amor sem brigas e não existe brigas se a pessoa não se importa. - morde os lábios. - E eu não me gabo pelo o que você sentia. Estou dizendo que fui seu primeiro amor e isso nunca vai mudar.

- Sabe qual é a verdade? Eu amei você. Você foi o primeiro cara que eu amei, mas você nunca me amou de volta. Você gostava de ter um refúgio para quando as coisas ficavam ruins. - disparo.

- É aí que você se engana. Eu amava você, Mercury. Amava mesmo, mas era muito imaturo para admitir que merecia coisa melhor que a Cassie. - suspira pesado. - Você sempre foi melhor que ela e nunca me achei suficiente para você. Acho que a gente recebe o tipo de amor que merece, e eu recebi algo que não era amor dela.

- Seu amor era destrutivo. - limpo meu rosto. - Eu passei muito tempo achando que eu nunca ia me consertar por dentro. E até hoje eu tenho medo de que Blake me troque algum dia por um projeto de mini Cassie. Sabe o que é isso?!

- Medo. Medo porque eu fiz isso com você. - se levanta também. - Eu destruí você, mas você está muito melhor agora. O que eu quero dizer é que você nunca vai amar o Blake como me amou.

- E por que, Zachary? Você sabe que eu sempre fui muito intensa. E quando eu sinto, é pra valer. - rosno.

- Porque ele não foi seu primeiro amor. Porque ele não fez seu coração bater mais forte pela primeira vez, ele não viu você suspirando boba pela primeira vez, ele não faz suas pernas tremerem sempre que o vê. - molha os lábios. - Ele não é seu primeiro amor. Ele não é o seu amor ingênuo e como algumas pessoa dizem, “o mais puro”.

- E você viu?! Não, você não viu! - falo irônica. - Estava ocupado demais.

- Eu vi. Você não sabe, mas eu vi. - respira fundo. - Eu amei você. Eu amo você. Mas você não é feliz comigo.

- Tem razão. Eu sou feliz com o Blake. Porque ele me dá o que você nunca deu. - falo e ele ri cínico.

- Você só está conformada com ele. - nega com a cabeça. - Mas você não ama ele tão intensamente. Não mesmo.

O olho incrédula e nego com a cabeça várias vezes.

- Eu amo o Blake. E você não pode dizer o quanto. - falo.

- Você pode amá-lo, mas não como me amou. - me encara sério. - E ambos sabemos disso.

- Eu posso amar mais do que te amei. - o encaro de volta.

- Não, você pode tentar, mas não vai conseguir. - dá ombros. - Você sente coisas diferentes por ele do que sentia por mim.

- Você está mais do que enganado. - nego com a cabeça e ele aponta para meu corpo.

- Lembre das vezes que transávamos e lembre das vezes que vocês transam. - ele começa. - Qual a diferença?

- Ele é melhor que você. - nego com a cabeça. Na verdade os dois eram bons demais.

Ele dá uma risada irônica e molha os lábios.

- Quando fizeram isso com carinho? Sem ser algo agressivo? - arqueia uma sobrancelha.

- Melhor que você. - repito e ele chega mais perto. - Ele é melhor, Zachary.

- Não respondeu minha pergunta. - sorri de lado.

- O que você quer saber? - cruzo os braços.

- Quando fizeram sexo com carinho? Algo calmo que ele mostrasse apenas sentimento e não só prazer? - me analisa.

- Eu...- paro de falar quando noto que já havia muito tempo. - Não importa.

- Viu? Nem você sabe quando foi. - ri irônico. - Você pode não me amar, mas ainda sente coisas...

Nego com a cabeça e aponto para a porta.

- Nunca mais volte nesse lugar.

- Você só está assim porque sabe que estou falando a verdade. - murmura e sai andando.

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comentemmmm

false dream life ↬blake gray| zach herronHistórias para pegar e não largar. Descubra agora