O céu que antes era azul agora estava completamente tomado pelas nuvens pesadas de chuva. Vez ou outra um trovão podia ser ouvido, fazendo Sana tremer no lugar, fechando os olhos na tentativa de focar em algo que não fosse o som ensurdecedor dos trovões.
A japonesa abre os olhos, procurando Tzuyu por entre as árvores, mas Sana não foi capaz de realmente vê-la. A Chou estava bem escondida, mas de onde estava conseguia ver bem a Princesa, torcendo internamente que nada daquilo acabasse mal e que no fim daquele dia elas pudessem se deitar mais uma vez em sua cama, para dormirem abraçadas, sentindo o calor do corpo uma da outra, e trocando seu agora rotineiro beijo de boa noite.
Por outro lado, Nayeon e Jeongyeon repassavam o plano, enquanto esperavam por Dahyun e a bruxa, assim como passavam mais um pouco da poção na pequena faca que ficaria escondida com na cintura de Hirai Momo, aquela seria sua última alternativa caso a flecha disparada por Tzuyu não funcionasse.
— Aqui Momo, coloca isso embaixo da sua blusa, nas costas. — Nayeon estende a faca em direção a namorada, que exita um pouco mas logo pega. — Amor, olha pra mim… — Hirai levanta o olhar, a Im havia notado o quanto as mãos da menina estavam trêmulas. — Vai ficar tudo bem, ok? Eu tô bem alí, se alguma coisa acontecer eu estarei aqui em um piscar de olhos.
Momo assentiu, abraçando a namorada, que deixou um breve selar em seus lábios. Nayeon se afastou, indo até sua posição.
— Princesas, olha, vocês só precisam ficar aqui, nesse ponto, não precisam se mexer ou falar nada, pode deixar com a gente. — Jeongyeon diz.
— Eu gostaria de ajudar de alguma forma, não há nada que possamos fazer mesmo? — Minari diz e a Yoo nega.
— Não, nada.
— Chaeyoung, segura uma também, talvez seja bom que mais alguém tenha uma faca. — Jeongyeon estende o objeto para Son, que assente logo guardando.
Jeongyeon parte para seu próprio lugar, já Chaeyoung, toma seu lugar ao lado da Princesa Myoui.
— Ei, como se sente? — Minari olha para Chaeyoung que não olhava para si, mantinha seu olhar focado a sua frente.
— Um pouco nervosa, mas confio que tudo ficará bem e eu e Sana poderemos voltar pra casa sem riscos.
— Voltar para casa? — Chaeyoung diz, dessa vez a olhando.
— Sim, Dahyun disse que provavelmente Kitsune abrirá um portal, se Tzuyu acertar a flecha, nós passaremos e ela estará morta.
— Você não tem curiosidade de ficar mais? De conhecer as coisas novas?
— Tenho, mas ainda há muito o que resolver do lado de lá, eu sinto muito. — O peito de japonesa se apertou ao ver o olhar da pequena coreana cair a medida em que ela proferia tais palavras. — Mas... quem sabe a gente não possa ficar sempre em contato por algum outro espelho que sirva de passagem?
— Sim… pode ser…
Mina não teve tempo de responder, já que Sana apertou sua mão, fazendo a prima olhar pra frente, onde a bruxa se aproximava, ao lado da Kim.
Kitsune parou alguns a alguns centímetros de onde estava o buraco, fazendo Dahyun parar também. A bruxa olhou pelo ambiente, parando seu olhar duro e frio sob as princesas, que tentavam não deixar transparecer o pânico que tomava conta de si ao estar frente a frente com a mulher.
— Parece que finalmente nos encontramos, não é mesmo? — Kitsune abre um sorriso ladino, dando um passo à frente. — Nunca achei que seria tão fácil, e devo agradecer a minha pequena Dahyun por toda sua ajuda, não é mesmo Dahyun?
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1950
Fiksyen PeminatO ano era 1950. Sana desde o dia em que nasceu teve toda sua vida planejada, desde como vestir, se portar, falar, até com quem deveria falar ou com quem iria se casar. A vida de princesa não era o que a jovem Minatozaki queria, ela se sentia estranh...
