Twelve.

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Mariana POV

“Não, não…” O rapaz disse e eu voltei a virar-me para ele. “O teu verdadeiro nome, o que te define?”

Sorri ao lembrar-me do que Olena me disse no carro naquela noite. Encarei o rapaz. “Sarilhos.”

Ele não disse nada, apenas pegou na minha mão e começou a caminhar para fora do bar. Eu olhei Olena e Carolina dizendo indirectamente que estava tudo bem e verificando se tinham a minha mala, elas apenas sorriram de forma atrevida e Carolina sussurrou “Turn him on.”

Abanei a cabeça soltando uma gargalhada e sorri ao sentir o ar fresco contra o meu rosto e os meus cabelos irem para trás. O rapaz entrelaçou os nossos dedos e fez-me caminhar até à areia, onde imediatamente me arrependi de usar botas. No entanto, ele também usava.

“Ali.” Ele disse para ele próprio enquanto íamos até umas rochas. Comecei a ficar assustada, temendo que as intenções dele comigo fossem mais longe do que simplesmente falar ou conhecer-me melhor. Ele sentou-se e bateu na rocha ao seu lado, onde me sentei também e olhei a areia, tímida.

“Então, sarilhos, qual é a tua idade?” A sua voz era querida, ele tinha provavelmente apenas uns vinte anos. Completamente o contrário da sua imagem.

“Dezassete, faço dezoito para a semana.” Respondi.

“Oh!” Ele sorriu. “Boa! Conta comigo para organizar a festa.”

“O quê?” Perguntei confusa. Ainda nem há cinco minutos conheci este rapaz e ele já me quer planear uma festa de anos?

“Conta comigo. Depois dás-me o teu número e eu trato de tudo.” Por alguma razão desconhecida, não consegui dizer não ao rapaz entusiasmado. Respirei o ar puro e fechei os olhos ouvindo as ondas embater nas rochas, algumas gotas acertando-me.

“E o teu nome?” Perguntei por fim.

“Mistério.” Ele respondeu. Mordi o lábio.

“Não não… O nome mesmo… Nome.” Eu tentei explicar-me e ele sorriu. De trás da sua orelha tirou um cigarro e do seu bolso um isqueiro. Ignorei o cheiro a tabaco que se formava à medida que ele fumava enquanto olhava as ondas.

“Michael Clifford.” Ele respondeu por fim e eu assenti.

“É um prazer conhecer-te, Michael Clifford.”

- Acho que está a acordar. – Ouvi uma voz que bem conhecia ao fundo. Como se ele estivesse debaixo de água ou no outro lado de uma sala. – Lembra-te do que eu te ensinei está bem?

- Sim. – Ouvi uma voz de menina. Era doce, suave, inocente. Os meus olhos estavam pesados e a respiração mais pesada que o normal. Sentia uma forte dor na cabeça como se me a tivessem arrancado e colado momentos mais tarde.

- Michael? – Sussurrei. Foi então que tudo me veio à cabeça. A mulher cair morta à minha frente, Michael a fugir com a criança, os homens a amarrarem-me. Rápidamente ganhei forças e sentei-me. – Michael.

- Calma, calma! – Senti os seus braços fortes envolverem o meu corpo com força. A minha respiração estava acelerada e o meu coração a bater mais forte do que alguma vez batera. As imagens continuavam a chegar. Eu a afogar-me aos poucos, o som dos tiros, tudo… - Calma, estou aqui Mariana.

Michael balançou o meu corpo como se eu fosse um pequeno bebé enquanto eu caia em lágrimas relembrando os acontecimentos anteriormente ditos. Sentia uma vontade gigante de chorar mesmo sabendo que iria piorar a dor de cabeça. – Michael. Eles mataram-na? Eles mataram a menina?

Tomorrow Never Dies || Michael CliffordHistórias para pegar e não largar. Descubra agora