- As tuas coisas? – Michael perguntou enquanto descansávamos depois da sessão de beijos de há bocado, que me deixou sem ar.
- Guardei num cacifo. – Disse com um sorriso, perguntando-me como é que todas aquelas pessoas bêbedas conseguiam estar a saltar e a dançar daquela forma. Eu mal conseguia manter os olhos abertos. E só o fazia pelo prazer de ver Michael Clifford à minha frente.
- O que foi?
- Hum?
- Estás a olhar para mim Mariana, muito fixamente. – Michael disse deixando escapar uma pequena gargalhada por entre os seus lábios.
- Oh, desculpa. – Disse com um sorriso tímido. – Só acho que sou sortuda.
- Sortuda é? – Um sorriso atrevido apareceu no rosto de Michael, um daqueles sorrisos que me daria vontade de me esconder de vergonha se não estivesse bêbeda.
- Sortuda é. Tu és lindo, tens um corpo muito bom e o meu irmão disse-me que tocas e cantas?
- Não é nada de mais, um hobby apenas. Um dia faço-o para ti se quiseres. – Michael ofereceu e eu apenas assenti com a cabeça, entusiasmada com a ideia.
As pessoas continuavam com a mesma animação de há duas horas atrás, senão mais. Quando vi o meu irmão aos beijos com uma rapariga loira tive a certeza que não voltava com ele para casa esta noite.
Ele é um rapaz giro, olhos lindos, cabelo claro, universitário, isso são todas causas para as raparigas gostarem dele. Eu ia gostar dele dessa forma se não estivéssemos relacionados.
Michael olhava em volta, um olhar orgulhoso pela festa que criou. Eu também ficaria. Tem tudo para ser uma festa de sucesso e todos parecem adorar. Ele já deve estar habituado, pois é conhecido pelas suas festas.
É estranho dizer que gosto de um rapaz que conheço há cerca de 24 horas, mas novamente, Michael é viciante. É como uma droga. E não gosto dele mais do que uma pequena crush e uma atração. Ele pode não ser o rapaz certo para mim – aos olhos de todo o mundo – mas ele é sem dúvida a única pessoa que me chamou a atenção desta forma.
- Pessoal bazem todos! – Uma rapariga entrou na sala aos gritos, fazendo silêncio instalar-se e o DJ parar a música.
- O que se passa? – Michael levantou-se rapidamente, levantei-me colocando-me atrás dele e agarrando a sua t-shirt, um tanto assustada com o olhar da rapariga.
- Chamaram a policia, fujam todos!
E assim a confusão instalou-se. Ouviam-se copos a partir-se ao tocarem no chão enquanto todos saiam a correr. Michael virou-se para mim com um olhar preocupado que eu logo entendi: Ele não estava com medo de ser apanhado mas sim que eu fosse apanhada, pois eu teria piores consequências.
Consegui ver o meu irmão sair de mão dada com a rapariga por entre a confusão, enquanto que eu e Michael apenas estávamos estáticos a pensar no que íamos fazer.
Através das janelas foi possível ver as luzes dos carros da policia, que bloqueavam a entrada principal.
- Não acredito! – Levei a mão ao cabelo, assustada.
- Vem comigo. – Michael disse apenas, agarrando a minha mão e puxando-me para fora da zona da piscina. Conseguíamos ouvir alguns adolescentes a gritar coisas para os policias e estes mesmos a responder-lhes.
Se eu fosse apanhada estava feita: Os meus pais nunca me iriam perdoar e o meu pai ainda matava o Michael.
E o pior é que todas as hipóteses de eu e Michael sairmos ilesos disto terminaram quando ouvimos a policia também nas portas traseiras.
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Tomorrow Never Dies || Michael Clifford
Teen FictionQuando Mariana conhece Michael Clifford, a rapariga descobre que afinal nunca foi tão livre como pensara. Esta é a história de dois adolescentes que fogem juntos... mas de que está Michael a fugir verdadeiramente?
