Seven.

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- Então basicamente a menina pegou no dinheiro que lhe demos no mês passado para nos comprar uma mini lua de mel em Nova Iorque? – A minha mãe refletiu tudo o que eu lhe havia contado há minutos atrás e eu assenti com a cabeça.

- E porquê? – O meu pai ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços à frente do peito. É óbvio que estava desconfiado.

- Vocês ultimamente não passam tempo nenhum juntos! E eu pensei que para o meu aniversário podia só trazer a Carol, a Olena, Harry e Wesley para ficarmos a ver filmes durante a noite e assim não vos iriamos incomodar. Para além disso, o mano está cá para cuidar de nós e ter a certeza que tudo fica bem. – Expliquei. Nunca antes tinha mentido tanto numa só frase. – Eu quero que vocês tenham esta segunda lua de mel… Para relembrar os anos jovens! Sem ofensa mãe. – Disse, olhando-a antes que ficasse ofendida. – Só acho que vai ser divertido.

- Mas é o seu aniversário Mariana. A menina vai fazer dezoito anos! Deveríamos fazer uma festa, convidar a família e amigos mais próximos…

- Não se preocupe mãe. A sério. Podemos ter essa festa quando eu fizer dezanove. Eu quero que vocês vão, se divirtam, tenham os dois melhores dias das vossas vidas. – Disse. Os meus pais ficaram pensativos por momentos, obrigando-me a rezar mil e uma vezes mentalmente para que aceitassem.

Talvez seja uma das poucas vantagens de ter pais ricos. Poder comprar-lhe viagens e hotéis para me livrar deles.

- E então? – Perguntei com um sorriso tímido.

- Tudo bem. – O meu pai suspirou. – Nós vamos.

~~

O vestido deslizou pelo meu corpo, preto, não muito curto nem muito cumprido… Era razoável. Deixei os caracóis caírem sob os meus ombros e sorri para o espelho, contente com a minha maquilhagem bem-sucedida. Estava com um batom vermelho, e os meus olhos completamente pretos por causa do lápis, eyeliner, sombra e ainda rímel.

Estava com uns saltos altos pretos, não demasiado altos para que eu não ficasse com dores nas pernas ao longo da noite. Tinha tudo preparado. Michael chegaria em quinze minutos com as bebidas e a comida. Ao pé da piscina, Wesley já tratava do seu mini palco, onde íamos ter karaoke e passar algumas músicas que estavam na moda.

Carol e Olena tratavam dos efeitos em volta da piscina, nas árvores e no alpendre, como luzes e pequenos balões. Tudo regras de Michael, que como sempre, parecia saber exatamente como criar a festa do ano.

Harry tratou de falar com os vizinhos, dizendo-lhes que se houvesse algum problema com barulho ou excesso de pessoas, bastava eles ligarem. Sorte a minha, que nenhum deles iria contar aos meus pais: Digamos que eles não são muito de fazer amigos.

- Está tudo pronto lá fora. – Olena disse, entrando na sala, onde eu andava de um lado para o outro, nervosa. – Vai correr tudo bem Mariana. – Ela garantiu e eu sorri agradecida. – A sério.

- E se os vizinhos mandarem parar a festa? – Perguntei esfregando as mãos uma na outra.

- Não vão. – Disse. – Sério. O Harry deve tê-los encantado com a boa educação e até ofereceu flores às mulheres. Está tudo bem. Para além disso, as colunas não são tão altas assim, só o suficiente para se ouvir no jardim e na parte da frente da casa, para todos saberem que a festa é aqui.

A campainha então tocou. Corri até à porta, cuidadosa para não cair, e abri a mesma. Michael estava lindo. Como sempre. O seu cabelo estava agora vermelho. Usava uma camisola dos Rolling Stones e as skinny jeans a que já estava habituada.

- Trouxe as bebidas, tive que pedir ajuda ali ao… Harry? – Michael olhou para trás, Harry assentiu com algumas cervejas nas mãos. – São muitas bebidas.

Tomorrow Never Dies || Michael CliffordHistórias para pegar e não largar. Descubra agora