-Qual você acha que eu devo levar? O azul céu ou o azul mar? -Niall apareceu na porta do meu quarto carregando duas camisas que, ao meu ver, eram exatamente iguais. Tínhamos um código rigoroso de vestimenta que consistia em: Azul, cinza e preto; mangas longas, nada acima do joelho para homens e para mulheres qualquer coisa que cubra o máximo possível de pele.
-Não precisa levar mais do que uma camisa, Niall. Sequer vamos dormir lá. -Ontem, após eu ter aceitado participar do plano de Zayn, ele disse que provavelmente os amigos dele irão querer me conhecer antes de toparem se juntar a nós. Combinamos então que ele levaria Louis para casa e nós iriamos de madrugada para passar o dia e voltaríamos a noite, quando é mais seguro. -E, além disso, elas são completamente iguais.
-Como você é um artista que sequer sabe diferenciar os tons de azul? -Niall perguntou indignado. -Eu quero levar uma a mais caso haja algum imprevisto. Minha mãe... ela sempre me mandava fazer isso. -Ele falou um tanto triste.
-Não se preocupe. Se houverem imprevistos, vai ser melhor pegar as roupas de Zayn para chamarmos menos atenção. E, se te serve de consolo, eu sou uma mãe muito mais legal. -Eu tento descontrair e arranco um sorriso meio cabisbaixo do loiro.
Quando terminamos de nós aprontar para pegar a estrada, Liam aparece na minha casa. Niall varreu a sala com os olhos procurando por Selena, mas ela não tinha vindo junto. Nota mental de encher o saco de Niall por estar apaixonado. Liam não ia junto conosco agora, pessoas demais só iria chamar atenção. Eu nem queria que Niall fosse também, mas depois de uma tarde inteira de insistência da parte dele, tive que deixa-lo. Eu deveria ser uma mãe com mais pulso firme.
-Eu trouxe algumas coisas para a viagem. -Liam disse, deixando varias sacolas de cenouras cortadas em palitinhos, salgadinhos de batata sem gordura e garrafinhas de suco verde. O Sul tenta matar seu povo com a comida, eu tenho certeza.
-Eca, odeio cenouras. -Falo enquanto examino as sacola com uma cara de nojo. -Não tinha nenhum daqueles biscoitos de aveia?
-Aquilo é para crianças. Cenouras fazem bem pra você. -Liam disse com todo seu jeito paternal.
-Eu não sei como Zayn se interessou por você. -Eu falo, abrindo um dos pacotes de batatinha e rindo enquanto Liam se engasgava com o ar. -Acredita que ele não quis mais dormir comigo porque disse que estava interessado em outra pessoa? Talvez seja a pessoa que ele lança olhares apaixonados desde que nós nos conhecemos.
-Espero que você morra engasgado com essa batata. -Liam diz, vermelho como um pimentão e eu apenas rio.
-Espera, você disse que não namorava com Zayn? -Niall se intromete me olhando confuso, apenas dou de ombros.
-Nós não namoramos. Era só sexo casual.
-Uau, vocês transam desde que se conheceram e nunca sentiram nada um pelo outro? -Eu ia responder, mas, para minha infelicidade, Liam falou primeiro.
-Não foi desde que eles se conheceram. Harry ainda estava com Matteo nessa época... -Liam percebeu que falou demais e se calou, olhando para mim como se pedisse desculpas. Apertei forte o saco de batatas pela metade em minhas mãos, lembrar do que aconteceu ainda fazia meu peito doer como inferno, toda a dor que eu senti aquele dia voltando com força como se tudo ainda estivesse acontecendo.
-Quem é Matteo? -Niall perguntou inocentemente.
-Vamos. São muitas horas de viagem, não podemos perder tempo. -Peguei as sacolas de comida nas mãos e pedi para Niall me seguir. Ao passar por Liam ele me pediu desculpas com o olhar, eu apenas disse que estava tudo bem e o abracei apertado.
-Se cuida, irmão. Eu te amo. -Ele fala contra meu ouvido e eu não posso evitar de sorrir. Digo que irei me cuidar e retribuo o "Eu te amo". Niall e ele também se abraçam e eu saio de casa para colocar as coisas no carro. É noite, o céu está limpo e estrelado como eu não via a muito tempo.
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War Zone || Larry Stylinson
AksiyonO mundo não o mesmo milênios. divido entre dois continentes que se odeiam e são totalmente diferentes. Sul: Um lugar rico onde você poderia morrer até por dizer uma palavra errada. Norte: A fome e miséria já se tornaram normais, mas as pessoas ain...
