Capítulo 3 - Mensagens trocadas

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Tirou a blusa do uniforme assim que entrou no quarto, se jogando na própria cama bagunçada da correria da manhã, conseguindo respirar bem fundo pela primeira vez no dia e sentindo a cabeça dar voltas e mais voltas.

Estava cansado. Se sentia exausto e gostaria de entrar no banho e colocar o pijama pesado, tirar o top apertado para conseguir respirar direito e voltar a prestar atenção na leitura que precisava fazer para a próxima semana. Mas quando o celular vibrou dentro do bolso, toda aquela canseira pareceu ir embora no mesmo instante, fazendo um pequeno sorriso nascer nos lábios de Byun, que rolou pela cama macia, agarrando um travesseiro e o apertando com força, sentindo o celular ainda vibrar contra a perna.

Nunca em sua vida pensou que estaria em uma situação como aquela novamente, que estaria flertando com alguém depois de toda a transição que fez e estava fazendo. Por isso não se lembrava da sensação, fazia tanto tempo que aquele momento de sentir o estômago afundar por apenas sentir o celular vibrar no bolso significava muita coisa.

Era uma sensação estranha estar envolvido naquilo. Havia o lado bom, a sensação gostosa quando recebia uma mensagem do outro sendo fofo, mas não deixava de ser inusitado; e só estavam conversando a um dia. E, para falar a verdade, nunca tinha ficado tão grudado em um celular como nas últimas horas. Passou o almoço inteiro e todos os intervalos que teve no hospital e entre as aulas conversando com ele, descobrindo cada vez mais um pouquinho do gosto do outro, sorrindo que nem um bobo para o celular e abrindo a foto de perfil dele mais vezes que o necessário. Virou até motivo de zoação entre os amigos, até mesmo entre os namorados e namoradas dos amigos, que riam das orelhas vermelhas e do sorriso bobo do mais novo da rodinha.

Yeri até mesmo leu uma das cantadas descaradas que Byun recebeu, rindo da reação sem jeito dele e de como ele parecia ainda mais pequeno e perdido com tudo o que estava acontecendo. Já que era a melhor amiga dele há um bom tempo, ela entendia todo esse jeito tímido e inseguro que ele tinha com tudo ao seu redor. Mas, no mesmo momento em que a risada da mulher de cabelos cor-de-rosa ecoou por todo o corredor, Baekhyun bloqueou o celular e buscou explicar o que passava na sua cabeça no momento em que leu a mensagem. Contou que o engenheiro era um rapaz educado e fofo demais, mas que ele também vinha com essas mensagens que o deixavam meio sem jeito. Disse que não conseguia controlar a própria vergonha e pediu para que não fizessem nenhuma piada, pedido esse que foi plenamente ignorado pelo resto do dia, o que fez o Byun tentar responder as mensagens o mais longe o possível dos amigos e colegas.

Mas agora estava em casa, todo encolhido enquanto pensava o quanto era um idiota por estar com um sorriso muito bobo no rosto. Na saída, não tinham se encontrado no metrô, pois nas terças, quartas e sextas-feiras, Baekhyun saia mais tarde que o Park, que descobriu várias coisas engraçadas sobre o trabalho de enfermeiro do outro no hospital da faculdade. Eles realmente tinham conversado muito naquele dia, e ainda pareciam ter muito assunto. Essa constatação conseguiu fazer o coração de Baekhyun bater um pouco mais rápido, uma risada alta escapando enquanto se agitava sobre a cama. Pegou o celular e deitou-se de barriga para baixo, analisando as mensagens pela barra de notificação. Era um completo idiota por estar todo feliz por um homem que conhecia apenas a dois dias, mas que considerava o auge da perfeição a julgar pelas poucas palavras que trocaram. Se sentia como em um sonho e, definitivamente, não queria acordar tão cedo.

Jogou o celular para longe assim que o mesmo vibrou em sua mão mais uma vez. Pulou da cama e correu para fechar a porta do quarto, os cabelos vermelhos bagunçados enquanto tirava a blusa e os dois tops que usava. Pegou o aparelho novamente para conectá-lo no bluetooth do pequeno rádio que tinha em cima da escrivaninha, entrando no banheiro em seguida e ligando o chuveiro, finalmente abrindo as mensagens do Park.

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