Capítulo 20 - Remédios de resfriado

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Quando Baekhyun desligou o carro, a luz da varanda já estava acesa, denunciando que sua mãe estava lhe esperando, mesmo que já fosse tarde da noite; ela já tinha se acostumado com o filho chegando tarde do trabalho depois de um plantão, mas parecia coisa de mãe, já que a semana inteira, a senhora Byun ficou esperando o filho chegar, mesmo que ele ainda estivesse de plantão.

O ruivo tirou o sinto, soltando o cinto de Chanyeol também antes de o empurrar de leve pelos ombros, ainda tinha um sorriso bobo enquanto observava o engenheiro dormir tranquilo em seu carro, os cachinhos ainda meio úmidos pela neve que caía do céu e as bochechas e nariz vermelhos por causa do resfriado. Conseguia achar ele a pessoa mais linda, mesmo ele estando daquele jeito, meio acabadinho pelo resfriado.

— Yeol — chamou baixinho, vendo o outro piscar duro os olhos, se recusando a acordar enquanto ouvia a voz melodiosa do ruivo. — Yeol, está nevando, está um frio de outro mundo, se a gente não sair agora desse carro, vamos ficar presos aqui até o outro dia, e eu preciso tomar um banho, assim como você — começou a explicar, vendo o outro abrir os olhos devagar, coçando os mesmos em uma lentidão que poderia ser muito bem justificada pelo remédio que ele tomou no hospital, mas Baek estava desconfiando que ele estava enrolando também.

— Você vai me dar banho? — A pergunta não veio nem de forma tímida, foi direta, tanto que fez Baekhyun abrir um sorriso constrangido enquanto encarava o outro, vendo o moreno se virar em sua direção com um sorriso sacana nos lábios bonitos. — Hein, vai me dar banho?

— Yeol, não força a barra — brincou, soltando de leve os seus dedos com os de Park, já se virando para abrir a porta.

— Então eu vou entrar na sua casa, e vou direto pra cama dormir — fez birra enquanto saia do carro também, o sobretudo de Baekhyun sendo pequeno mas confortável no corpo grande.

— Sério? Você ainda está com febre — retrucou, fechando o carro enquanto observava o maior se aproximar de si. — Eu quero que a febre abaixe, e você acabou de sair de um hospital, precisa mesmo de um banho! — falou um pouco mais sério, sentindo o corpo grande do engenheiro grudar no seu, o puxando para um abraço, escondendo o rosto na curva do pescoço do enfermeiro.

— Então, toma banho junto comigo — deu outra opção, daquela vez escondendo o sorriso, mas Baekhyun conseguiu sentir o sorriso bobo perto de seu pescoço, o empurrando enquanto ria envergonhado, as bochechas vermelhas.

— Vamos para a casa. — Nem ao menos concordou como negou, segurando o mais novo pela mão e o puxando para que fosse para a casa de uma vez, saindo daquele frio. A porta já estava aberta quando Baekhyun virou a maçaneta, tirando os sapatos logo na entrada, sendo copiado pelo mais novo, que olhava para o chão a todo o momento. — Mãe? — chamou enquanto tirava os casacos pesados, finalmente soltando a mão do engenheiro, que levantou os olhos quando ouviu os passos vindo na direção dos dois, mostrando a senhora Byun de pijama e descabelada, como se estivesse dormido no sofá sem querer.

— Eu posso começar a dar o sermão em vocês agora, ou vocês preferem depois de comer alguma coisa? — a mulher perguntou colocando as duas mãos na cintura, fazendo os dois rapazes lhe encarar com certo receio. Não via o filho fazia três dias por causa de um plantão que ele estendeu demais, e sabia que os dois estavam praticamente mal resolvidos, e depois de ter ouvido que o namorado de seu filho saiu sem nenhum casaco grosso ou qualquer proteção contra o frio, fazer a senhora Byun ficar ainda mais preocupada. Já eram dois adultos, mas estavam agindo como dois adolescentes. — Okay, não me responderam, vai ser agora? O que você estava pensando em fazer ao ficar três dias em plantão? — Se virou para o filho, que abaixou a cabeça, se recusando a olhar para a mãe. — Sabe o quanto isso faz mal! E você mocinho... — Se virou para Chanyeol, que arregalou os olhos de leve antes de abaixar a cabeça também. — Vocês dois acham que ainda são adolescentes com essas atitudes, né? Já são dois adultos, quase formados, e ficam fazendo essas coisas, daí um caí doente no final, não é mesmo, meu filho? — perguntou olhando para Park, que coçou a nuca antes de levantar os olhos.

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