Capítulo 9 - Senhora Byun

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— Me desculpa — Baekhyun disse pela terceira vez desde que a mãe saiu do quarto. Chanyeol até já estava sentando com as costas apoiadas em sua cama, o edredom grosso protegendo ele do contato direto com a madeira da cabeceira. — Eu juro que ela iria voltar só de noite — disse novamente, esfregando o rosto, que não estava mais vermelho; o do Park também não estava mais corado, mas Baekhyun tinha certeza que se eles se olhassem por muito tempo, a vergonha voltaria com toda força, assim como o tom rosado das bochechas. — É a primeira vez que isso acontece, que vergonha.

— É a primeira vez que você traz alguém aqui? — O engenheiro perguntou, arrumando os cabelos enquanto esticava as pernas, vendo o mais velho levantar coçando a nuca em nervosismo.

— Na verdade, é a primeira vez que a minha mãe invade o meu quarto e me vê em uma situação como essa — explicou, encarando o moreno, que mantinha a cabeça tombada na cama enquanto lhe encarava. — Minha mãe sabe que eu ando conversando com uma pessoa, provavelmente ela sabe até qual é o seu nome, já que eu não fecho a porta... Mas isso tudo é vergonhoso demais.

— Não é mais do que pegar os pais transando. — Chanyeol justificou, apontando o indicador na direção do ruivo, que apenas negou com a cabeça. — E você fala de mim para a sua mãe? — perguntou, levantando uma das sobrancelhas, observando o menor se aproximar aos poucos. Os olhos dele brilhando na direção de Baekhyun, que franziu o cenho.

Aos olhos de Chanyeol, Baekhyun era a pessoa mais bonita de todo aquele mundo recheado de pessoas. Da cabeça aos pés, tudo nele era bonito e delicado, mas esse detalhe não o deixava feminino, como normalmente Byun pensava. O Park via no outro somente o homem que ele era e, mesmo que ele ainda ostentasse traços femininos ou tivesse toda a aparência feminina, conseguiria enxergar sempre o homem lindo que ele era, como ele se sentia ser. Observou-o se aproximar com uma careta no rosto bonita, ficando bem em cima de suas pernas, dobrando os joelhos e apoiando as mãos neles para aproximar o rosto, ainda encarando lhe encarando, meio sério.

— Vamos colocar uma regra que eu acabei de inventar, okay? — propôs, vendo Park concordar com a cabeça, os olhinhos brilhando fazendo um sorriso querer surgir nos lábios finos, ainda inchados pelos beijos de minutos atrás. — Algumas coisas eu não vou te contar e você tem o direito de também não me contar algo. Sendo assim, o fato de eu conversar ou não sobre você com a minha mãe ou mesmo amigos fica em segredo — disse, fazendo um biquinho a cada palavra que pronunciava com calma, os cabelos vermelhos caindo sobre os olhos.

— Fechado, mas com isso eu posso perguntar diretamente à minha sogra, não posso? — questionou, levantando o rosto. Os narizes se encostaram no mesmo segundo, mas nenhum dos dois se afastou quando as respirações começaram a se misturar. — Ou vai criar outra regra de não conversar com sogras? Minha mãe curte muito conversar.

— Melhor... Eu vou falar para a minha mãe não falar de mim para você. — Piscou um dos olhos, provocando o mais novo, que deixou um sorriso escapar, levantando uma das mãos e a colocando atrás dos joelhos do Byun, obrigando-o a se apoiar na cama quando foi puxado.

— Sua mãe vai me amar, se prepara — provocou o menor, que apenas revirou os olhos. — Pois ela vai saber o quanto eu te acho lindo... E puta merda, assim de pertinho você fica ainda mais irresistível, meu pai amado — disse, se afastando enquanto falava, vendo as orelhas do menor ficarem vermelhas enquanto ele abaixava os olhos. Não estava mentindo ao dizer aquilo, mesmo que a sua frase pudesse soar falsa, ainda era a mais pura verdade.

— Você poderia parar, eu não sei como reagir. — Byun disse baixo, sentindo o joelho ser puxado com um pouco mais de força, o fazendo rir antes de se ajoelhar de vez no colchão, uma perna de cada lado do corpo do engenheiro, que tinha um sorriso grande e bonito nos lábios vermelhos e levemente inchados. Queria poder beijar ele novamente.

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