Missão: Parte 6

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[Musica do cap: girassóis de van gogh - baco exu do blues. ] 

[Nome alternativo do capítulo: o quaõ gado Feng Xin consegue ser, parte um]

Quando o sol começou a esquentar, Feng Xin voltava do mercado. Ele trazia consigo uma cesta cheia de coisas e pediu ao velho Dong que emprestasse sua esposa e filha na cozinha para preparar algumas coisas que ele havia conseguido. Com uma risada, o velho aceitou e falou as mesmas palavras para as duas mulheres, que receberam Feng Xin aos tapas dentro do cômodo, mas que aceitaram preparar o que ele pediu por poderem comer um pouco também.

Enquanto o que pediu era preparado, Feng Xin ajudou velho Dong a abrir o lugar e ajeitar as mesas do restaurante, recebendo do velho algumas moedas em troca de seu trabalho. Quando às oito da manhã de aproximava e as pessoas começaram a sair dos quartos para a refeição, Feng Xin subiu para o quarto de Mu Qing.

Apesar do coração batendo com ansiedade e receio ao ponto de ser doloroso, Feng Xin não tremeu a mão ao virar a maçaneta com cuidado para não fazer barulho e entrar. O quarto ainda estava meio escuro com as persianas fechadas, mas Feng Xin pode ver o estado lastimável que se encontrava.

Quando saiu durante a madrugada ele tentou ajeitar a cama que bagunçou, mas não havia feito nada a não ser a bagunçar mais, desistindo rápido para não piorar a situação e, envergonhado demais para ficar, havia saído e voltado para o quarto que o velho cedeu. Então não precisava pensar muito para saber que os cobertores espalhados por todo o cômodo e o tapete de bambu arrebentado eram obras de Mu Qing. O coração de Feng Xin apertou e ele mordeu o lábio olhando com pena para tudo aquilo.

Ele se aproximou da cama e observou com as sobrancelhas caídas Mu Qing encolhido, deitado de lado. Os cabelos longos caiam embaraçados pela lateral da cama e se espalhavam pelo travesseiro. As vestes de dormir mal se sustentavam em seu corpo, abertas e caídas, deixando os ombros e o peito exposto enquanto o cobertor se enrolava da cintura para baixo. Um sorriso pequeno se abriu no rosto de Feng Xin e ele se aproximou mais, se ajoelhando ao lado da cama e ouvindo a respiração lenta e tranquila de Mu Qing. Ele dormia pesadamente e provavelmente ficaria assim por mais algumas horas. Ele sabia bem reconhecer seus estados de sono, então não se preocupou quando tocou seu rosto com cuidado e tirou uma mecha caída sobre a bochecha.

— Você é tão difícil...— murmurou retirando a mão e apertando os lábios ao perceber os olhos avermelhados nas pontas e inchados.

Ele sabia bem que havia sido um idiota na noite anterior, sem dar qualquer parecer sobre o que fazia. Deveria no mínimo o ter avisado que conseguiu outro quarto e ele poderia usar os cobertores que tinha separado para ele. Mas... ele apenas havia ignorado tudo. Não esperava que fosse ter toda aquela repercussão em Mu Qing. Não pensou que havia sido uma briga séria.

Feng Xin olhou ao redor de novo e, ainda de joelhos, começou a dobrar os cobertores e roupas espalhados da melhor forma que podia. Ajeitando tudo em duas pilhas em cima do criado mudo. Ele soltou o ar e olhou para trás de novo, Mu Qing estava agora com a boca aberta, deitava de costas e tinha uma mão sobre o peito, ressoando baixo. Ele se aproximou de novo, se sentando ao lado na cama.

Ele se perguntava quando Mu Qing havia voltado depois de fugir daquela forma e o quanto ele havia conseguido dormir de fato, já que o esperou praticamente metade da noite acordado. A culpa o preencheu e ele apertou os lábios olhando com dor para o homem ainda adormecido. Queria se desculpar, mas era injusto demais o acordar depois de tudo que tinha feito. Mu Qing também estava ferido das suas brigas e havia andado tanto quanto ele durante o dia. Ele também estava exausto, mas mesmo assim havia aguentado e o esperado para conversarem.

O tempo que podemos terHistórias para pegar e não largar. Descubra agora