- Eu preciso ir agora, docinho.
- Mas já...?- ela sussurrou não desgrudando os seus lábios de mim. Segurei o seu rosto assentindo mas mesmo assim não saindo de perto dela.
- Eu volto amanhã. Sempre volto.
- É eu sei, mas as vezes é triste ficar aqui sozinha.
- Te trago algo quando voltar.
Peguei a minha mochila deixando mais um beijo na sua testa e seguindo até a parede mais próxima, fiquei desanimada assim que entrei no palácio, passando por tudo e querendo apenas ir para o meu quarto.
- Jane.
- Oi, papai...
- Tem ideia que eu fiquei te procurando a manhã inteira para o seu treinamento?! Aonde você estava?
- Eu... tentando negociar com um humano, papai.
- Isso poderia ser feito depois. A batalha se aproxima cada vez mais e você não pode baixar a guarda.
- Yoorim pode lutar por mim...
- Yoorim não é a minha filha, Jane!
- Não me chama assim, pai...
- Você sabe muito bem o que tem que fazer, não te criei para ter medo! O castigo de ontem não foram o suficiente para você?! Se não foi eu posso dar muito mais, sem remorso!
- Eu não preciso mais disso, pai... elas ainda dói.
- Te aguardo no treinamento em quinze minutos!
- Sim, papai...
Fechei a porta do meu quarto jogando a mivhila para qualquer lugar, olhando para a caixa de Lalisa que agora estava em um lugar especial, havia trocado ela de lugar a um tempo, ali no meu criado mudo, perto de mim e dos meus possível sonhos. Me sentei ali pegando a sua caixa e resolvendo ver o que ela fazia agora. Ao pegar o tabuleiro e depois de colocar a sua caixa em cima dele, minha mente focou completamente. Estava com Chaeyoung, e com mais duas meninas, via a intimidade delas ao tocar na perna de Lalisa, e a sua risada que saía fácil com elas, me senti incomodada. Eu sai dali, já meio estressada e corri para o meu chuveiro. As costas ainda ardiam quando a água tocava ela, mas eu não queria pensar naquilo, não naquele momento.
Olhei para os treinadores e para o meu pai ali em seu trono. O treinamento ficava cada vez mais difícil e a minha concentração não me ajudava muito. Ao lançar uma bola de fogo, acabei perdendo o equilíbrio e sendo acertada pela a minha direita. Caí no chão sentindo muita dor no meu braço e não queria olhar para o meu pai, ele deveria estar extremamente decepcionado. Aquilo me assustava, eu não queria lutar. Eu estava com medo sim, mas se falasse para ele o seu odio contínuo me mataria.
Doía muito, tanto que eu não conseguia mexer meu braço direito. Nunca chorei quando me machucava mas estava tão intenso que não seria surpresa se derrubasse algumas lágrimas. Mas eu não fiz. Senti a aproximação dele, ainda estava no chão e permaneci ali quando recebi um forte tapa em meu rosto. Ele exalava raiva, podia ver seus olhos vermelhos de tanto ódio.
- Se ajoelhe e tire a sua camisa! Parece que não aprendeu ontem!
Foram duas horas. Duas horas recebendo aquelas chicotadas nas minhas costas. Eu não gritei ou chorei, fechei os olhos e respirei, inspirei, não iria ceder ao jeito do meu pai. Eu começava a ser diferente dele, estranhamente muito diferente. A imagem de Lalisa apareceu me minha mente, e só aquilo foi o suficiente para sorrir por dentro, e pensar nela não na dor. Quando tudo acabou eu me levantei, pegando a única força que eu tinha e indo para o meu quarto. Sem pronunciar uma palavra, me deitei na cama e fechei os olhos, não dormi, apenas fiquei ali até que o dia seguinte chegasse. Minhas costas queimavam, doíam eu mal conseguia andar. Mas fiz o possível.
Ao chegar no apartamento de Lalisa coloquei o pequeno cachorro no chão e andei até o seu quarto, a encontrando ainda sonolenta, eu havia chegado cedo demais, mas preferia ficar ali sem fazer nada do que em casa.
- Eu sinto os seus olhos, Jennie.- fiquei surpresa quando ela murmurou se virando para mim e sorrindo.- Que horas são?
- Sete ou oito.- quando terminei de falar o pequeno cachorro veio correndo pulando na cama da menina que se assustou. Seu olhos veio para mim, e um sorriso começava a surgir.- Ah, uma companhia para você.
- Sério? É meu?
- Não, docinho, ele é meu só trouxe ele aqui para a visita. Claro que é seu.
- Obrigada, coisinha insuportável.
Respirei fundo, tocando discretamente o ombro e sentindo uma grande dor. Ela me chamou e enfim o meu remédio poderia ser encontrado no seus braços.
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The Pact ( Jenlisa G!P)
Fiksi PenggemarPensando que tudo na sua vida estava perdido, Lalisa acaba fazendo um pacto com uma certa entidade. Mau sabendo que a partir daquele momento a sua alma havia sido comprada e o seu coração roubado pela ofertante. Jennie Kim.
