Mesmo sendo filha de jogadores de volêi, futebol sempre foi o esporte preferido de Aiyumi, mas após a notícia de que seu pai teria poucos meses de vida, ela resolve dar a ele a chance de vê-la jogar uma vez. Porém ela acaba sendo recusada no time de...
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— Aiyumi? — A figura excessivamente magra apareceu na porta de meu quarto.
— Papai! — Deixei a toalha com que eu estava secando meus cabelos e corri para ajudá-lo a se manter de pé. — O que está fazendo?!
— Não aguentava mais ficar deitado. — Ele respondeu enquanto eu o colocava sentado em minha cama. — Ouvi sua mãe comentar sobre o estado que você chegou da escola. O que aconteceu? Alguém fez isso com você?
— Hm, bem... sim, quer dizer, mais ou menos.
— Quem fez isso? — Suas mãos rapidamente tomaram as minhas e seus olhos cheios de preocupação caíram sobre mim. — Se você estiver sofrendo bullying eu vou-
— Não! Não é nada disso, pai. — Eu sorri para tranquilizá-lo. — Acabei trombando com alguém e caí.
— Oh, você é tão baixinha que não viram você? — Meu pai provoca.
— Ei! Ele era baixinho também! E cego pelo visto... — Cruzei os braços e desviei o olhar. — E a culpa não é minha de ser baixa! Não aguento mais as pessoas perguntando se sou do ginasial. Pareço ter 12 anos?
— Você quer que eu seja sincero ou simpático? — Perguntou meu pai, ganhando meu olhar de reprovação.
— O que está fazendo aqui? — Minha mãe surge em meu quarto á procura de meu pai. — Você deveria estar na cama!
— Eu só quis andar um pouco, meu amor. — Ele diz se levantando novamente. — Queria conversar com Aiyumi, mas eu já estava voltando para o quarto.
— Não deve sair da cama novamente! — Minha mãe passou os braços pelas costas de meu pai, ajudando ele a andar.
— Me desculp-...
— Cale a boca, Aiyumi! Por que ainda não está na cama? Vá logo dormir! — Minha mãe diz ao me interromper.
Eu engulo seco e me encolho no lugar, devido a rispidez de suas palavras.
— Sim, mamãe, já estou indo...
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No dia seguinte, aproveitei o intervalo entre as aulas para procura por Hitoka. Parei no corredor do 2° ano e ali fiquei, já que não sabia quem ela era e estava morrendo de vergonha de perguntar para alguém.
— Olha se não é a anãzinha da turma avançada. — Uma voz soou ao meu lado, virei-me para ver que estava falando comigo e avistei a garota alta de tranças. — Lembra de mim? Eu sou Toshinobu e esta é Akami Satou. Nos conhecemos ontem, no ginásio.