Mesmo sendo filha de jogadores de volêi, futebol sempre foi o esporte preferido de Aiyumi, mas após a notícia de que seu pai teria poucos meses de vida, ela resolve dar a ele a chance de vê-la jogar uma vez. Porém ela acaba sendo recusada no time de...
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[POV'S AUTOR]
— Você não treinou com os caras da sua escola? — Kenma perguntou para sua amiga.
— Eu ia, mas apareceram algumas pessoas que, aparentemente, gostam de pegar no meu pé, então resolvi fugir de lá. — Ela respondeu.
— Hm, eu não entendi muito bem, mas okay. — O garoto disse enquanto a ajudava carregar as coisas do ginásio de volta para a pequena sala.
Não era do fetio do garoto fazer tal esforço físico, mas não teve escolha a não ser ajudá-la, já que havia ficado sozinho no ginásio com Yuki por ter feito alguns levantamentos para ela após o término do treino.
— Obrigada pela ajuda, Kenma. Já pode ir, eu termino sozinha.
— Okay. — O garoto disse. — Tome cuidado com a porta desta sala, ela está quebrada e só abre pelo lado de fora.
— Okay, eu terei cuidado. Boa noite! — Ela deu um breve aceno de mão para o mais velho que saiu logo em seguida.
Yukihiro dirigiu-se para o ginásio novamente, apagou as luzes e segurou a rede nos braços para guardar na sala de equipamentos. Adentrou no local e arrumou tudo com tranquilidade, mas se assustou quando ouviu o barulho da porta se fechando atrás dela.
— Então é pra cá que você veio quando resolveu fugir do treino? — Atsumu diz.
— O QUE FOI QUE VOCÊ FEZ?! — Gritou ela de repente, assustando o loiro que não entendeu o motivo de seu desespero.
— ...o que?
— Essa posta está quebrada! Estamos presos aqui! — Disse ele.
— Eu não tenho culpa! Não sabia disso...
— EI!! TEM ALGUÉM AI? — A garota gritou enquanto batia na porta.
— Alguma hora alguém vai vir te procurar, certo?
— Eu disse para Hitoka não me esperar para dormir, já que eu iria correr um pouco após o treino. E você?
— Talvez eles até agradeçam por eu não ter voltado.
A breve conversa foi interrompida por um barulho do lado de fora.
— O que foi isso? — Ela perguntou.
— Acho que foi a porta de entrada do ginásio, como as luzes estavam apagadas, talvez presumiram que não havia ninguém.
— Não, não, não, não! — Ela volta a bater na porta da sala. — EI! ESTAMOS PRESOS AQUI!!
— Agora vamos ficar até amanhã de manhã. — Atsumu disse enquanto arrumava uma cadeira para se sentar.
— O que você veio fazer aqui?! — Ela perguntou, sentando-se no chão, perto da parede, ainda irritada com o que estava acontecendo.