Mesmo sendo filha de jogadores de volêi, futebol sempre foi o esporte preferido de Aiyumi, mas após a notícia de que seu pai teria poucos meses de vida, ela resolve dar a ele a chance de vê-la jogar uma vez. Porém ela acaba sendo recusada no time de...
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— Você se machucou? — O garoto de cabelo cinza claro se aproximou novamente. — Você está chorando...
— Não me machuquei! — Murmurei secando minhas lágrimas com o dorso da mão.
— D-desculpe, eu não queria assustar você. — O homem de barba e cabelos longos falou, completamente envergonhado.
— Oh. — O encarei sem saber exatamente como reagir, já que ele parecia ser alguém sério e intenso, mas estava demonstrando totalmente o contrário. — Está tudo bem, tio.
— "T-tio"...? — Repetiu ele um tanto sem graça.
— Ah, você é do clube de vôlei da Karasuno?! — O de cabelos acinzentados se aproxima de repente.
— O que?! Como adivinhou? — Exclamei um tanto assustada.
— Hm, bem... — O de cabelos longos apontou para mim.
Acabei direcionando meu olhar para o meu corpo e percebi que estava vestindo a blusa do clube.
— Okay, eu fui burra agora... — Murmurei.
— Os garotos do clube estão bem? — O garoto com quem trombei perguntou.
— Hm, sim. Estou indo ao templo pedir para que tudo de certo no torneio que eles irão competir. — Falei. — Vocês eram amigos?
— Nós éramos do clube! Estes são Daichi e Asahi, eu sou Sugawara! — Disse ele com um sorriso fofo. — Eles devem ter falado muito de nós, não é?!
— ...não. — Respondi.
— Nem um pouquinho? — Asahi perguntou.
— ...não.
— ...aqueles desgraçados. — Daichi disse com um sorriso travesso no rosto e uma áurea assustadora.
Eu sobressaltei de medo e recuei alguns passos.
— Daichi, sua expressão! Acalme sua expressão! — Asahi tenta alertá-lo.
— Mas enfim, você ainda não se apresentou. — Suga disse.
— Oh, desculpem os meus péssimos modos. Sou Aiyumi Yukihiro. — Inclinei meu corpo para frente numa reverência.
— Oh, "Yukihiro"? Igual "Shinsou Yukihiro"? — Asahi perguntou.
Eu desviei o olhar e sorri carinhosamente para o nada ao lembrar dele.
— Ele é o meu pai.
— Adorava assistir aos jogos dele quando eu era criança. — Sugawara falou.
— Ah, vocês deveriam assistir mais ao noticiário. — Daichi falou. — Meus pêsames, Yukihiro.
— Oh, nos desculpe. — Ambos disseram.
— Está tudo bem, apenas mudem de assunto. E vocês podem apenas me chamar de Yuki ou Aiyumi. — Falei. — Além disso, deixe-me pagar de volta o café que acabei derrubando.