27. O reencontro

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Após aproximadamente 4 horas de viagem, lá estávamos nós em Nerima, a cidade de Tokyo. A viagem pareceu durar bem menos do que realmente foi, devido ao clima agradável que pairava dentro do carro onde estavam eu e meus pais, nosso veículo acompanhava o ônibus da Karasuno. 

— Oh, as coisas mudaram bastante por aqui. — Meu pai disse ao sairmos do carro, minha mãe e eu ajudamos ele a se sentar novamente na cadeira de rodas. — Joguei muitos amistosos nessa escola quando eu estava no ensino médio.

Isso foi a muito tempo atrás então. — Impliquei.

— Como ousa chamar seu paí de velho tão descaradamente? Eu tenho só 39 anos, okay?! — Ele diz. — É melhor do que ter 16 anos com cara de 8.

Isso é por causa da minha altura! — Me defendi.

— Culpa minha isso não é. — Meu pai falou com um sorriso convencido no rosto, já que ele tinha cerca de 1,93 de altura.

— Nem olhe pra mim, também não é culpa minha. — Minha mãe, que tinha 1,84 disse.

Eu me emburreci no lugar por ser baixa sem motivo, porém, logo em seguida, ri brevemente devido a conversa agradável que estávamos tendo pela primeira vez em meses.

— Shouyo! Aiyumi! — Ouço a voz conhecida nos chamar.

— Kenma! — O ruivo e eu dissemos em uníssono enquanto nos aproximávamos dele e de seus companheiros de equipe.

— Ainda não posso acreditar que a assistente bonita da Karasuno também joga. — Tora se pronuncia. — Isso é demais para o meu coração aguentar.

— Ei, fique longe da minha filha. — Meu pai diz. — Eu tenho uma cadeira de rodas e não tenho medo de usá-la.

Papai, esses são Taketora, Kenma e Lev. — Os apresentei, em seguida os garotos se inclinam para frente enquanto meu pai balanças as mão para um cumprimento. — Eles jogam no time que será nosso adversário hoje.

— Yuki! Você cresceu? — Lev perguntou.

— Fazem apenas algumas semanas desde que nos vimos, não tem como crescer nesse tempo. — Shouyo diz, provavelmente se sentindo ofendido indiretamente com o comentário.

— Ei, aqueles dois... É quem eu estou pensando que é? — Noya apontou para algum lugar.

— O que exatamente eles estão fazendo aqui? — Tsukki perguntou franzindo o cenho, parecendo não estar contente com o que estava vendo.

— Fui obrigado a contar o que aconteceria hoje e simplesmente disseram que viriam. — Kageyama explicou.

Ei, de quem vocês estão falando? — Falei ao ficar na ponta dos pés para seguir com os olhos quem estava vindo até nós.

— Ayu-chan! — Atusmu diz acenando com a mão enquanto andava em nossa direção ao lado de seu irmão.

— Olá, Yuki. —  Osamu me cumprimentou quando estava perto o suficiente.

O que vocês estão fazendo aqui em Tokyo? — Perguntei.

— Minha escola terá um amistoso em Saitama amanhã de manhã, Tobio me avisou que jogaria para o seu pai hoje, então eu vim torcer por você. — O loiro diz e em seguida me entregar um pequeno pote azul. — Fizemos oniguiris pra você comer após o jogo.

— Eu fiz. — Osamu corrigiu.

— Eu ajudei!

— E como você ajudou exatamente?

Crows • [Haikyuu]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora