Mesmo sendo filha de jogadores de volêi, futebol sempre foi o esporte preferido de Aiyumi, mas após a notícia de que seu pai teria poucos meses de vida, ela resolve dar a ele a chance de vê-la jogar uma vez. Porém ela acaba sendo recusada no time de...
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O jogo havia acabado há muito tempo com uma vitória da Karasuno de 2 sets á 1. Mas Hinata e Kageyama continuavam insistindo em mais partidas.
— Não acha que devemos pará-los? — Hitoka perguntou para o treinador Ukai.
— Sim, mas a pergunta é: como? — Ukai diz, parecendo ter se acostumado com a empolgação dos garotos.
— Eu posso tentar falar com eles? — Perguntei com os olhos brilhando de determinação.
— Bem, eles estão muito focados no jogo, então não tenho certeza se vão ouví-la. Mas fique a vontade para tentar... — O treinador fala.
Eu me levantei e me dirigi até o fundo da quadra do lado da Karasuno, acompanhando atentamente a direção da bola. Recebi o olhar curioso dos jogadores da Nekoma que eram os únicos que podiam notar a minha presença. Um de seus jogadores deu um corte na paralela, fazendo a bola ir em direção ao fundo da quadra, eu antecipei o movimento e saltei com as mão abertas na direção do objeto. Manti uma posição desajeitada de bloqueio mas dando um pulo como se eu fosse uma goleira. A bola bateu no meio da minha mão, eu consegui cair em pé no chão com um pouco de dificuldade. A bola quicou algumas vezes no chão e eu a peguei em meus braços.
— Garotos, não acham melhor parar por aqui? Se continuarem a jogar esgotados de cansaço do jeito que estão, não irão apresentar resultados nenhum. Poderão jogar juntos novamente, então por favor, vamos devagar. — Eu falei numa voz manhosa e calma.
Os garotos concordaram rapidamente e se dirigiram aos bancos, enquanto outros se jogavam no chão diante a fadiga.
— Você disse que já foi goleira, certo? — Tsukishima se aproxima de mim. — Isso que você fez agora, foi um "bloqueio"?
— Sim, eu acho.
Me mantenho ansiosa, pensando na possibilidade de receber um elogio de sua parte diante meu "bloqueio" improvisado.
— A posição da sua mão tava horrível.
— Ah... — Eu me desânimo totalmente.
— E ... — Ele retoma a palavra e eu volto a ter esperança de receber o elogio. — Seu pulo também foi muito ruim, teve sorte da bola ser baixa.
— Ah...
— Mas... o seu tempo foi perfeito...
— Ah... espera aí, o que? — Eu perguntei, totalmente incrédula.
— Aquela ajuda que você sugeriu com o bloqueio... eu posso... reconsiderar minha decisão.
— Está falando sério mesmo? Faria isso por mim?
— Não. Não por você. Só é irritante ver um tempo tão bom num bloqueio tão ruim. — Disse ele antes de se retirar.
Eu fico atônita, sem saber se devo tomar tal coisa como insulto ou não.