Mesmo sendo filha de jogadores de volêi, futebol sempre foi o esporte preferido de Aiyumi, mas após a notícia de que seu pai teria poucos meses de vida, ela resolve dar a ele a chance de vê-la jogar uma vez. Porém ela acaba sendo recusada no time de...
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A viagem até Tokyo não pareceu demorar tanto quanto realmente foi, já que meu pai estava cordado e ficamos conversando todo o caminho. Chegamos lá durante a noite, fomos recebidos pelos meus avós paternos que ajudaram a tirar o filho deles de dentro do carro.
— AYU-CHAN! — A voz fina soou atrás de mim.
Mal tive tempo de virar para ver quem me chamava e fui brutalmente abraçada pela criança, tive que fazer esforços para manter-me de pé.
— Fuyumi! — Segurei sua cintura e a puxei para meus braços para abraça-lá melhor. — O que faz aqui?
A minha prima de 8 anos me soltou, ainda sorrindo, em seguida pôs-se a saltitar no lugar.
— Meus pais tiveram que ir viajar por causa do trabalho, irão chegar amanhã a tarde! — Ela explica. — Você quer brincar? Vem, vamos!
— Fuyumi, já está tarde, precisamos ir dormir. — Meu avô disse enquanto todos nós entrávamos dentro de casa.
— Então podemos brincar amanhã?
Não pude deixar de fazer uma cara tristonha para a garota. O treino da Karasuno começaria amanhã e, apesar de querer muito passar um pouco mais de tempo com ela, eu não teria como brincar com a pequena.
— Eu não posso. — Falei. — Preciso ir ajudar alguns amigos amanhã.
— Sério? Eu posso ir junto?!
— N-não! — Respondi e senti meu coração apertar diante sua melancolia. — Quer dizer... não é nada divertido ver um monte de garotos jogando vôlei.
— EU ADORO VÔLEI! — Ela responde.
— Leve ela, Aiyumi. — Minha mãe fala.
Ah, isso só pode ser brincadeira...
— Mas eu não posso! N-não sou eu quem decido isso, é um evento escolar de um clube e eu-... — Começo a falar mas sou interrompida por meu avô.
— Está decidido, então! Que bom que vocês irão ter um tempo juntas.
A minha família deve me odiar...
〜 ✘ 〜
No dia seguinte, eu havia chegado cedo na escola Shinzen na companhia da criança. Estava com medo de que ela causasse problemas mais do que eu já tinha. O ônibus da Karasuno já tinha chegado há algum tempo, os garotos estavam me esperando no ginásio e para lá me dirigi.
— YU-CH-...chan? — Noya travou ao ver a criança ao meu lado.
— Quem é essa criança? — Kageyama perguntou.
— É a minha prima. — Falei meio sem jeito. — É uma longa história...
— Isso é coisa da sua mãe, não é? — Miwa pergunta eu concordo com a cabeça.