Mesmo sendo filha de jogadores de volêi, futebol sempre foi o esporte preferido de Aiyumi, mas após a notícia de que seu pai teria poucos meses de vida, ela resolve dar a ele a chance de vê-la jogar uma vez. Porém ela acaba sendo recusada no time de...
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Permaneci estática em meu lugar, sem saber exatamente o que falar ou fazer diante da situação.
— E-eu também queria me desculpar... — Falei timidamente.
O garoto levantou o tronco e percebeu que eu também estava segurando algo em sua direção. Ele apanhou a latinha de refrigerante, me entregou o sorvete e se sentou no banco ao meu lado.
— Eu fui rude com você de imediato. — Continuei. — E surtei por praticamente nada.
— Tudo bem, eu também ficaria muito bravo se caísse e me sujasse assim como você. — Nishinoya disse. — Podemos ser amigos então?
— Será um prazer. — Eu sorrio para ele.
— Por que está tão desesperada para aprender vôlei? — Ele pergunta. — Não tem problema se você preferir não responder...
Dei um longo suspiro antes de me pronunciar.
— Tudo bem, creio que uma hora ou outra já vou ter contado para todos vocês. Mas, resumidamente, meu pai está morrendo, ele é ex jogador de vôlei e eu gostaria de presenteá-lo com uma partida de vôlei jogada por mim.
— Você quer que eu te treine na recepção de bola? — Perguntou ele após um curto tempo em silêncio.
— Eu agradeceria muito! Conto com você... Noya-Senpai!
Levei um leve susto com a brusca animação do garoto diante ao honorífico que eu tinha usado.
— Eu vou ajudar você a recepcionar todas as bolas! E eu vou pagar mais um sorvete para a minha kouhai! — O garoto se dirigiu até o mercado novamente com um ar determinado.
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— Aí você faz assim e "pom". — Noya falou.
— E... "pom"...? — Adoto uma expressão de frustração em meu rosto.
FOI EXATAMENTE A MESMA COISA QUE HINATA DISSE!
— Ele faz tudo por instinto, não vai conseguir te explicar. — Yamaguchi se aproxima enquanto Noya se retira, indo em direção a Hinata.
— Então... você pode me ensinar a sacar? — Perguntei completamente ansiosa.
Ele cora com minha aproximação e afaga sua nuca enquanto desvia o olhar.
— Ah, eu não sei se sou a pessoa certa pra te ensina algo assim... — Disse ele com uma insegurança densa em sua voz.
— Não se preocupe! — Segurei sua mão, fazendo-o sobressaltar e corar até às orelhas. Eu sorri enquanto o guiava para perto da linha de saque. — Tenho certeza que você é o mais adequado para me ensinar aqui! Conto com você!