Apesar do clube de vôlei da escola estar ansioso para a chegada do torneio de primavera, os dias foram passando de forma rápida e pacífica. Logo o recesso de inverno chegou e minha mãe e eu comemoramos o primeiro Natal sem o meu pai. Ficamos tristes e melancólicas durante alguns momentos do dia, porém ainda conseguimos nos divertir bastante. Comemos, abrimos nossos presentes e passamos o resto da noite assistindo anime, tal qual minha mãe surpreendentemente se viciou.
〜 ✘ 〜
Eu acordei às 5:48 da manhã daquele dia, era 1 de janeiro de 2014. Permaneci sentada na cama por longos segundos, me perguntando se eu realmente deveria levantar ou voltar a dormir.
Não demorou muito para que eu finalmente tomasse uma decisão, estava muito agitada com a chegada do torneio de primavera e isso estava me fazendo acordar cedo mesmo que, na noite anterior, tenha ido dormir um tanto tarde demais. Levantei-me, vesti a primeira roupa que encontrei e fui para fora.
Enquanto eu corria, sentia meus pulmões doerem um pouco por causa do ar gélido do ambiente, aquilo estava me deixando mais cansada que o comum. Parei em frente a uma loja de flores e nela entrei.
— Bom dia, moça. — Um velho senhor me dirigiu a palavra, sorrindo gentilmente.
— Olá, bom dia. — Respondi. — Estou procurando por lírios...
— Me acompanhe.
Como dito, o segui pela pequena loja e tinha alí as flores de diversas cores das quais pedi, as observei por longos segundos antes de finalmente escolher.
— Eu vou levar um buquê dos brancos, por favor. — Falei.
O homem sorriu mais uma vez antes de preparar o que eu pedi e me entregar.
— É para alguém especial? — Perguntou ele enquanto eu pagava pelo buquê.
— Sim, é pra alguém muito especial... — Sorri ao olhar para o objeto em minhas mãos.
— Deve ser uma pessoa de sorte.
— Acredite, eu sou infinitas vezes mais sortuda.
Dito isso, nos despedimos educadamente e eu voltei a correr, desta vez com um pouco mais de cautela já que segurava o buquê nas mãos. E após cerca de 20 minutos, eu cheguei ao cemitério, permaneci inerte em frente a lápide durante vários segundos antes de finalmente ter uma reação.
— Oi, papai. Já faz um tempo, não é? A mamãe não sabe que estou aqui, mas é provável que ela te visite mais tarde. Bem, enfim, eu te trouxe flores. — Deixei as mesma no chão na frente da lápide. — Eu não sabia exatamente o que trazer, então achei que flores seria o mais adequado. São lírios brancos, as suas preferidas.
Eu me manti em silêncio durante um tempo, me encolhi no lugar quando percebi que eu começaria a chorar. Não demorou muito para que isso acontecesse, as lágrimas logo começaram a cair.
— Aconteceu tanta coisa nesses últimos meses. Mamãe está assistindo os animes comigo, e sabe o que é o mais engraçado? Ela está completamente viciada. — Eu ri brevemente enquanto limpava minhas lágrimas com o dorso da mão. — Daqui há 5 dias será o torneio de primavera, estou ansiosa para ver meus amigos jogarem. E também...
Eu me sento no chão e abraço o meu próprio corpo para tentar conter o frio.
— Eu encontrei alguém do qual eu gosto. O nome dele é Atsumu Miya, mas você provavelmente o conhece como Harushiro, ou qualquer outro nome aleatório, já que decorar o nome das pessoas não é o seu forte... — Pronunciei. — Ah papai, eu sinto tanto a sua falta...
As lágrimas voltaram a cair, o meu coração se acelerou em meu peito, eu comecei a sentir a tristeza que não sentia há algum tempo. Então eu finalmente me levantei com dificuldade.
— Eu achei que já tinha superado um pouco... eu estava errada, me desculpe. — Falei. — Me desculpe, papai. Ainda não consigo fazer isso!
Eu saí correndo dali, tentava me acalmar um pouco, estava disposta a ir para o templo, para a minha visita anual de ano novo e também pedir aos deuses que tudo desse certo no torneio.
Mas a dor ainda permanecia em meu ser, pensei seriamente se ter feito essa visita ao meu pai não acabou sendo um grande erro. As lágrimas voltaram a se acumular em meus olhos, dificultando meu campo de visão. Eu tentei limpar de diversas formas, mas elas não paravam de cair. Por causa disso, acabei trombando em alguém, acabei caindo no chão perante o impacto e derrubei seu copo de café que está pessoa estava segurando.
— Você está bem, quer ajuda? — A voz soou a minha frente.
Eu ergui o rosto para tentar identificar quem falava comigo e vi um homem, do qual eu nunca tinha visto antes, ele tinha uma aparência responsável e séria.
— Me desculpe, por favor, me desculpe. — Me apressei a falar, já que estava com medo de deixá-lo nervoso.
— V-você está chorando? — Ele disse se aproximando.
Eu recuei ainda no chão, até que minhas costas se chocaram com as pernas de alguém. Eu olhei para cima e vi um cara que parecia ainda mais sério, parecia ser bem mais velho, já que tinha até barba.
— Hun, o que é isso? — Ele se inclinou para frente para olhar pra baixo.
— ME DESCULPEM, POR FAVOR. — Acabei gritando de desespero enquanto virava meu rosto freneticamente a procura de uma saída daquele lugar.
— Está tudo bem, você quer ajuda? — Um garoto de voz serena se pôs a minha frente, sorriu gentilmente e me entendeu a mão. — Eles tem essa cara séria, mas são pessoas gentis, acredite em mim.
Após seu último pronunciamento, hesitei um pouco antes de segurar sua mão, o garoto me ajudou a levantar.
— Suga, você chegou a muito tempo? — O homem de barba disse.
— Não, cheguei agora, na hora certa! Vocês estavam assustando a garota! — O garoto chamado por Suga respondeu. — Ah, Asahi, Daichi... vocês nunca mudam.
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Oi gente 💕
Queria pedir desculpas pelo capítulo pequeno, é que eu tive que reescrever ele de última hora. Prometo trazer capítulos maiores.
Obg pela compreensão galerinha, até segunda💞✨
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Crows • [Haikyuu]
FanfictionMesmo sendo filha de jogadores de volêi, futebol sempre foi o esporte preferido de Aiyumi, mas após a notícia de que seu pai teria poucos meses de vida, ela resolve dar a ele a chance de vê-la jogar uma vez. Porém ela acaba sendo recusada no time de...
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