Capítulo 7

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Olá, como estão? Hoje a Ivete mostrou quem é. Espero que gostem do capítulo. Boa leitura, bj!!!

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A minha vida não ia muito bem depois que a Ivete apareceu, ou melhor, depois que o Danilo a trouxe para a nossa vida. Agora essa mulher decidiu que ficaria com os meus irmãos, ela pediu a guarda deles.

Algumas vezes ela tentou falar comigo, procurou os meus irmãos. A primeira vez que ela os encontrou foi depois da escola, o Marcos me contou. Enquanto o João estava feliz pela mãe aparecer, o Marcos estava um pouco cismado. Eu não confio nela, mas também sigo com o que o nosso pai fazia, não perco um segundo da minha vida falando mal dela pra eles.

Até porque só deles verem as atitudes dela todos esses anos ignorando os filhos, já fala por si só. O João vivia feliz, o aparecimento dela aparentemente deve ter diminuído um pouco a dor pela perda do nosso pai. Eu acho que a presença dela não faz bem a ninguém, mas mantenho a minha opinião só pra mim.

Por mim, eles nunca teriam contato com ela. Não consigo entender como uma mulher abandona os seus filhos e depois de vários anos, com eles praticamente criados, ela aparece como se nada tivesse acontecido. Ela é muito cínica, não consigo ver sentimentos por ninguém além dela mesma.

— Mari, a nossa mãe quer falar com você.

O João abriu a porta e logo atrás estava a Ivete. Por duas vezes ele tentou que eu conversasse com ela, mas recusei, fingi que fazia qualquer coisa, não me admirava a falta de vergonha dela em aparecer.

— Por favor, Mari. — ele me abraçou. Hoje falaria com ela. A evitei todos esses dias porque não queria olhar pra ela, mas acho que o inevitável chegou. Sei que irei me aborrecer.

Concordei sabendo que não tinha escolha. Ele deixou um beijo no rosto dela e saiu dizendo que jogaria bola com o Thiago, o nosso vizinho.

— Você deve deixar de ser mimada e conversar comigo.

— Com certeza. Devo ter sido muito mimada por você.

— Não me venha com o seu sarcasmo, Mariana. Fiz o que precisava ser feito.

— Abandonar os seus filhos era fazer o que precisava ser feito? Ainda bem que não tenho a sua índole, jamais farei isso.

— Você é muito imatura, não entende nada da vida.

— Quem é você pra falar essas coisas pra mim? Você saiu de casa, largou a sua família, nunca procurou os seus filhos. Eu sempre estive aqui, tomei uma responsabilidade que não era minha, ajudei o meu pai a criar os meninos. — o cinismo dela me irritava — Os seus filhos. Seus. — apontei — Porque não são do meu pai.

A cara dela ficou pálida.

— Como você... Ele... O Evandro...

— O que? Não podia falar pra ninguém sobre isso? Pra não piorar ainda a sua imagem? Como se você se importasse com isso. Porque não os levou com você?

A Ivete continuava sem dizer uma palavra a minha frente.

— Não vai responder? Deixa comigo, essa eu sei. — sorri — Porque é uma vagabunda, uma ordinária.

— Eu sou a sua mãe.

— Para de teatro, Ivete. Eu sei bem quem você é. Só estamos nós duas aqui. Mostra a sua face. Você nunca foi a minha mãe. Só tenho desprezo por você e é o mesmo sentimento que sempre me deu. Do Marcos e do João só tenho pena, estão abalados pela morte do nosso pai e animados com a sua volta, mas mal sabem que você não vale nada.

MARIOnde histórias criam vida. Descubra agora