- Esse fim de semana, está proibido colocar roupas – decreta Chloe, quando decidimos nos levantar de vez para tomar café, ao meio-dia, depois de voltar do banho e capotarmos nus de novo.
- Quem foi que inventou essa regra? – eu contesto, sentando na cama.
- Eu que inventei – ela desce da cama, e dá com os ombros nus, nem um pouco incomodada em mostrar os seios grandes e o corpo magro.
- Não sei se concordo com isso – eu digo. Não que tenha vergonha do meu corpo, só não quero ficar andando pela casa pelada.
- Por mim, não tem problema. Se eu puder olhar pra vocês duas nuas – Victor ri, de bom humor, levantando da cama também.
- São dois contra um – Chloe balança dois dedos para mim – você perdeu Perrie, vai ter que ficar peladinha.
- E se eu sentir frio? – levanto, cruzando o braços em sinal de protesto, mas sem cobrir meus seios para não parecer puritana.
- Não se preocupa, que eu te esquento – diz Victor, circundando minha cintura com a mão e me apertando na lateral do seu corpo. Ele sorri maliciosamente e pisca para mim.
Chloe solta uma risada exagerada.
- E você, eu posso esquentar agora mesmo! – ele brinca com Chloe, que sai correndo, pelada, do quarto. Victor vai atrás dela, com falsas ameaças de “eu te pego”.
- Não corram pela casa! – eu brigo, como uma mãe chata e careta, seguindo eles completamente nua.
Andar por minha casa enorme sem roupa me dá uma sensação meio esquisita. Meus seios pesados balançam livremente e não há nada protegendo minha bunda e meu sexo. Ainda bem que as cortinas estão fechadas, senão, meus vizinhos veriam dois adolescentes correndo adoidados pela cozinha e pela sala e outra no meio do fogo cruzado.
- Ei! – eu reclamo quando eles passam feito um raio por mim, rindo e pouco se lixando para onde esbarram. Só torço para que eles não quebrem nada de valor.
Passo pela sala bem na hora que o telefone fixo começa a tocar. Vejo o número no identificador de chamada. O celular da minha mãe. Merda.
- Ei! Façam silêncio, tenho que falar com a minha mãe! – eu peço para eles, que apenas me olham e mudam o pega-pega pra cozinha.
Reviro os olhos e atendo a ligação.
- Oi, mãe – eu enrubesço, ao perceber que estou falando com a minha mãe pelada, como se ela pudesse me ver do outro lado da linha. Ainda bem que meus pais são das antigas e não curtem essa tecnologia de chamada em vídeo.
- Oi, meu amor – mamãe me cumprimenta – como você está?
- Estou bem – olho para o meu colo e sinto vontade de rir. Que situação esquisita – e vocês? Estão se divertindo?
- Sim, estamos muito – ela responde com uma voz animada – só liguei para saber se estava tudo bem, se não tinha acontecido nada?
- Está tudo bem, mãe. Não tem com o que se preocupar – eu garanto, deixando de lado a parte de que perdi minha virgindade na noite passada bem debaixo do seu teto.
- E a sua amiga, está bem também?
Olho para a cozinha, onde Chloe e Victor estão brincando como duas crianças de cinco anos. Victor a encurralou na ilha da cozinha e está ameaçando pegar para qualquer lado que ela tentar escapar.
- Sim, ela está ótima – respondo, revirando os olhos para aquelas duas crianças.
- Vocês estão se divertindo?
VOCÊ ESTÁ LENDO
Almost Love - Volume 1 | ✓
Teen Fiction#PRIMEIRO VOLUME DA SÉRIE || Indicação +18 - Cenas de Sexo Explícito || Perrie nunca foi uma garota que chamasse a atenção. Sempre vivendo nas sombras dos outros, ela vê sua vida mudar quando começa uma amizade com a garota nova, que mal chegou na...
