Capítulo Vinte e Um

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- Esse fim de semana, está proibido colocar roupas – decreta Chloe, quando decidimos nos levantar de vez para tomar café, ao meio-dia, depois de voltar do banho e capotarmos nus de novo.

- Quem foi que inventou essa regra? – eu contesto, sentando na cama.

- Eu que inventei – ela desce da cama, e dá com os ombros nus, nem um pouco incomodada em mostrar os seios grandes e o corpo magro.

- Não sei se concordo com isso – eu digo. Não que tenha vergonha do meu corpo, só não quero ficar andando pela casa pelada.

- Por mim, não tem problema. Se eu puder olhar pra vocês duas nuas – Victor ri, de bom humor, levantando da cama também.

- São dois contra um – Chloe balança dois dedos para mim – você perdeu Perrie, vai ter que ficar peladinha.

- E se eu sentir frio? – levanto, cruzando o braços em sinal de protesto, mas sem cobrir meus seios para não parecer puritana.

- Não se preocupa, que eu te esquento – diz Victor, circundando minha cintura com a mão e me apertando na lateral do seu corpo. Ele sorri maliciosamente e pisca para mim.
Chloe solta uma risada exagerada.

- E você, eu posso esquentar agora mesmo! – ele brinca com Chloe, que sai correndo, pelada, do quarto. Victor vai atrás dela, com falsas ameaças de “eu te pego”.

- Não corram pela casa! – eu brigo, como uma mãe chata e careta, seguindo eles completamente nua.

Andar por minha casa enorme sem roupa me dá uma sensação meio esquisita. Meus seios pesados balançam livremente e não há nada protegendo minha bunda e meu sexo. Ainda bem que as cortinas estão fechadas, senão, meus vizinhos veriam dois adolescentes correndo adoidados pela cozinha e pela sala e outra no meio do fogo cruzado.

- Ei! – eu reclamo quando eles passam feito um raio por mim, rindo e pouco se lixando para onde esbarram. Só torço para que eles não quebrem nada de valor.

Passo pela sala bem na hora que o telefone fixo começa a tocar. Vejo o número no identificador de chamada. O celular da minha mãe. Merda.

- Ei! Façam silêncio, tenho que falar com a minha mãe! – eu peço para eles, que apenas me olham e mudam o pega-pega pra cozinha.

Reviro os olhos e atendo a ligação.

- Oi, mãe – eu enrubesço, ao perceber que estou falando com a minha mãe pelada, como se ela pudesse me ver do outro lado da linha. Ainda bem que meus pais são das antigas e não curtem essa tecnologia de chamada em vídeo.

- Oi, meu amor – mamãe me cumprimenta – como você está?

- Estou bem – olho para o meu colo e sinto vontade de rir. Que situação esquisita – e vocês? Estão se divertindo?

- Sim, estamos muito – ela responde com uma voz animada – só liguei para saber se estava tudo bem, se não tinha acontecido nada?

- Está tudo bem, mãe. Não tem com o que se preocupar – eu garanto, deixando de lado a parte de que perdi minha virgindade na noite passada bem debaixo do seu teto.

- E a sua amiga, está bem também?

Olho para a cozinha, onde Chloe e Victor estão brincando como duas crianças de cinco anos. Victor a encurralou na ilha da cozinha e está ameaçando pegar para qualquer lado que ela tentar escapar.

- Sim, ela está ótima – respondo, revirando os olhos para aquelas duas crianças.

- Vocês estão se divertindo?

Almost Love - Volume 1 | ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora