Acordo no meio da noite desorientada e demoro uns segundos para me situar. Estou no quarto bagunçado de Chloe. A luz ainda está acesa, apesar de provavelmente ser bem tarde. A música que estava tocando no som já parou há um bom tempo e a casa se encontra bem silenciosa.
Olho para mim, e percebo que estou completamente nua. Dou uma olhada para trás e vejo Chloe totalmente apagada, também nua, exceto que ela ainda está de calcinha. Com um braço cobrindo a barriga, os seios desnudos e o rosto angelical sereno ela compõe uma imagem bem sensual.
Flashes de imagens do que fizemos mais cedo retornam a minha mente. Chloe me beijando, me acariciando e depois me chupando até eu gozar três vezes. E depois eu acariciando ela até ela gozar.
Nós fizemos mesmo isso? As imagens estão embaçadas e parecem irreais, mas a onda de vergonha por toda essa intimidade que tivemos me atinge nos ossos. Na hora não pareceu errado ou constrangedor, mas isso só porque eu estava bêbada demais para me dar conta e me deixei levar pelo momento de tesão. Agora estou arrependida por ter deixado Chloe me seduzir assim. E ainda mais por ter gostado.
Meu desejo, nesse momento, é ir embora. Olho a hora no meu celular e vejo que são três da manhã. Sem chances. Decido então vestir minhas roupas, para me sentir menos exposta.
Assim que levanto da cama, minha cabeça pesa e meus olhos doem, me fazendo gemer com a sensação nauseante. É isso que é uma ressaca? Nunca tive uma antes e não estou gostando nada da experiência.
Com muita dificuldade, consigo colocar minha calcinha e a camiseta que Chloe me emprestou, com minha cabeça martelando a cada segundo. Não vou conseguir dormir desse jeito. Resolvo, então, ir na cozinha, procurar um analgésico.
Tateando as paredes, uso minha memória para encontrar a pequena cozinha ao lado da entrada da casa. Acendo a luz, piscando e gemendo de agonia em como desencadeia uma reação desagradável em mim. Olho nas gavetas do armário da cozinha, agradecendo ao encontrar uma cartela de Advil na cozinha. Encho um copo de água e engulo dois comprimidos de uma vez.
Enquanto espero o remédio fazer efeito, me demoro em voltar para o quarto, não querendo ter que me deitar na mesma cama que Chloe ainda. Estou muito confusa com o que aconteceu. Lembro dela dizendo que o beijo era só um treinamento para quando eu fosse beijar para valer e como eu estava indo bem. Toco meus lábios, lembrando da sensação de beijar e como foi gostoso. Me faz sentir uma idiota por não ter tido coragem de beijar ainda, por medo de fazer errado. Não tem nada de complicado. E depois, quando nós nos tocamos, foi... estranho e gostoso. Senti como se estivesse tocando em mim mesma, como se estivéssemos trocando nossas experiências ao nos dar prazer. Ela me mostrou como um boquete podia ser bom e realmente é.
A recordação dos orgasmos deliciosos que acabaram comigo, me causa um aperto no meio das pernas. E me faz querer mais disso. Me faz querer ser tocada desesperadamente por um garoto. De ter alguma experiência sexual. Chloe me deu exatamente o que eu precisava; confiança para conseguir ficar à vontade com outra pessoa.
Coloco o copo em que acabei de beber água dentro da pia. A dor de cabeça passou rapidamente e agora estou com o corpo elétrico e palpitante de vontade de me tocar. Mesmo depois dos orgasmos, meu corpo não se cansa de sentir tesão e precisa ser aliviado. Ali mesmo, na cozinha vazia e silenciosa de Chloe, eu enfio minha mão dentro da calcinha e abro caminho no meu sexo molhado.
Mordo o lábio com a pulsação que me atinge só por tocar minha carne úmida. Logo agilizo meus dedos para me dar prazer, apertando e brincando com meu clitóris. Com a outra mão, me seguro na borda da pia, inclinada para frente, enquanto começo a ofegar um pouco alto demais.
- Estou atrapalhando? – uma voz me pega de surpresa, tirando totalmente minha concentração do que estou fazendo.
Dou um pulo de susto e olho para a porta da cozinha, tirando rapidamente minha mão da calcinha ao ver a figura alta e esguia do Blake parado lá, olhando para mim com um sorrisinho sacana, que lembra muito o da sua irmã.
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Almost Love - Volume 1 | ✓
Teen Fiction#PRIMEIRO VOLUME DA SÉRIE || Indicação +18 - Cenas de Sexo Explícito || Perrie nunca foi uma garota que chamasse a atenção. Sempre vivendo nas sombras dos outros, ela vê sua vida mudar quando começa uma amizade com a garota nova, que mal chegou na...
