Aquela imagem não saiu mais da minha cabeça. Como ela conseguia se masturbar no meio da sala? Não tinha noção do perigo? E se alguém a visse - como eu vi - e resolvesse espalhar isso para a escola toda. Só uma pessoa muito safada e perturbada faria uma coisa dessas num lugar tão público.
Não contei para ninguém o que eu vi. Não que eu tivesse muitas pessoas para quem contar. Meu único amigo, a única pessoa com quem eu falo mesmo naquela escola é o Victor, e nós nem somos o que se pode se chamar de “amigos verdade”. Só nos falamos na escola, formamos duplas para trabalho escolares e essas coisas. Nunca o chamei para ir a minha casa e ele tão pouco me convidou para a dele. Nossa relação tá mais para um coleguismo e nada mais.
Mesmo assim, sei que contar para ele seria o bastante para que isso se espalhasse pela escola inteira. Victor não aguentaria guardar esse segredo picante dos amigos pervertidos dele. Como ele mesmo disse, os caras adoram contar vantagem.
Poderia dizer que fiz isso para proteger a integridade da Chloe, mas não é verdade. Não falei nada por puro constrangimento, porque não queria ter visto aquela cena, que me deixou super embaraçada. Para mim, estava mais do que provado o quanto aquela garota era depravada, e ela não merecia nenhuma consideração minha, se fazia esse tipo de coisa na sala. Preferi me manter longe das coisas que ela fazia.
Só que, de alguma forma, parecia que eu atraía esses momento que eu não deveria ver.
Num desses dias, precisei ir correndo pro banheiro quando percebi que meu absorvente tinha vazado. Para evitar o constrangimento de uma mancha na calcinha, corro, meio com as pernas apertadas uma na outra, em direção ao banheiro das meninas. O problema, é que o banheiro está interditado pela moça da limpeza, que colocou uma placa na entrada, proibindo todo mundo de entrar.
Eu gemo de tristeza.
Esse é o único banheiro dessa escola. Minhas opções eram entrar no banheiro masculino ou ir para a sala de aula correndo o risco de acabar com uma mancha enorme de sangue na minha saia, e ter todo mundo rindo de mim.
Então eu me lembro do banheiro desativa do andar de baixo.
Se o boato fosse verdade, e Chloe tivesse a chave de lá, talvez ele estivesse aberto e eu conseguisse entrar e usar uma das cabines.
Reparei que ela nunca está na quarta aula, a que vem logo depois do intervalo – como a que estamos agora. Se isso for verdade, ela pode estar lá.
Desço a escadinha discreta que fica perto da entrada e vou para o subsolo, onde um monte de tranqueiras como carteiras velhas, livros mofados e outros objetos que parecem não serem usados há séculos estão amontoadas pelos cantos. Acho a porta velha e com tinta descascando, onde há uma plaquinha empoeirada de uma bonequinha no topo, indicando que ali era um banheiro feminino.
Testo a maçaneta e ela abre com um rangido.
Fico feliz e ao mesmo tempo, temo que alguém me pegue.
Decido não pensar muito nisso.
Sem abrir muito a porta, eu me espremo para dentro do banheiro e entro no primeiro reservado que tem porta, que é o penúltimo de uma fileira de quatro reservados. E por mais que esse lugar esteja tão abandonado quanto deveria estar, esse reservado até está inteiro; a porta fecha normalmente, a privada está inteira - apesar de empoeirada – com tampa e tudo. Não há papel higiênico, mas não tem problema, eu tenho na minha bolsa.
Enquanto estava sentada na privada, achei que estivesse sozinha, até ouvir os gemidos vindo da cabine ao lado.
“Ah, gato!” disse uma voz feminina “isso! Assim! Muito bom!”.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Almost Love - Volume 1 | ✓
Novela Juvenil#PRIMEIRO VOLUME DA SÉRIE || Indicação +18 - Cenas de Sexo Explícito || Perrie nunca foi uma garota que chamasse a atenção. Sempre vivendo nas sombras dos outros, ela vê sua vida mudar quando começa uma amizade com a garota nova, que mal chegou na...
