Capítulo Seis

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Chloe me convidou para ir a casa dela naquela tarde, para o meu espanto. No fim das contas, a garota nova era mais simpática do que eu podia imaginar. A incursão na casa de uma colega – talvez uma possível amiga? – me deixou animada. Que eu me lembre, nunca fui de ir a casa de amigas antes, a não ser para fazer um ou outro trabalho escolar. Minhas amizades nunca foram muito duradouras. Normalmente, eu me apego a alguma colega de classe durante o ano, mas no ano seguinte, depois das férias separadas, eu acabava me afastando e ficando sozinha até ter que me aproximar de outra pessoa pela necessidade de fazer algum trabalho escolar. Nunca consegui ter uma melhor amiga por muitos anos e essa possível amizade com Chloe estranhamente estava me animando. Talvez fosse a ideia de que ela podia me trazer muitos benefícios.

Chloe morava num apartamento modesto de cinco cômodos com a mãe e o irmão mais velho - ela me contou no caminho para a casa dela, depois da escola.

- Minha mãe está trabalhando agora. E com sorte, meu irmão deve estar com os amigos – ela abre a porta do seu apartamento e eu entro logo atrás dela.

Assim que passamos pelo corredor de entrada e adentramos a sala de estar espaçosa, encontramos um garoto alto e bonito vindo da cozinha com um copo de suco na mão. Ele é a versão masculina de Chloe, com o mesmo cabelo castanho chocolate cortado à navalha, a mesma magreza perceptível e os mesmos olhos acinzentados. Sem sombra de dúvidas era o irmão de quem ela tinha falado.

- Chegou cedo maninha – o garoto se dirige a Chloe com uma voz grossa atraente – não tinha nenhuma rola pra chupar depois da escola?

Noto Chloe se empertigar e cruzar os braços sobre os peitos, tentando manter uma postura superior ao do irmão.

- E você não tinha nenhuma piranha pra trepar hoje? – ela devolve, sem um pingo de vergonha do modo que fala.

Percebo que esse deve ser o tratamento normal que eles têm um com outro. Assim como o olhar fuzilante que eles trocam por uns longos segundos, numa competição silenciosa de quem aguenta se encarar por mais tempo.

- E quem é você? – por fim, ele desvia o olhar da irmã e o volta para mim, notando minha presença.

Sinto um arrepio percorrer meu corpo com aqueles olhos cinzentos como os da irmã e levemente puxados. Seu rosto magro e encovado e o brilho sombrio no seu olhar o deixam com uma aparência de roqueiro gostoso e meu sexo reage imediatamente a ele, pulsando e se comprimindo de excitação.

Devo parecer uma completa idiota, paralisada, olhando para ele com os olhos arregalados. Tento formular uma frase, mas minha voz simplesmente desaparece.

Por sorte, Chloe decide intervir por mim:

- Essa é minha amiga, Perrie – ela me apresenta, sem desarmar a postura de durona, com os braços cruzados – Perrie, esse é meu irmão babaca, Blake.

Blake. Esse nome dá a volta na minha mente e toma conta dela, me deixando quente com sua beleza.

Blake me olha de cima a baixo e depois abre um sorriso torto debochado.

- Amiga? Você? – ele diz para a irmã, como se não acreditasse nela.

- É, minha amiga – ela enfatiza, não gostando nada do tom de deboche da irmã.

- Pensei que a piranhazinha não gostasse de ter amigas – ele joga para ela, cruzando os braços sobre a camiseta preta. Reparo nos músculos no braço dele e como sua camiseta sobe uma centímetros mostrando um pedaço de abdômen definido.

Minha nossa!

Estou quase pondo a mão no meio das pernas, de tanto que estou pegando fogo com a visão de Blake. Mesmo estando a saia encurtada e o cabelo solto como Chloe me deixou mais cedo no banheiro feminino, ainda me sinto muito sem graça. Se ao menos estivesse maquiada, poderia estar mais confiante na presença dele.

Almost Love - Volume 1 | ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora