Aproveitamos a tarde toda e o começo da noite, e acho que foi o melhor dia da minha vida. Por mais que ficássemos acabados, não queríamos parar até estarmos com as pernas tão trêmulas que não tivemos opção.
Mandei Victor embora quando já eram umas nova da noite. Meus pais iriam voltar de viagem amanhã pela manhã e eu não queria correr o risco de cairmos no sono de novo e eles nos pegarem aqui. Além do mais, precisava de um tempo para arrumar tudo o que tínhamos bagunçado. O resto da casa continuava tão impecável quanto quando meus pais saíram de viagem. Já meu quarto, estava um desastre, com embalagens de camisinhas, e camisinhas usadas por todo o chão. Meu rosto queimou só de pensar no que minha mãe diria se entrasse no meu quarto e o visse daquele jeito. Peguei um saco de lixo preto e cacei todas as camisinhas e embalagens que entregariam a orgia que teve no meu quarto. Meu estômago vibrava só de lembrar.
Olhei em cada cantinho para ter certeza que nenhuma tinha escapado. Quase que não reparo numa camisinha embaixo da cama, agradecendo por eu ter lembrado de olhar lá, antes que minha mãe inventasse de limpar meu quarto e encontrasse a prova do crime.
Depois varri, passei pano e joguei um bom ar para tirar o cheiro de sexo que eu sentia que tinha ficado impregnado no quarto. Chloe saiu do banheiro, só de toalha, bem nessa hora que eu estava atacando o aerossol por toda parte.
- Minha nossa, pra que tudo isso? – ela reclama, abanando o ar perfumado a sua volta.
- Não quero que meus pais suspeitem de nada – falo com um certo pânico na voz, como se eles estivessem do outro lado da porta do meu quarto. Fungo o ar para ter certeza que não há mais nenhum resquício do cheiro de suor, esperma e feromônios. Só sinto cheiro de rosas. Mesmo assim, ataco mais um pouco para garantir.
- Não seja tão paranoica, esse quarto já está fedendo – ela tosse e sai de perto da porta do banheiro para se deitar na minha cama – eles não vão saber de nada. Nós nos safamos – ela apoia a cabeça na mão, deitada de lado, os cabelos molhados muito rente ao rosto.
Eu respiro fundo, relaxando.
Jogo meu cabelo molhado, recém lavado – também para tirar o cheiro de sexo – para frente do meu ombro e me sento na cama ao lado dela, com uma camiseta soltinha - que eu uso para dormir – e um shortinho de pijama.
- Não vai se vestir? – eu pergunto a ela, para mudar de assunto.
- Esse final de semana é proibido usar roupas, se esqueceu? – ela abre um sorrisinho malicioso.
- Nosso fim de semana já acabou, e meus pais vão voltar amanhã. Não quero que eles te peguem nua na minha cama.
- Por que não? – ela pergunta cinicamente, com um sorrisinho sacana.
Encaro ela e reviro os olhos. Levanto da cama e pego uma muda de roupas confortáveis para ela usar.
- Espero que você tenha trazido outra calcinha – eu digo, atacando as roupas nela.
- Não trouxe – ela ri, abrindo a toalha e vestindo a camiseta azul-bebê com o desenho de um ursinho estampada no peito. Pelo jeito como ela olha pra camiseta e depois sorri, fico com vergonha por minhas roupas serem tão infantis – que gracinha! – ela zoa e eu mostro a língua pra ela
Chloe deita na cama e veste o short apertadinho com as pernas para cima, colocando ele sem calcinha mesmo. Até que ela fica bonitinha e quase inocente com minhas roupas e com a pouca maquiagem.
- Mal posso esperar para conhecer os seus pais – ela diz, com um misto de desdém e maldade.
Sento na cama, enrolando uma mecha de cabelo, apreensiva.
- Sobre isso... – eu começo entrando num assunto, que eu não queria entrar – eu tenho que dizer que meus pais são bem caretas.
- Disso eu já sei – ela fala como quem diz “isso é óbvio”.
- Sim, mas a questão é... – aperto os lábios antes de continuar – que quero te pedir pra se comportar na frente deles. Quero dizer, eles podem interpretar errado esse seu jeito mais ousado, e sem filtros. E se minha mãe achar que você não é uma boa companhia para mim, ela vai me proibir de sair com você – olho para ela, temendo que o que acabei de dizer tenha a ofendido.
Chloe, no entanto, leva tudo na boa.
- Sem problemas. Eu sei me fazer de boazinha quando eu quero – ela pisca para mim – não colocaria em risco nossa amizade – ela me dá um sorriso amigável.
Eu também não, penso.
Naquele momento, percebo que meu maior medo em relação aos meus pais conhecerem Chloe, não é minha vergonha de como ela se veste e age, mas sim, ser proibida de ser sua amiga. Nossa amizade começou há pouco tempo, mas já aconteceu tanta coisa na minha vida, que parece que nos conhecemos a vida toda. E diferente das minhas outras amizades, que eu não me importava de deixar de lado, não quero me separar de Chloe jamais.
Deito ao lado dela e nós damos as mãos. Esse final de semana, não só perdemos nossa virgindade, como selamos definitivamente nossa amizade.
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Almost Love - Volume 1 | ✓
Novela Juvenil#PRIMEIRO VOLUME DA SÉRIE || Indicação +18 - Cenas de Sexo Explícito || Perrie nunca foi uma garota que chamasse a atenção. Sempre vivendo nas sombras dos outros, ela vê sua vida mudar quando começa uma amizade com a garota nova, que mal chegou na...
