Capítulo Vinte

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Acordo de madrugada com o calor de dois corpos em volta de mim. Pela luz tênue que entra pela janela e vem do poste do lado de fora da minha casa, vejo Chloe deitada às minhas costas com o braço em volta da minha cintura e Victor à minha frente. Minhas mãos estão em volta da cintura dele. Todos nós estamos pelados.

Lembro de - não muito depois de perdermos a virgindade - temos caído exaustos na minha cama, do jeito que estávamos. Não achei que fôssemos apagar de verdade e não faço ideia de que horas são.

Tento sair do meio desse bolo de gente que estou enfiada. Victor se remexe no lugar e eu me aquieto, sem querer acordá-lo. Ele se encosta mais em mim, seu pênis semiduro encostando na minha perna. Como ele pode estar duro se está dormindo? Eu me pergunto.

Só de sacanagem, esfrego meu sexo na ereção dele. Ele não se mexe, mas sua ereção fica mais dura. Seguro uma risada.

Tiro a mão da Chloe da minha cintura e tento sair dali novamente. Com cuidado, pisando nos lugares certos, sem balançar muito a cama, eu salto para o chão. Os dois continuam dormindo como dois anjinhos nus. Deixo eles lá e entro no meu banheiro particular, encostando a porta.

A primeira coisa que faço, é me olhar no espelho. Não há nada de diferente da garota que era virgem e deixou de ser há poucas horas atrás. Mas eu me sinto diferente. Como se transar tivesse me dado mais maturidade. Aliso meus seios, me achando mais bonita e confiante. É, você passou nesse teste.

Depois disso, ligo o chuveiro para tomar um banho. Minha pele está pegajosa de suor e eu posso sentir todo o cheiro de sexo impregnado na minha pele. Ajusto a temperatura e entro debaixo d’água, molhando meu cabelo, rosto e todo o corpo. Pego o sabonete e passo pela minha pele, limpando e sentindo a minha maciez, relembrando os momentos da minha primeira vez. Desço a mão pelo meu ventre, enfiando meus dedos no meu sexo, com uma sensação estranha.

Me toquei diversas vezes, mas nunca arrisquei enfiar o dedo lá dentro, porque li em algum lugar que você podia perder a virgindade se masturbando. E apesar de nunca ter sentido a presença do meu hímen, eu consigo sentir a falta dele lá. Ainda está um pouco dolorido e quando me lavo sai uns resquícios de sangue, mas é uma sensação boa. A prova concreta de que eu fui mesmo até o fim, pra valer.

- Posso entrar? – a voz macia de Chloe me dispersa dos meus pensamentos.

Abro os olhos – que eu nem percebi que havia fechado – e vejo uma Chloe ainda nua parada na pequena passagem do box de vidro que ela abriu, com um sorrisinho malicioso nos lábios.

Dou de ombros, devolvendo o mesmo sorriso pra ela.

- Sinta-se à vontade.

Ela entra na área molhada do chuveiro, e fecha o vidro atrás de si. A água quentinha cria um vapor ao nosso redor.

Dou espaço e ela entra embaixo do chuveiro, molhando o corpo e o cabelo que se gruda na sua cabeça.

- E aí, como se sente não sendo mais virgem? – ela sorri de forma malévola, e toma o sabonete de minhas mãos para se lavar.

Dou de ombros de novo, os braços cruzados na frente dos seios para me manter aquecida.

- Nada demais.

- Tá bom, até parece – ela desdenha, passeando com o sabonete por todo o corpo – vai falar que perder a virgindade comigo não foi a experiência mais excitante que você já viveu?

Mordo o lábio inferior, segurando um sorrisinho.

- Não poderia ter sido melhor – ela conclui, baseando-se na minha reação.

Almost Love - Volume 1 | ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora