Capítulo Trinta e Nove

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Cadê a Chloe?! Eu grito, raivosa, dentro da minha cabeça, depois de sair do quarto dos pais do Clay e ir buscá-la no último lugar em que a vi. Só que ela não está lá. Nem o Clay. Uma olhada rápida dentro da casa, e eu também não consegui vê-la. Não vou dar uma procurada mais detalhada, pelo medo de esbarrar com Duncan. Não estou pronta para dar continuidade aquela conversa. Nem agora, e nem nunca.

Ouvir Duncan dizer que me ama me fez pirar, e eu não entendi muito bem o porquê. Mas enquanto eu fugia dele, a razão ficou bem clara; eu ouvi as palavras certas, vindas do garoto errado. Apesar do sexo incrível que tivemos, eu sentia que tinha algo que não se encaixava, e era o próprio Duncan. Meu coração podia estar machucado, mas ainda pertencia ao Blake. Blake, o irmão babaca e proibido da minha melhor amiga, que me deu um fora. E mesmo assim, do qual eu não conseguia parar de pensar. O único do qual eu aceitaria um “eu te amo”.

Eu sei, eu sei. Sou uma idiota por desejar um cara que nunca me viu como nada além de uma garota fácil, e por rejeitar um cara que me queria de verdade, e com quem eu tinha tanta afinidade. Mas simplesmente, não dava. Eu me senti pressionada com aquela declaração repentina e não estou pronta para isso.

Sem ter para onde correr, decido ficar no quintal mesmo. Não vou arriscar entrar na festa, então Chloe vai ter que vir atrás de mim. Me amaldiçoo por não ter trazido meu celular, porque Chloe me convenceu que não tínhamos onde carregar e uma bolsa estragaria nosso look.

Só me resta esperar.

- Olha só quem voltou! É a Perrie – fala uma voz arrastada de bêbado, surgindo de trás da árvore nos fundos da casa.

Viro para lá, e vejo um Victor pra lá de bêbado, com uma latinha de cerveja na mão, tropeçando em minha direção. Pelo visto, a noite não está sendo muito boa para ele também.

- Ei, gata, onde você se meteu? – ele me dá um sorrisinho embriagado, e toma um gole da latinha.

Cruzo meus braços e aperto os lábios sem querer contar que passei esse tempo todo transando com um cara que disse que me amava, e depois o rejeitei.

- Estava lá dentro – digo vagamente – você viu a Chloe? – mudo de assunto.

Percebo que foi uma jogada ruim, quando ele faz uma careta horrível e seus olhos ficam em chamas.

- Não, e nem quero ver – ele toma o resto que sobrou da cerveja de uma vez só e depois amassa a latinha com fúria – por mim, ela pode se foder com quantos caras ela quiser – ele joga a latinha no chão e depois pisa nela, chutando para longe.

Victor se abaixa para pegar outra latinha de cerveja e percebo as muitas outras latas amassadas por ali. Nem preciso perguntar o que ele andou fazendo a noite toda.

Ele abre a latinha e me vê olhando para ele.

- Quer? – ele oferece.

Em circunstâncias normais, eu não aceitaria, mas sinto que preciso me embriagar um pouco para apagar a cara magoada de Duncan da minha mente. Aceito a bebida e tomo uns três goles seguidos para amortecer o gosto.

- Vai com calma, gata! – ele brinca – está precisando afogar algumas mágoas?

Continuo tomando a cerveja sem parar para recuperar o fôlego, até quase esvaziar a latinha.

- Você nem imagina – eu respondo, já me sentindo meio tonta.

Bebo mais uma latinha inteira e então me sinto bêbada o suficiente para ficar relaxada. Me encosto na árvore com um sorrisinho bobo, apreciando o ventinho que entra por baixo da minha saia e alcança meu sexo nu.

Almost Love - Volume 1 | ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora