Capítulo Quatro

388 66 33
                                        

Tarde da noite, no meu quarto, com as luzes apagadas, não consigo dormir. Meu encontro com Chloe no banheiro há uns dias atrás não sai da minha cabeça. A breve conversa que tivemos, o jeito como ela se comportou, pouco se importando se eu tinha visto as coisas que ela fez ou não... Como alguém conseguia ser assim?

Eu queria ser assim.

“Você devia tentar... Você tem uma cara de quem precisa tocar uma”.

Essas palavras não saem da minha mente.

Não que eu devesse dar ouvidos ao o que aquela garota pensa de mim. Mas a vontade de experimentar me assola.

Nunca tentei me masturbar antes. Sempre tive um enorme preconceito em fazer esse tipo de coisa. Mas desde o dia em que a vi se tocando tão desavergonhadamente na sala, sinto um incômodo entre as pernas, um desejo enorme de sentir como é ser tocada.

Não sei quanto tempo levo para criar coragem de deslizar minhas mão para baixo da minha barriga, erguer minha camisola e alisar timidamente o meio das minhas pernas por cima da calcinha. E levo um tempo mais longo ainda para enfiar minha mão dentro da calcinha.

Li muito sobre masturbação feminina. Sei onde devo me tocar para sentir mais prazer. Mesmo assim, o primeiro contato é muito constrangedor, como se eu estivesse fazendo algo de errado. Como se meus pais pudessem entrar no meu quarto a qualquer minuto e me condenar pelo que estou fazendo.

Então penso no que Chloe disse; em como a sensação de ser pega lhe dava mais tesão. E isso faz meus batimentos cardíacos se elevarem.

Deslizo meu dedo na entrada do meu sexo, sentindo um comichão gostosinho que eu quero manter. Me atrevo a subir mais um pouquinho e esbarro no meu clitóris. Faço pressão nele, testando para um lado e para o outro, e depois para cima e para baixo.

Ai, caralho...

Com o dedo do meio, me estímulo devagar e com precisão, abrindo minhas pernas, fazendo com que a sensação se torne mais prazerosa. Subindo e descendo com a minha mão, fico ofegante e cheia de prazer, me concentrando nessa imagem de mim mesma me tocando.

A sensação de que posso ser pega a qualquer minuto me dá mais tesão.

Penso nos meus pais, dormindo no quarto ao lado, sentindo se parede fosse de vidro e que a qualquer momento eles podem acordar e ver o que a filhinha inocente deles está fazendo.

Caralho, como isso me dá tesão!

Arqueio as minhas costas e minhas pernas, me segurando para manter meus gemidos em um tom baixo, ainda que a sensação crescente de prazer me dê vontade de gritar. Isso é tão gostoso! Como eu não descobri o quanto isso era bom antes?

O formigamento preenche meu sexo, enquanto eu acelero meus movimentos, delirando de prazer, como se estivesse transando. Quero guardar essa sensação deliciosa até o último segundo, quando esse prazer se espalha num rompante tomando conta do meu corpo e revirando meus olhos nos breves segundos em que sou arrebatada.

Deixo meu corpo cair relaxado no colchão, com um sorrisinho brotando nos meus lábios. A excitação diminuindo, mas a vontade de continuar me tocando permanecendo.

Espero uns minutos, antes de voltar a me tocar, repetindo o processo maravilhoso.

*

Vote, pois seu voto é muito importante para dar engajamento ao livro ❤️

✨ Comente, pois sua opinião é muito importante para eu saber o que está achando da história ❤️


Almost Love - Volume 1 | ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora