XXIX.

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Nora Willians.

— Sim mãe, está tudo bem. Sim, acabei de chegar em casa. – falei enquanto abria a porta da casa dos Colon. — Mamãe, fica tranquila. Aproveita sua conferência e passeia por New York. Eu estou bem. Boa noite, também te amo. – falei, já desligando o celular e trancando a enorme porta branca da casa.

Ajeitei minha bolsa em meu ombro e coloquei as chaves em cima da pequena mesinha de centro que tinha ali.

— Chegou... – Daniel falou, se aproximando com o cachorrinho no colo, e eu dei um pulo.

Aparentemente, os pais dele autorizaram que Kobe ficasse na casa. Felizmente, tinha dado tudo certo.

— Você não consegue falar sem quase me matar de susto? – revirei os olhos e saí andando.

— A gente precisa conversar. – Daniel disse sério e eu parei no meio do caminho. — Você passou muito mal na sala hoje, eu não entendi nada. Fora aquela sua cena no ginásio.

— Primeiramente... – dei meia volta e olhei para ele. — Sim, passei mal e isso não é da sua conta. Segundo, não fiz cena nenhuma. Se você quer dar em cima de Kaia, vá em frente. – dei de ombros e sorri, irônica.

— Também temos que falar sobre o que aconteceu no seu quarto.

Senti minhas bochechas corarem e meu coração palpitar. Daniel tinha um sorriso malicioso nos lábios.

— Não aconteceu nada. Não temos que falar sobre nada. – disse, séria.

— Ah, precisamos sim. Nora, você vai fugir de mim até quando? – dei um passo para trás e ele veio em minha direção. — Você não pode fazer isso pra sempre.

— Daniel, não aconteceu nada demais. – disse e dei de ombros.

— Então você ter literalmente me pagado um boquete não foi nada demais? – Daniel arqueou a sobrancelha e eu coloquei minha mão em sua boca, pedindo que ele ficasse quieto.

— Você enlouqueceu? – sussurrei. — E se alguém ouvir isso? – disse e tirei a mão da boca dele.

— Então você precisa conversar comigo... – dessa vez, Daniel sussurrou. — Por favor, Nora.

— Tá, tá. Depois do jantar. – Daniel abriu um sorriso enorme nos lábios e eu saí andando em direção a escada.

Algumas horas depois, Keri bateu em minha porta para me chamar para o jantar.

— Você e Daniel se dão bem? – a morena perguntou enquanto andávamos pelo extenso corredor.

— Sim, nos damos sim. – falei, olhando para o chão.

— Fico feliz... – ela me abraçou de lado. — Daniel pode ser um menino muito difícil de lidar às vezes. Mas ultimamente ele anda tão querido, não sei o que está acontecendo. Ele tem um olhar de apaixonado. Você sabe o que está acontecendo? – Keri me perguntou e eu senti minhas pernas balançarem.

— Eu realmente não tenho ideia! – falei, com meu rosto completamente corado, e ela sorriu fraco, me levando em direção à sala de jantar.

Durante o jantar, Daniel, vez ou outra, me olhava com aqueles malditos olhos azuis que eu poderia passar horas admirando. Respirei fundo e beberiquei meu suco, tentando afastar ao máximo a imagem de Daniel com os olhos fechados e a boca semi-aberta enquanto segurava o meu cabelo.

Ok, eu não consegui afastar isso da minha cabeça.

— E a sua apresentação? É que dia? – Keri indagou, após terem passado mais de 10 minutos falando sobre o jogo de Daniel na quinta-feira.

cold as ice ⌗ daniel seavey.Onde histórias criam vida. Descubra agora