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- Bem prima, eu vou embora então. Estou atrasada... tenho eu estar na California, cedo! - disse Genny abraçando a prima - Meu avião sai hoje à noite e papai vai me levar.

- Tudo bem, prima... vai lá então...

Assim, Andie foi ajudar uma das garçonetes a servir umas mesas que já estavam lotadas. Por volta das oito horas da noite Gwen entrou acompanhada de Chandler. Estavam de mãos dadas.

Andie sorriu e continuou servindo as mesas. Havia feito amizade com moças e rapazes e se ajudavam mutuamente.

Ao final do expediente limparam e deixaram o local pronto para o pessoal do próximo turno.

- Bom, pessoal... já estou indo. – ela deixou um avental no armário e ia sair quando Gwen a tocou no ombro.

- Te dou uma carona. Você deu duro, hoje! – Andie assentiu. Não estava mesmo querendo pedalar naquele momento.

Entraram no carro e a tia ligou o rádio. Estava com uma feição totalmente feliz no rosto. Bom, que alguém ficasse feliz não é!

Arquejou as sobrancelhas.

- Está saindo com o Chandler, tia Gwen? – perguntou a fitando-a enquanto o carro entrava em movimento.

A mulher sorriu feliz.

- Sim. – o carro foi colocado em movimento e de repente a mulher franziu o cenho, como que se lembrando de algo. A fitou e depois concentrou-se no trânsito. A fitou - Ouvi dizer que o Lion sofreu um acidente. Ele deve estar se tornando importante para falarem dele no jornal...

And remexeu-se no banco do carro.

- Não quero falar sobre ele, tia... - Andie olhou para a janela triste.

Repreendeu-se por... sentir-se... por senti

- Então... sabe que Court denunciou o Sam com o autor do crime e a polícia agora está atrás dele mais do que nunca? – ela observou, muito mais que uma pergunta.

Andie engoliu em seco. Não. Seu pai não seria capaz de querer matar alguém. Ou teria?

Seu coração bateu descompassado! Quando sua vida havia descontrolado daquela forma? Ela que tinha certeza de tudo, de repente... foi quando lembrou-se da visita de Cole naquela tarde. Sim... ele sim poderia vingar-se através da morte! Cole era um homem inescrupuloso.

- Tia Gwen... eu tenho quase certeza de que meu pai não tem nada a ver com isso. Tanto que... meu Deus... meu pai não pode continuar fugindo desse jeito!

Queria ajudá-lo.

Gwen assentiu, parando em um cruzamento quando o farol fechou.

- Se quiser, eu procuro um advogado para ajudá-lo...

Andie engoliu em seco. Não podia negar.

Aquilo era família.

* * *

Umah saiu do banho pensativa. Pelo que sabia possuía propriedades e uma fortuna considerável em um banco do outro lado do mundo. Com toda essa riqueza, toda a polícia e todos os bandidos do país em seus calcanhares! A dívida com os bandidos, pelo que ela sabia, era bem menor do que tinha!

Mas se esse dinheiro fosse localizado... sequer podia pensar nisso!

Não... não podia!

Mas naquele momento, parecia que estavam praticamente em um beco sem saída. A não ser que conseguissem aliar-se a esse. Corria se um boato que bandidos velhos adoravam mocinhas virgens... se pudesse fazer com que...

- Sam... ?

- O que é, Umah?

- Como é o nome dos caras para quem estamos devendo? - ela olhou o marido que parecia concentrado em algo, entre a parede um livro.

- LeBlanc... Marco LeBlanc mas por quê?

- Eu estive pensando... Será que se eu pedir pedisse ajuda para eles para prorrogarem nosso prazo... com jeitinho... - - o fitou piscando nervosamente, quase súplice – será que... bem, você sabe mulheres sabem como convencer um homem! E...

Sam fechou o jornal com violência.

-Não! Nem pensar! Não quer você perto dessa gente, Umah!

- Mas querido eu quero ajudar. Já estou envolvida nisso muito mais do que você! Desde que fugiu com você para cá... oh Sam, por favor...

O homem levantou-se em desespero.

- QUE DROGA! – ele vociferou a olhando ... ela não sabia identificar o que havia em seus olhos – Tudo bem. Vai então...

Senso assim, saiu do cômodo.

Umah observou a porta se fechando atras do marido. Terminou de se vestir, pegou uma bolsinha e olhou se no espelho... sorriu para si mesma. Ela sabia como convencer um homem, quando queria. Sendo assim, saiu.

- Senhora Umah! Quer que eu leve algum lugar? - Era Paul que acabava de chegar.

Fitando-o Umah considerou que se ele oferecesse aquilo há alguns meses até que ela aceitaria! Pularia no colo dele e...

Dessa vez, porém, não estava interessada!

Seu instinto feminino, que nunca falhava, a aconselhava tomar cuidado com ele.

- Não é preciso. Vou de táxi - Então saiu batendo a porta atrás de si.

Paul a fitou... sim, claro que iria! E com certeza, aprontar alguma!

***

Umah desceu do carro alguns quilômetros depois, em uma rua elegante. Ah que saudades ela tinha de andar em lugares com aquele sem ser apontada como um a uma pária! O lugar dela, lugar que com certeza conquistaria novamente!

- Vai querer que espere, senhora? - indagou o porteiro do prédio do simples carro azul.

- Fique aí sim, Gino! Eu volto logo! - disse ela.

***

Marco LeBlanc assentiu, assim que ouviu o nome de sua convidada.

Baforou a fumaça de seu charuto e girou na poltrona, em couro do escritório voltando-se para a frente da mesa, por entre a fumaça, para abrir uma pasta com uma foto da bonita e simpática Umah Singer Foster.

Morava em uma incrível casa! Pelo que lhe informaram, decorada com esmero. Frequentada pela alta nata de Houston. Olhou a próxima página, a foto de um homem... pastor Herberth! Ambos estavam sempre fazendo obras de caridade, juntos!

Direita demais! Ele sabia que... sabia como extrair de alguém que se acreditava direita, a verdade!

E ele tinha certeza de que ela tinha aquele... o detalhe que sua incrível comunidade desconhecia!

MarquesaOnde histórias criam vida. Descubra agora