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Ela não se aguentava de felicidade. Mesmo com os cabelos ensopados, o maio molhado na mochila... o biquini e as outras coisas que havia ganhado de Lion... não pensava em como explicar aquilo tudo para a família, mas... a felicidade que sentia!

Com sua mochila de natação dentro da outra mochila, sentia-se pisando nas nuvens! Estava... era como acordar de um longo sono!

Estava aprendendo a nadar! Ainda tinha a sensação de seu corpo, o frescor em sua pele. Passou as mãos e gemeu ante o que não percebeu ser um certo ardor... estava... pelo amor de Deus... estava vermelha do sol!

Mas o que poderia fazer? Esse seriam os divertimentos que teria. Os únicos antes de...

"Divertimentos? Somente divertimentos?", pensou consigo mesma. Não podia ser. Ela teria de se contentar com "somente divertimento?". Seria Lion para ela, somente, divertimento?

De repente, ela deu-se conta que não tinha uma verdadeira amiga com quem desabafar, em seus piores e melhores momentos.

Bom, até tinha amigas... mas elas não poderiam ser o que poderia se definir como... amigas! Quando deu por si estava correndo da frente clube para um táxi que passava ali naquele momento.

Graças a Deus...

Deu o endereço de sua casa e logo os pensamentos retornaram. E não percebeu as lagrimas até entrar no taxi que chamou e o homem lhe perguntar o que estava acontecendo!

Queria tanto... se livrar daquela... daquilo tudo!

E em poucos minutos chegava em casa, pagando o táxi e saindo correndo porta de vidro adentro, os passos ecoando, juntamente com seu reflexo no piso brilhante.

- Senhorita Foster, boa tarde.

Ela parou quase derrapando pelo chão liso.

- Ah... oi... – então saiu correndo

And Está acontecendo alguma coisa? – perguntou o porteiro, se aproximando quando a viu abrir a porta espelhada do edifício.

- Não, não... está tudo... – ela apertou o botão do elevador a e a porta se abriu imediatamente.

Ainda bem!

Então enxugou as lágrimas imaginando que teria que explicar por que estava vermelha e ainda por cima com os olhos marejados.

Abriu a porta e...

Casa vazia, ainda bem!

inda bem que o elevador chegou rapidamente fazendo com que não ficasse exposta mais vezes, ali.

E foi melhor ainda quando entrou em casa e percebeu que não havia ninguém. O pai provavelmente no banco, Umah ocupada com seu tratamento ou talvez entretida com o pai...

- Senhorita Marquis... – Hillary era a única pessoa presente na casa e a chamou arregalando os olhos quando a viu – Mas o que... seu rosto...

- Vou tomar banho. – And disse e saiu correndo para o quarto, indo direto para seu banheiro. Tinha que tirar aquele cloro do corpo, depois dos cabelos, e então se trocar.

Banhou-se, trocou de roupa e logo se enfiava embaixo dos cobertores. Era o melhor que podia fazer naquele momento.

Não estudou... não acordou... sequer percebeu quando dormiu e um novo dia começou.

Milagrosamente ninguém da família questionou sobre qualquer coisa relacionada a ela. À sua pele... ao dia anterior. Às suas atividades. E se há dois dias atras ela não tinha nada que fazer, de repente não tinha afazeres de aula de direção, aula de natação... e então uma aula de literatura a tarde.

MarquesaOnde histórias criam vida. Descubra agora