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Washington – Departamento Executivo Polícia federal

- Bem capitão... aqui está o meu relatório. – disse o policial estendendo a pasta para o redondo homem de terno cinza – Aqui estão todos os dados sobre o caso de Seattle.

Walmar aceitou-o, deu uma rápida folheada e jogou tudo sob a mesa.

- Certo... amanhã eu vou dar uma lida. Agora estou cansado.

A sala começou a esvaziar-se, os homens pegando seus casacos, levantando-se, pegando seus materiais, suas armas, deligando computadores...

Era mais um grupo saindo de uma operação de sucesso.

- Ok. Agora para todos que ficam, até logo. Eu, agora, vou para aconchego do meu lar. Para os braços da minha adorável esposa. – Walmar era sempre assim, brincalhão, descontraído... ainda que sagaz, claro e decidido quando se tratava de suma importância.

- Vamos logo Axl... – chamou uma loira enquanto juntava todos os seus pertences.

- Já estou indo. – disse o homem, colocando tudo em seus bolsos. Depois pegou o enorme sobretudo e enlaçou-a pela cintura – vamos...

Assim, saíram. Uma chave ficou sob a mesa e por terem sido o dois, os últimos a sair, ninguém protestou.

Tomaram o elevador em direção ao térreo.

- Então... vai me dar uma carona? – perguntou Axl saindo do elevador espelhado, caminhando ambos pelo corredor dos pisos inferiores onde estava o estacionamento.

- Não, senhor Axl... acho que o senhor é muito abusado! Com isso, o senhor estava querendo algo, não é?

A mulher sorriu maliciosa avistando seu carro.

- Não sei... eu só tenho uma certeza: o senhor está querendo me levar para a cama, não é?

- Não seria má ideia. – brincou o homem parando junto com ela, ao lado do carro.

A mulher vasculhou o interior da bolsa, nervosamente, fazendo barulho de tudo o que estava dentro.

- Meu Deus... o que você está procurando aí, nessa casa ambulante? – perguntou ele com as mãos no bolso.

- As chaves do meu carro... oh... droga! Acho que as esqueci no escritório... você me espera? Vou correndo buscá-la e já volto.

- Está bem...

Assim, Axl ficou lá enquanto ouviu os passos da mulher que corria até o elevador. Em minutos estaria de volta e...

- Axl... – era Walmar em seu carro. Estava de saída – O que faz por aí? Tentando roubar o carro da Wanda?

- Oh não... ela vai me dar uma carona... – respondeu Axl.

Walmar soltou uma gargalhada, sonora.

- Por Deus... se quer transar com a garota, peça logo! Não enrole... – e deu a partida no carro, ainda rindo.

Axl ficou vendo o carro partir até alcançar o portão de saída. Walmar tinha razão. Axl sempre havia tido problemas com as mulheres por causa daquele jeito que ele tinha de estar sempre tentando fazê-las ler seu pensamento.

No entanto, tudo seria diferente. A começar por WandaMitchel. Pegou a bolsa dela e resolveu subir. Tinha que ser mais direto. Convidá-la para jantar.

* * *

Wanda saiu do elevador, assim que ele parou no andar desejado. Ainda mantinha o sorriso no rosto por imaginar a hora que faria Axl se tocar. Mas ela gostava de vê-los desesperados por ela. Era um prazer imenso que mantinha consigo.

MarquesaOnde histórias criam vida. Descubra agora