30.

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Era quase cinco horas da manhã quando o táxi parou na porta do edifício da elegante vizinhança onde moravam os Foster's e outros milionários da cidade.

And levantou os olhos sob seu prédio. Estava tudo apagado no seu andar, sinal de que não estavam em casa. Pelo jeito não chegariam, mesmo.

- Vá, And! É perigoso te virem aqui a essa hora. – disse Cath virando-se para a jovem.

Encostada no peito do namorado, And sorriu.

- Não se preocupem por mim. Estou disposta a dizer ao meu pai que quero mudar algumas coisas na minha vida. – beijou Lion de leve nos lábios.

Espremido e cansado, dentro do carro, ele sorriu com os demais.

- Isso aí, gatinha... – Carl sorriu – Amanhã tem mais.

- Legal... – And despediu-se dos demais e saiu do carro. Quando o viu virar a esquina ao longe, entrou. Estava tudo escuro, solitário... ainda bem que havia levado as chaves, já que não queria explicar a ninguém sua chegada àquela hora.

O elevador a deixou no seu andar.

Quando entrou colocou sua chave na fechadura e ia abrir a porta foi aberta, ela vendo as pessoas que menos queria ver naquele momento.

- Pa... papai... eu não esperava que estivesse aqui! – ela balbuciou.

Umah balançava a cabeça inconformada, juntamente com Hillary e Sam.

- Mas... mas ...O QUE VOC FEZ COM O CABELO? O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO COM SUA VIDA, ANDIE FOSTER? – Samuel estava furioso.

- Ela está traindo o meu irmão! – vociferou Umah entrando na frente de and que sentiu o coração disparar de medo – NÃO PERMITIREI QUE FAÇA ISSO COM ELE!

- ELA NÃO FARÁ! - gritou Sam irritando –se com a mulher – NÃO FARÁ PORQUE NÃO PERMITIREI!

And sentiu as faces aquecerem-se, violentamente.

- O que o senhor não permitirá, papai? Que eu faça da minha vida o que eu quiser? – ela estava calma e balbuciante, como que tomando coragem.

- Mas... and... mas é claro que você faz o que quiser da sua vida! Não diga besteiras! – disse Sam.

- Não, não faço! NessES DEZESSE ANOS DE VIDA, QUE EU ME CONHEÇO POR GENTE, NUNCA TIVE UMA OPINIÃO PRÓPRIA. NEM O MEU VESTIDODE CASAMENTO EU TIVE O DIREITO DE ESCOLHER! – ela vociferou, assustando o pai e deixando a madrasta possessa.

- Está vendo? Esta vagabundazinha é igual à mãe dela! – ela apontou para Sam.

- NÃO OUSE FALAR ASSIM DA MINHA MÃE! – agora And estava colérica – VOCE NÃO TEM ESSE DIREITO! VOCE NÃO...

- CALE-SE, ANDIE! – ordenou Sam ficando vermelho – Vá para o seu quarto! Você está de castigo até o dia que eu determinar!

And sentiu as lagrimas brotarem nos olhos, nublando, ardendo cílios, a cabeça, o nariz... a maquiagem escorrendo, a indignação fazendo os labos tremerem. Ela não havia feito nada de errado!

- Senhor... não culpe a And! – interrompeu uma criada – eu que fui a culpada! Na cuidei dela, como o senhor ordenou!

- CALE-SE- IDIOTA! SUMA DAQUI! – Umah gritou para a mulher intrometendo-se na conversa – Deveria expulsar essa infeliz, daqui... – e olhou para o motorista que tinha a feição tensa, meio irritada.

* * *

And foi para seu quarto, inconformada, e na cama chorou! Chorou por toda a sua falta de liberdade, por toda a prisão e falta de escolha!

MarquesaOnde histórias criam vida. Descubra agora