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Sam pegou uma folha e observou o que havia de disponível.

Cinquenta mil dólares. Na outra, cem mil e nas outras trezentos...

- Meu Deus... o que farei? – se perguntou passado a mão pelo rosto em desespero, enquanto o motorista consultava uns documentos, enviava outros... – Paul... o que tem aí?

- Hã... aqui tem cinco milhões, trezentos e noventa mil dólares. – respondeu o mesmo – e... com os dados que temos, ainda faltam cinquenta milhões... – Paul girou a cadeira estofada e o fitou.
Sam estava desesperado.

- Bem... já fez as contas do que posso conseguir se vender tudo o que tenho?

- Sim, senhor. Poderia pagar tudo e lhe sobraria... cento e catorze dólares.

Sam engoliu em seco. Cento e catorze dólares para quem tinha um império bilionário...

Levantou-se passando a mao pela barba por fazer. Uma ideia começou até que uma ideia se acendeu em sua mente.

- Já sei... – disse ele indo até o computador – Acione de banco de dados do Hit Bank...

Paul obedeceu.

- Agora ponha uma taxa da seguinte forma... um pequeno desconto geral...

Paul obedeceu... e logo os números começaram a responder.

- Estaremos salvos! – disse Sam esfregando as mãos uma na outra.

                                                                   * * *

Em outro estado, longe dali, uma mulher suspirava, nervosamente.

- Isso não vai dar certo. Já faz dois anos que estamos nesse caso e ainda não conseguimos nada.

- Espere... minha nossa... venha até aqui! – chamou uma garota – acaba de chegar um e-mail... não se de onde, mas... informação quente!

- Nevada! – disse a primeira mulher olhando a velocidade com que corriam os números – um movimento bancário... está indo para uma conta secreta...

- Investigue o destinatário e procure de onde vem... parece que dessa vez estamos conseguindo. Deus ouviu nossas preces!

* * *

O inverno começava a se aproximar, juntamente com as vésperas dos torneios de natação e o final das aulas, começo das férias e preparação para a formatura.

Logo que terminara com Sam, Paul foi ter com Umah. Ela queria que ele lhe desse uma forcinha enquanto o marido, mais calmo saía para trabalhar e And brincava com o cachorro no parque do prédio.
- Estou furiosa... furiosa! – gemeu Umah enquanto Paul fazia o servicinho sem eu corpo – Sabe por que?

- Não! – paul suspirou e a fitou por trás.

- Aquela safadinha... está... traindo o meu... irmão! Ai... chega, chega por hoje! Ah... não sei o que vou fazer! Tenho que pensar logo...

Paul engoliu em seco com uma careta, terminando o ato e retirou-se. Mas Umah virou-se de frente...

Não havia terminado!

- Ufa... só assim para afogar minhas magoas! – disse um tempo depois, soltando-se prostrada, segundos depois fechando os botões da camisa – só assim para esquecer essa porcaria de vida, sabe!

Paul ofegou e encostou-se na parede enquanto se vestia. Bateu no bolso para pegar um cigarro quanto Rose apareceu na porta.

- Acalme-se, meu amigo... o final de todo este tormento está próximo, próximo...

MarquesaOnde histórias criam vida. Descubra agora