A governanta da família Marquis Foster observava a entrada e saída da jovem da casa, de forma sorridente, pela casa. Parecia mais corada, mais misteriosa, mais... ela entrou no quarto da jovem para a entregar algumas roupas lavadas e logo ao banheiro para...
Parou estática ao vê-la fechando a camisa branca da escola, por baixo um maiô azul claro.
- Oh... senhorita Ma... Foster... – ela parou ao ouvir a porta se abrir e então a voz do pai.
- Meu amor, onde você está? – indagou Sam aparecendo na porta do banheiro, Andie virando-se para o canto, de modo que ele não viu o maiô e ainda por cima sentiu-se mal por ter invadido sua privacidade.
- Aqui, pai. – ela disse e então virou-se para ele com um sorriso amarelo.
O homem franziu o cenho se aproximando bem.
- Querida... – e tocou seu rosto – Está... – e pegou seu braço para ver melhor de perto – Anda pegando sol?
Andie abriu a boca e sentiu-se corar violentamente.
- Pai eu... – ela retirou a mão da dele – Ando estudando a tarde, no campus... e lá faz sol, então...
- Bom, tente não fazer mais isso. Faz mal para sua pele, minha querida.
- Melhor usar seu protetor solar. – disse Hillary aproximando-se dela com um protetor... o que ela havia ganhado de Lion.
And engoliu em seco, pegando-o, o Samuel tirando de sua mão.
- Não me disse que tinha um desses. – disse olhando de perto.
Andie engoliu em seco e forçou uma risada.
- Ora pai... você me deu o cartão... eu comprei, ué! – então ela pegou e enfiou na mochila, dentro da qual outra carregava seu uma toalha e roupa para trocar.
Fechou os olhos e...
Em sua memória veio tanto a aproximação quando o beijo dele.
- Bom, eu... estou indo embora. – ela disse ajeitando a os cabelos e ao longo da trança. Saiu apressada, a madrasta a fitando passar rapidamente.
- Bom... estudos!
- Obrigada. Meu táxi está me esperando lá embaixo. – ela disse e saiu correndo, o elevador, já no andar, ainda bem!
E naquele dia quando chegou na escola, estava cega e surda para os mesmos insultos que ouvira por toda a vida. Quando chegou até o armário, depois quando pegou suas coisas e foi para a sala de aula.
Nada parecia importar.
Sentou-se no banco de pedra com jardins atrás de si e resolveu que teria que fazer a tal tarefa de Lenny. Aquela sem vergonha! Tudo porque ela... ela também tinha algumas... mentirinhas!
Engoliu em seco.
Foi quando sentiu uma folhinha passando por seu pescoço. De leve... virou-se assustada até que viu Lion. Sorriu.
- Ei... mas o que pensa que está fazendo? – indagou meio mal e de novo... então o fitou.
Lion deu uma risadinha sem graça.
- Hum... bom... – sentou-se ao lado dela.
- Nada! E aí, anda treinando o fôlego? Por ontem, vi que seus exercícios têm de ser aperfeiçoados.
Sentou-se ao seu lado com as pernas abertas em cada lado do banco. And sorriu e levantou-se. Dali a pouco as aulas começariam.
- Estão razoáveis! – ela repetiu com certa ironia na voz.
Lion a fitou.
Não havia recriminação pelo beijo do dia anterior, muito menos... não havia nada. era como se ele não tivesse acontecido.
Lion a fitou baixando a cabeça para ver seus olhos.
- Não tem banheira em casa? - perguntou ele segurando os materiais em uma mão enquanto a outra estava no bolso.
And meneou a cabeça.
- Claro que... – o fitou – tenho sim.
- Então... quando for tomar banho, mergulhe... treine quanto tempo consegue ficar por lá. Vai ser... desesperador no começo, confesso, mas... no final, será muito legal.
And engoliu em seco e o fitou. Ele a olhava ternamente.
- Sabia que fiquei... pensando a noite toda naquele beijo? - indagou. Ela não podia falar outra coisa!
- Eu também. - murmurou.
- Eu... Nunca mais havia me sentido assim, desde... - And percebeu-o baixar a cabeça, tenso.
- Desde o que?
- Desde que... bem... eu não quero mais falar sobre isso! - e ele olhou para outro lado.
And arquejou as sobrancelhas, surpresa ante a visível... posição meio violenta.
- Hum... certo. Me desculpe... e... você gostaria de falar sobre o que, então?
- Bem... na verdade eu não queria falar. Queria fazer...
And engoliu em seco quando percebeu seus olhos baixando para seus lábios. Crispou-os de modo a escondê-los. Se ele fizesse qualquer coisa... qualquer uma... não podiam... quase não se conheciam!
E ele tinha aquela visível amargura!
Ele tinha dezenove anos e estava ali no último ano do colégio ali, junto com ela e uma maioria que ainda tinha dezessete.
Mas e ela? O que poderia dizer? Não escondia que era noiva do dono de uma fábrica de porcelanas, coisa que ela nada disse.
- Que tal se não entrássemos na aula hoje? –
And arregalou os olhos e então o olhou.
- Matar aula. – disse com todas as palavras, baixinho – É isso?
Diante do olhar interrogativo dela, boquiaberta e ao mesmo tempo espantada... maravilhada...
- Mas... Lion... matar aula... nós não...
- ... podemos? E por que não? - ele era desafiador em suas palavras - minhas primeiras aulas serão horríveis, e além disso eu já sei tudo o que a professora vai ensinar. É biologia fisiologia e francês. E as suas? Por que não abre mão delas? Só por hoje?
And aspirou e segurou a respiração. Qualquer aula que tivesse que ter depois daquela proposta... também eram bem chatas. Linguagem... a professora...
- Olha... acho melhor não... não, não, não... de jeito nenhum! – e ela pensou no gênio e tipo da professora com a qual teria aula naquelas horas.
- Ora... vamos lá! Você já fez isso alguma vez, antes?
- Não, mas...
- Então. Estamos terminando o colégio e você nunca matou aula na vida. Isso é a última oportunidade de fazer isso. Ninguém pode terminar o colégio sem ter matado aula, pelo menos uma vez na vida!
E foram necessários minutos até que ela mordeu o lábio inferior, por seus olhos parecendo passar um milhão de coisas!
- Tá. – disse e ele abriu o sorriso mais lindo que ela viu na vida – Olha, vou avisando que nunca fiz isso na vida!
Lion sorriu, uma pequena risada.
- Como podemos fugir? – ele perguntou.
Lion sorriu divertido, balançando a cabeça como que falando algo óbvio.
- Ué... vamos de fininho. - respondeu ele.
And apertou a mochila com os livros, nos braços e o seguiu quando ele escapuliu por um arbusto, assim que os inspetores começaram a informar que era hora de entrar na sala de aula.
Quando não tinha mais ninguém, ele segurou sua mão, e saiu rapidamente em direção à saída. E assim, feliz e ao mesmo tempo espantada, ela saiu correndo dali, empolgada com a perspectiva de esconder-se de tudo o que era, na direção contrária à entrada da escola.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Marquesa
RomanceAndie Marquis Foster. O nome grande para uma jovem de dezoito anos que vestia-se para o seu prematuro casamento, enquanto olhava para a foto da falecida mãe. Terna, selvagem... Eram tantas as descrições atribuídas que ela desejava saber o motivo do...
