15.

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A governanta da família Marquis Foster observava a entrada e saída da jovem da casa, de forma sorridente, pela casa. Parecia mais corada, mais misteriosa, mais... ela entrou no quarto da jovem para a entregar algumas roupas lavadas e logo ao banheiro para...

Parou estática ao vê-la fechando a camisa branca da escola, por baixo um maiô azul claro.

- Oh... senhorita Ma... Foster... – ela parou ao ouvir a porta se abrir e então a voz do pai.

- Meu amor, onde você está? – indagou Sam aparecendo na porta do banheiro, Andie virando-se para o canto, de modo que ele não viu o maiô e ainda por cima sentiu-se mal por ter invadido sua privacidade.

- Aqui, pai. – ela disse e então virou-se para ele com um sorriso amarelo.

O homem franziu o cenho se aproximando bem.

- Querida... – e tocou seu rosto – Está... – e pegou seu braço para ver melhor de perto – Anda pegando sol?

Andie abriu a boca e sentiu-se corar violentamente.

- Pai eu... – ela retirou a mão da dele – Ando estudando a tarde, no campus... e lá faz sol, então...

- Bom, tente não fazer mais isso. Faz mal para sua pele, minha querida.

- Melhor usar seu protetor solar. – disse Hillary aproximando-se dela com um protetor... o que ela havia ganhado de Lion.

And engoliu em seco, pegando-o, o Samuel tirando de sua mão.

- Não me disse que tinha um desses. – disse olhando de perto.

Andie engoliu em seco e forçou uma risada.

- Ora pai... você me deu o cartão... eu comprei, ué! – então ela pegou e enfiou na mochila, dentro da qual outra carregava seu uma toalha e roupa para trocar.

Fechou os olhos e...

Em sua memória veio tanto a aproximação quando o beijo dele.

- Bom, eu... estou indo embora. – ela disse ajeitando a os cabelos e ao longo da trança. Saiu apressada, a madrasta a fitando passar rapidamente.

- Bom... estudos!

- Obrigada. Meu táxi está me esperando lá embaixo. – ela disse e saiu correndo, o elevador, já no andar, ainda bem!

E naquele dia quando chegou na escola, estava cega e surda para os mesmos insultos que ouvira por toda a vida. Quando chegou até o armário, depois quando pegou suas coisas e foi para a sala de aula.

Nada parecia importar.

Sentou-se no banco de pedra com jardins atrás de si e resolveu que teria que fazer a tal tarefa de Lenny. Aquela sem vergonha! Tudo porque ela... ela também tinha algumas... mentirinhas!

Engoliu em seco.

Foi quando sentiu uma folhinha passando por seu pescoço. De leve... virou-se assustada até que viu Lion. Sorriu.

- Ei... mas o que pensa que está fazendo? – indagou meio mal e de novo... então o fitou.

Lion deu uma risadinha sem graça.

- Hum... bom... – sentou-se ao lado dela.

- Nada! E aí, anda treinando o fôlego? Por ontem, vi que seus exercícios têm de ser aperfeiçoados.

Sentou-se ao seu lado com as pernas abertas em cada lado do banco. And sorriu e levantou-se. Dali a pouco as aulas começariam.

- Estão razoáveis! – ela repetiu com certa ironia na voz.

Lion a fitou.

Não havia recriminação pelo beijo do dia anterior, muito menos... não havia nada. era como se ele não tivesse acontecido.

Lion a fitou baixando a cabeça para ver seus olhos.

- Não tem banheira em casa? - perguntou ele segurando os materiais em uma mão enquanto a outra estava no bolso.

And meneou a cabeça.

- Claro que... – o fitou – tenho sim.

- Então... quando for tomar banho, mergulhe... treine quanto tempo consegue ficar por lá. Vai ser... desesperador no começo, confesso, mas... no final, será muito legal.

And engoliu em seco e o fitou. Ele a olhava ternamente.

- Sabia que fiquei... pensando a noite toda naquele beijo? - indagou. Ela não podia falar outra coisa!

- Eu também. - murmurou.

- Eu... Nunca mais havia me sentido assim, desde... - And percebeu-o baixar a cabeça, tenso.

- Desde o que?

- Desde que... bem... eu não quero mais falar sobre isso! - e ele olhou para outro lado.

And arquejou as sobrancelhas, surpresa ante a visível... posição meio violenta.

- Hum... certo. Me desculpe... e... você gostaria de falar sobre o que, então?

- Bem... na verdade eu não queria falar. Queria fazer...

And engoliu em seco quando percebeu seus olhos baixando para seus lábios. Crispou-os de modo a escondê-los. Se ele fizesse qualquer coisa... qualquer uma... não podiam... quase não se conheciam!

E ele tinha aquela visível amargura!

Ele tinha dezenove anos e estava ali no último ano do colégio ali, junto com ela e uma maioria que ainda tinha dezessete.

Mas e ela? O que poderia dizer? Não escondia que era noiva do dono de uma fábrica de porcelanas, coisa que ela nada disse.

- Que tal se não entrássemos na aula hoje? –

And arregalou os olhos e então o olhou.

- Matar aula. – disse com todas as palavras, baixinho – É isso?

Diante do olhar interrogativo dela, boquiaberta e ao mesmo tempo espantada... maravilhada...

- Mas... Lion... matar aula... nós não...

- ... podemos? E por que não? - ele era desafiador em suas palavras - minhas primeiras aulas serão horríveis, e além disso eu já sei tudo o que a professora vai ensinar. É biologia fisiologia e francês. E as suas? Por que não abre mão delas? Só por hoje?

And aspirou e segurou a respiração. Qualquer aula que tivesse que ter depois daquela proposta... também eram bem chatas. Linguagem... a professora...

- Olha... acho melhor não... não, não, não... de jeito nenhum! – e ela pensou no gênio e tipo da professora com a qual teria aula naquelas horas.

- Ora... vamos lá! Você já fez isso alguma vez, antes?

- Não, mas...

- Então. Estamos terminando o colégio e você nunca matou aula na vida. Isso é a última oportunidade de fazer isso. Ninguém pode terminar o colégio sem ter matado aula, pelo menos uma vez na vida!

E foram necessários minutos até que ela mordeu o lábio inferior, por seus olhos parecendo passar um milhão de coisas!

- Tá. – disse e ele abriu o sorriso mais lindo que ela viu na vida – Olha, vou avisando que nunca fiz isso na vida!

Lion sorriu, uma pequena risada.

- Como podemos fugir? – ele perguntou.

Lion sorriu divertido, balançando a cabeça como que falando algo óbvio.

- Ué... vamos de fininho. - respondeu ele.

And apertou a mochila com os livros, nos braços e o seguiu quando ele escapuliu por um arbusto, assim que os inspetores começaram a informar que era hora de entrar na sala de aula.

Quando não tinha mais ninguém, ele segurou sua mão, e saiu rapidamente em direção à saída. E assim, feliz e ao mesmo tempo espantada, ela saiu correndo dali, empolgada com a perspectiva de esconder-se de tudo o que era, na direção contrária à entrada da escola. 

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