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Andie despertou em um lugar estranho... não ignorou o luxo, que lembrava em muito o que ela havia tido um dia.

Paredes, móveis, tudo decorado com cuidado e bom gosto, dentro dos padrões dos que podiam e queriam o melhor. A cama onde ela estava, imensa, macia, os travesseiros assim como os lençóis e colchas...

Virou o rosto e uma dor lancinante, fez com que viesse a memória da forma como ela fora parar ali. Massageou os olhos e aos poucos foi lembrando... a surpresa... a escuridão... o pânico!

Então ela ficou, realmente desesperada! Olhou para os lados, começou a se perguntar onde estava! Quem seriam seus anfitriões? Será que queriam fazer algum mau e ela ou era somente um truque de seus primos? Ela queria pensar que era aquilo, mas a recordação...

Algo que lhe tampou a boca... a impedindo de gritar... e ela... acordar ali. Não... eles não fariam isso!

Com dificuldade levantou-se.

Foi então que abriram a porta e ela viu entrar sua madrasta, Umah!

- Ora, ora, a dorminhoca acordou! - ela sorria com um brilho de vitória nos olhos.

Andie sentiu-se desesperada. Precisava de ajuda e já sentia as lágrimas começando a rolar por seus olhos.

- Umah... onde estou? Por favor... quero sair daqui! Estou com medo...

Umah deu uma gargalhada e fechou a porta que se trancou, automaticamente.

- Querida... você é um corpinho de vinte milhões de dólares! Não pode fugir sem pagar o seu preço!
- Preço? De que preço está falando? - Andie começava a entender, porém o pânico recusava-se a colaborar com a mente.

- O preço que seu pai recebeu ao te vender para o Marco... Marco LeBlank.

Andie engoliu em seco, soluçando, desesperada. Não podia ser! Lion... onde ele estava? E sua família? Onde estavam todos? Será que já estavam dando por sua ausência?

E seu pai? Onde estava que não vinha salvá-la? Será que ele a havia mesmo vendido para esse tal de Marco? O Pesadelo estava começando.

* * *

De volta a Nevada, uma loira era observada por muitos, caminhar lenta e discretamente até o balcão. Era Vanda e eles, federais a queriam. Os minutos passavam rápidos e os crimes dela estavam cada vez maiores. Vanda era e sempre havia disso uma mulher poderosa, primeiro pelo nascimento e depois pela empresa onde havia trabalhado.

Ainda que fora da polícia federal, não se podia dizer que oferecia perigo já que sabia de muita coisa, dos dois lados daquela história!

E sentir-se assustada e coagida por todos a fazia perigosa pelo que poderia vir a fazer.

Naquele momento, ela estava em desespero. Há tempos sabia que a haviam descoberto... que estavam a poucos passos de alcançá-la, literalmente! Tentou correr para fora e foi então que sentiu uma terrível dor de cabeça. Colocou a mão no local e sentiu a umidade... era quente... seu próprio sangue!

A última coisa que ela viu e sentiu na vida!

Rapidamente os outros policiais se aproximaram do corpo inerte da mulher e tocar um pulso.

- Já era!

* * *

Court não se continha de tanta tristeza por ver o filho com todo aquele sofrimento por causa do desaparecimento de Andie.

A família, tão alegre, horas antes, agora estava calada e chorosa esperando a chegada da polícia. Mas é lógico que essa não poderia fazer nada, pelo menos não de útil e rápido em tempo hábil!

- Pessoal... - chamou, olhando para Sally, Roger e Sheryl - é hora do show!

Secretamente os três concordaram.

* * *

Cansado de responder a tantas perguntas, Lion foi procurar sua mãe. Ela, com toda certeza poderia ter alguma ideia que pudesse ser a solução daquele problema. Angustiado ele se perguntava quem poderia ter sequestrado Andie e por quê.

Será que era Cole Singer? Ele a queria tanto!

- Lion... onde você vai? - era Carl. Ele estava tenso porque partilhava da mesma desconfiança.

- Procurar minha mãe... eu acho que ela pode me dar uns conselhos, além do mais, preciso saber se ela sabe o paradeiro... de Samuel Foster!

Carl suspirou desolado. Ele procurava por seu pai.

- Tenho que encontrá-lo... talvez minha mãe saiba algo...

- Se estiver pensando que está com ela, vai esquecendo! - era Brith que aparecia no final do corredor, logo atrás deles.

Carl virou-se franzindo o cenho.

- Eu... por que diz isto? - Carl era amigo deles há anos e por isso transparente.

- Está nos seus olhos, primo! - Genny sorriu dando um tapinha no rosto dele enquanto vinha atrás de Brith - Olhe... eu, quando estava vindo para cá, ouvi dizer que Cole Singer estava fugindo com o pai da Andie e aquela agente do FBI.
- Vanda... - Carl piscava freneticamente, tentando segurar as lágrimas - e aí? O que aconteceu?

- Bem, da última vez que eu vi, parece que Samuel e Wanda fugiram deixando dois feridos... um taxista e Cole Singer.

Carl soluçou e as lágrimas rolaram.

- Não pode ser...

- Olhe, eu sinto muito, primo! - Genny balançou a cabeça enquanto Brith o abraçava carinhosamente.

- Carl vamos falar com nossos pais... - falou Brith.

- Talvez sua mãe saiba a situação dele... - disse Jamal.

- Podemos pedir para minha mãe procurar pela internet. Ainda bem que nossos pais trabalham com computadores, não é? - Lion tentava esquecer angústia do desaparecimento da namorada, achando que logo-logo ela apareceria mesmo quando em seu íntimo sentia algo estava errado.

E foram para o quarto dos pais de Sally, Court e Sheryl, onde eles sempre reuniam.

Costumeiramente, entravam sem bater e levaram o maior susto de suas vidas quando viram todos aqueles acessórios. Havia computadores, armas automáticas, rádios, telefones sem fio...

- Mãe... o que é isto? - Lion perguntou sem nada entender enquanto os cinco os fitavam, incrédulos.

- Roger, você não trancou a porta... - acusou Sally saindo da frente de um computador.

- Mas é lógico que não. Como eu ia saber que vocês costumam entrar sem bater, assim?

MarquesaOnde histórias criam vida. Descubra agora