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O retorno das aulas chegou e com ele o uniforme de Andie para a escola. O uniforme era aquele que ela conheceu: saia, camisa, sapatos, casaco...

Bom, ela já estava acostumada!

Era seu uniforme... bom, era sua roupa rotineira!

Terminou de ajeitar a bolsa quando ouviu uma batida na porta e a seguir a entrada da governanta, Hillary.

- And... bom dia. Seu pai e a senhora Umah querem falar com você antes de sair para a escola.

And a fitou e assentiu devagar.

O que seria?

- Obrigada. Eu já vou. – ela disse e virou-se para a cabeceira da cama onde ainda estava a sua bolsa com os livros do dia e um casaco.

Quando se virou a mulher ainda a fitava atenta e logo deu um meio sorriso e saiu.

And franziu o cenho e pegou a bolsa.

Uma risadinha meio estranha saiu de seus lábios, mas ela seguiu pelos corredores até a sala de estar onde estavam conversando baixinho, Samuel e Umah.

- Bom dia, querida... – ela ouviu do pai assim que deixou a bolsa em um sofá ao lado e se aproximou.

- Bom dia papai, bom dia Umah. – disse séria.

Não os via desde a noite anterior, tendo fugido da atenção deles por causa dos questionamentos da "carona" – A Hillary disse que queriam falar comigo.

- Queríamos sim, meu anjo. – Umah disse estendendo a mão para ela.

And segurou a mão da mulher e voltou-se para o pai.

Seria mais uma bronca?

- Então, meu amor... sabemos que está finalizando o colégio e que logo vai se casar. Por isso, quero te dar um presente para que não precise pegar mais carona com ninguém.

- Pai, eu... – And começou, mas Umah segurou seu braço.

- Querida... – a mulher a interrompeu – não nos leve a mal. Acho que... nós erramos no questionamento de ontem, não é querido... – ela olhou para o marido – pensamos que poderia ter um carro...

- Eu não... – And abriu a boca, mas a fechou quando foi interrompida.

- ...sabe dirigir. Nós sabemos. – disse Samuel meneando a cabeça – Por isso vou te deixar um cartão de crédito para que possa conduzir seus gastos... um motorista vai estar a sua disposição para quando precisar.

And ia abrir a boca, mas a fechou. Mordeu o lábio inferior. Deu meio sorriso aceitando o cartão preto que o pai colocou em sua mão.

O fitou e arqueou as sobrancelhas meneando a cabeça. Algo meio...

- O... obrigada? – ela disse.

Umah sorriu a fitando por um instante.

- Vamos providenciar para que possa aprender a dirigir. Sei que será necessário para quando se casar com meu irmão.

And assentiu e logo pegou a bolsa com os livros de novo. Rapidamente chegou até o elevador, quando aí sim, deixou-se ver sorrir largamente.

Não percebeu os dois conversando, da sacada, enquanto ela entrava no táxi que a levaria para o colégio.

- Não sei, não! - disse Umah olhando para a enteada da sacada do apartamento.

- Acho que não deveria se preocupar, querida! Tudo está dando certo porque ela ainda não sabe dirigir. Mas aposto que daqui há uns meses já estará com um carro novo. - disse Sam afagando os ombros da mulher.

- Talvez devêssemos pedir para Cole levá-la todos os dias. - sugeriu Umah.

- Não... é melhor não! Umah, deixe as coisas como estão! Seu irmão é um homem muito ocupado!

- Você tem razão! - concordou Umah passando a mão pelos cabelos curtos e dourados.

- E seu tratamento... parece que está surtindo efeito, não é?

- É o que parece. E que Deus te ouça.

- Ele está ouvindo!

MarquesaOnde histórias criam vida. Descubra agora