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E a confusão estava mais feita, ainda quando na tela do computador apareceu a fotografia de Andie no mesmo instante em que Betty entrava e da caixinha de som do computador uma voz metálica disse:

"... Aqui é 15-5 aqui é 15-2 mande-nos helicóptero...", ela pediu.

O grupo os olhou horrorizados! Eles desconheciam o que havia acontecido com Andie, mas agora começavam a pensar que os pais conheciam algo sobre aquela história!

- Roger, Court... o que é isso? - era Betty quem perguntava - meu Deus! Foram vocês que raptaram a Andie!
- Quieta, meu amor! - Roger avançou na esposa, tampando sua boca com a mão.

- Mamãe... a senhora odeia tanto a Andie por causa do que houve entre a mãe dela e o meu pai no passado, que seria capaz...? - Lion estava revoltado.

- Papai, o senhor odeia e a família da mamãe? Por que?

Perguntas tomaram conta de todas as bocas presentes. Até que uma mais revoltada, a de Carl pôs fim a toda e qualquer dúvida.

- Foi pela minha verdadeira mãe... a Camile? Você...

Todos se calaram e perceberam, Sally tinha lágrimas nos olhos.

- Não é nada disso... Jamais teríamos coragem de fazer mal a garota ou quem quer que fosse... - Sally estava revoltada. As palavras de Carl a haviam magoado tanto!

- O que é isso então? Que arma são essas? - Betty perguntou horrorizada ainda sendo segurada pelo marido que já havia livrado sua boca.

- São nossas!

Genny olhou o pai sem nada entender.

- O senhor quer dizer que... guardava essas coisas em casa todo esse tempo?

Roger balançou a cabeça e aproximou-se dos filhos.

- Nós trabalhamos em uma agência do governo... somente o capitão Walmar e o Major Franklin sabem sobre nossa identidade.

- Franklin? - Jamal fez uma careta e equipe se entreolhou.

- Vocês estão falando do nosso treinador?

Os pais afirmaram com a cabeça.

- Ele mesmo. Está conosco desde que começamos a trabalhar nesse caso, há alguns anos. - falou Sally.

- Ah... a senhora quer dizer... Investigaram tudo sobre as ações sujas do Senhor Singer e do Senhor Foster? - não se continha de surpresa e até começava a entender certas ações do passado da mãe.

- Isso mesmo. Agora vamos pegá-los. Já sabemos tudo o que precisamos e isso tem que acabar. - Court pegou uma pistola e colocou o cartucho de balas.

Lion nunca tinha visto a mãe daquele jeito e teve medo, temendo que pudesse perdê-la por causa daquela vida perigosa que ela tinha desde ele não sabia quando.

- Mãe... cuide-se e traga a Andie de volta! - ele pediu.

O sentimento de revolta transformadas e agora em medo desespero e esperança.

- Minha irmã... mãe... traga ela de volta... - Carl pediu choroso.

- Podem deixar! Sai beijou o Auto da testa do filho ia dizer mais alguma coisa quando o computador apitou.

- Capitão chamando 15-2, 15-3 e... o helicóptero está a caminho. Algum problema aí?

Sally digitou algo no computador.

"Saída confirmada!"

* **

Em Nevada, Sam era entrevistado novamente, percebendo as mesmas perguntas, três, quatro vezes e respondendo da mesma forma, enquanto ouvia os brados furiosos daqueles que um dia confiaram a ele seu dinheiro no Hit Bank.

"LADRÃO! LADRÃO! QUERO MEU DINHEIRO!!!"

Ao final da primeira parte do interrogatório ficou fitando aqueles por quem ele sentia tanto desdém.

- Bom, então...

Sam olhou Paul, tão familiarizado com os policiais, aquelas armas, aqueles computadores... sentiu raiva! Como fora ser tão estúpido e mau ao se deixar ser traído daquele jeito? E agora ele estava preso e sua filha desaparecida.

- Por favor... – disse, tirando-os de suas conversas em código – vão me deixar aqui enquanto conversam?

Estava decidido. Como havia definido por Walmar, ele deveria retornar para sua cela.

- ... quando eles chegarem. Nosso fator surpresa. – ele ouviu algo e o movimento nos corredores do prédio onde estava. Ouviu o irreconhecível barulho das hélices de um helicóptero se aproximando... parou... reduziu as rotações e então ouviu que alguém descia.

Outros agentes adentrando ... passos e vozes que... pelo amor de Deus... não lhe eram estranhos.

- ...por aqui. Agora vamos dar uma surpresa nesses imbecis. – dizia Walmar passando à frente da cela dele, outros passos aproximando-se junto, saltos de sapatos femininos, o macio dos barulhos dos tênis e sapatos masculinos, acompanhando outras vozes.

Ele aproximou-se da grade. Não podia acreditar: Sherill, Sally, Roger, Court!
- ...uma reunião para saber o que vocês desenvolveram...

Eles também!!

- ...o pânico da família... - dizia Roger, balançando a cabeça. – Nossos parentes mais próximos já estão sabendo de tudo.

- Toda aquela gente? - Walmar perguntou enfurecendo-se – Vocês deixaram toda aquela gente saber que trabalham comigo?

- Ah não! Foi só os nossos mais próximos. Os filhos acabaram ficando sabendo...

Os filhos... pelo amor de Deus... ele não os via há tempos, mas sabia muito bem de quem falavam... aqueles novos amigos da filha! Conhecidos dele desde dos tempos de Camille.

- Está bem. - disse a contragosto - Vamos contar com a ajuda de todas as forças armadas do país e os agentes nossos por aí. O que vocês têm em mente?

- Nosso objetivo é pegar o Marco, o contrabandista de exército e a Andie, certo? - lembrou Court.

- Exatamente! Estou louca para saber quem é o infeliz americano que anda se aliando aos terroristas por alguns poucos mi...

- Tenho uma proposta... - Paul levantou a mão e todos fitaram. As ideias dele eram sempre muito bem planejadas.

* * *

Samuel não entendeu quando foi chamado novamente em sua cela para uma reunião especial.

- Pelo amor de Deus são duas da manhã... - ele olhou seu relógio, o único objeto de valor que ainda possuía.

- Que droga homem! Você quer ou não pegar a sua filha de volta? O policial perguntou algemando-o.

- Lógico que quero. - era o que Samuel mais desejava no mundo.

O homem sorriu e deu uns tapinhas em suas costas.
- Que bom.

Horas depois, a polícia informava que Samuel Foster havia fugido.

MarquesaOnde histórias criam vida. Descubra agora