Olá, queridos leitores e leitoras que continuam lendo Liars and Killers. Só tenho a agradecer todo esse apoio e esse amor que vocês demonstram para com a história. É com muito orgulho que venho presenteá-los com o maior capítulo da fanfic, com mais de 20 páginas no word. Amei escrever, de coração, e amei ainda mais apresentar personagens novos.
Indicação de livro: Cidade da Lua Crescente. Me ajudou muito lê-lo enquanto estava no primeiro estágio de luto – a dor - pela minha vó. Aqueles que leram vão entender o porquê. Quem não leu, recomendo, porém, a classificação é +18.
Sinto muito por não responder os comentários, mas estive um pouco ocupada escrevendo essa belezinha aqui. Espero que gostem <3
E não é porque ainda não respondi aos comentários que não sou grata a todos vocês, quero deixar aqui a listinha de agradecimentos:
Do Wattpad: @fknalaa @luanny222 @lipeluan @BiaHiddlesBarnes887 @sadbbyz @MarinaBotelho5 @Taydias33
Do Social Spirit: @VRB @capnimato @Lucy-Scarlet @KarolayneGR
Espero que gostem do capítulo!
{Katherine Adams Kohls}
Me sentei à sombra de uma árvore repleta de flores azuis celeste. Os variados seres que viviam no Recanto das Musas estavam agitados, o riso das crianças e de alguns machos bêbados, além das conversas animadas entre todos ali enchiam o ar de vida. Amaridis havia discretamente levado Loki para dentro de um lugar que parecia um templo de mármore branco, do chão ao teto. Quando ela começou a gritar com ele sobre tentar matar o elfo no riacho, decidi que seria melhor me afastar e deixá-los discutir com privacidade.
Então resolvi observar os preparativos para a fogueira. Ela seria realizada em uma ampla clareira. Era incrível — num passe de mágica, já havia barracas de comida, bebida e de brincadeiras para as crianças. Sorri amplamente quando percebi um grupo de músicos arrumando seus instrumentos do lado oposto ao meu, o que me permitia uma visão privilegiada de seus instrumentos, apesar das pessoas que passavam em frente. Alguns eram de sopro, outros de percussão, e ergui as sobrancelhas quando notei um dos instrumentos, parecia não passar de uma vareta enorme de dois metros de altura. Me inclinei levemente para frente para verificar como aquilo seria tocado, me controlando para não ir lá e começar a questionar os músicos sobre como tudo funcionava.
O enorme bastão prateado brilhou, revelando o que parecia ser uma teia de aranha roxa. Dois machos baixinhos, não passavam de 1,20 de altura, seguravam o instrumento. Um se aproximou do bastão e começou a soprá-lo, uma melodia suave começou a preencher o ar. O segundo homem saltou e se pendurou na teia de aranha, dedilhando-a como uma harpa, em seguida comecei a sentir como se a música reverberasse em meus ossos, um leve pó azulado passou a sair da teia de aranha, e fiquei boquiaberta. O pó azulado voando por toda parte transportava a música consigo, como minúsculos speakers mágicos.
Foi preciso um esforço enorme de minha parte para não começar a dançar, e meus ossos pareciam implorar para que meu corpo se movesse ao ritmo da música. Franzi os lábios, estreitando os olhos com inveja das fêmeas que saltitavam e rodopiavam alegremente à frente dos músicos. Uma voz ao fundo da minha mente, que nada tinha a ver com Kitty, parecia sussurrar.
Dance, dance, dance. Cante, cante, cante. A música é o caminho para a felicidade plena e imortal.
Suspirei, fazendo um biquinho de insatisfação por não poder sair do lugar. Loki não havia me pedido para fazer aquilo, porém, mesmo assim, havia decidido por esperar que ele me encontrasse para que ele me dissesse o que podia ser letal para um humano ali e o que eu poderia fazer, se eu poderia dançar, quais alimentos eu podia consumir sem, por acaso, sufocar até a morte. Depois do que ele me dissera sobre ter que defender a minha honra, a decisão mais sábia seria esperar. Apesar de o Recanto das Musas ser um lugar de paz, obviamente isso não o isentava da presença de babacas mesquinhos e preconceituosos.
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Liars and Killers
FanfictionMeu nome era Katherine Adams Kohls, quando tudo começou eu tinha 17 anos e morava em New York. Uma única noite conseguiu mudar a minha vida inteira: a noite em que eu soube que, de fato, eles existiam. Quando eu soube que ele existia. Foi a noite na...
