Olá, pessoal. Muito obrigada por acompanharem a história, espero que estejam gostando. Espero que gostem desse capítulo, é diferente, mas ficou bom. Muito obrigada por lerem a história, por comentarem também! Se gostarem deste capítulo, por favor, votem e comentem. <3
<Katherine Adams Kohls>
- De todas as terras que conheci, de todos os amores que já tive, eu jamais amei alguém como eu te amo, minha querida Grace. - O homem segurou minha mão e a beijou. Respirei fundo enquanto me recordava de tudo o que faria. Me levantei da cadeira, concentrada em manter minhas expressões faciais de desdém.
- Meu caro Theodore, não se apresse em suas insignificantes suposições. - Me sentei ao lado do homem no divã de veludo preto com um sorriso cretino no rosto. Tudo meticulosamente ensaiado durante as noites de insônia que pareciam não ter fim. Eu havia aprendido a tirar vantagem de meu inferno pessoal; Kitty controlava meu subconsciente, mas não permitiria que ela controlasse a minha vida mais uma vez. Coloquei minha mão em seu rosto, sentia sua barba por fazer espetar de leve a minha palma. - Já não significa mais nada para mim. - Inclinei minha cabeça para mais perto dele, meus olhos se fixaram nos dele. - Espero que se recorde disso. - Me levantei, tentando andar da forma mais fluida e delicada possível.
Eu entendia as angústias da personagem, minha interpretação dela era a de uma mulher traída, que resolvera se vingar lentamente, a seus próprios termos. Grace, a meu ponto de vista, era uma mulher poderosa. Ela não era manipuladora ou articulada, apenas fazia o que queria, sem segundas intenções. Ela era honesta quanto aos seus sentimentos e desejos. Era essa leveza que queria mostrar ao público, que contrastava com o desejo de vingança e o rancor intrínseco em seu ser.
- Senhorita Beverlock, eu atravessei o oceano apenas para lhe transmitir meus sentimentos. - O diálogo continuou. Em uma súbita onda de desespero, minha mente ficou em branco por alguns segundos. Leonard entendeu a minha deixa, e tentou me ajudar a improvisar. Ele se levantou furiosamente, seu olhar raivoso me fitava sem piedade. Não era à toa que ele era considerado um dos atores mais promissores dos últimos anos. - Eu esperava um mínimo de reconhecimento ou consideração de sua parte. Sua recusa à minha pessoa me parece, no mínimo, questionável.
Sorri para ele. Um inocente e doce sorriso se tornou carregado de ódio e desprezo.
- Não pretendo confundir sua cabecinha limitada, senhor Pontgard. - Sorri ironicamente para Leo.
- A mesma frase de maneira pomposa, Katherine! - gritou Michael.
- Não tenho nenhuma pretenção de embaralhar os escassos conhecimentos que guarda em sua cabeça, senhor Pontgard. - Repeti o sorriso irônico, sem me abalar.
- Boa, Kate! Continuem nesse ritmo, quero ver onde isso vai parar! - Gritou Michael, um pouco mais baixo. Ele era um diretor e tanto, seus métodos eram adaptáveis. Um dos caras mais loucos e inteligentes que já conhecera. Uma de suas principais técnicas era deixar a cena contracenando mesmo caso alguém tenha esquecido as falas; ele gostava de ver como resolveríamos o problema. Ele acreditava que, ao nos fazer improvisar, nos faria encorporar ainda mais o personagem. Claro, ele também gostava de nos "ajudar" durante improvisos, gritando instruções. E, para colaborar com o seu método, durante algum comentário do diretor, os atores "pausavam" a cena, para então voltar alguns segundos seguindo as instruções de Michael.
- Então não receberei uma resposta, afinal? - Leonard prosseguiu com as falas, sem se abalar. Absolutamente tudo tinha que parecer estar saindo como o planejado para o público. Ergui as sobrancelhas e franzi os lábios, reproduzindo uma feição de preocupação. Beijei sua bochecha, em seguida acariciei-a com a mão, de forma terna. Inclinei levemente a cabeça para o lado.
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Liars and Killers
FanfictionMeu nome era Katherine Adams Kohls, quando tudo começou eu tinha 17 anos e morava em New York. Uma única noite conseguiu mudar a minha vida inteira: a noite em que eu soube que, de fato, eles existiam. Quando eu soube que ele existia. Foi a noite na...
