Oi, pessoal. Muito obrigada por todo esse carinho com a fanfic, fico muito feliz que vocês se interessem por uma história como essa. Sempre achei que, por não ter muitos aspectos do MCU, ninguém se interessaria por um enredo como esse. Fico feliz em dizer que eu estava errada, e sou grata por toda interação e pelo tempinho que vocês tiveram para ler. De verdade, vocês não fazem ideia do quanto isso me faz bem. Principalmente porque nunca esperei nada dessa história, e vocês me entregaram o mundo. Obrigada, mesmo. Desculpem por não postar e pelo meu problema de responder comentários. Obrigada por lerem a história.
{Katherine Adams Kohls}
Eu sentia o poder arder e queimar em minhas veias, em meu espírito. As sombras de seda se emaranhavam em meu corpo, por debaixo da pele; procurando, fortalecendo e curando tudo. Eu seria uma arma, sabia disso. Estranhamente, não me preocupava tanto quanto deveria. Confiava no poder de Loki e Sigyn, dois deuses lendários e antigos com habilidades em magia capazes de aniquilar milhares de inimigos de uma só vez. Ou era nisso que eu gostava de acreditar.
A mim, minha consciência e alma, só restava esperar. Ganharia o tempo necessário para que os asgardianos modificassem meu corpo conforme havia instruído o deus da mentira. Olhei para o amplo vazio de minha mente, me questionando em que canto Kitty seguia com os ajustes de seu plano sórdido. Respirei fundo, fechei os olhos... Aquela era a minha mente, afinal de contas. Eu sabia que teria que fazer algo para chamar a atenção daquela parasita.
Mostre-me o pântano.
Me surpreendi com o eco que se seguiu no imenso vazio. Era a minha voz, sem nenhuma interferência de Kitty. Eu nunca me concentrara tão profundamente para tentar entender como meus pensamentos funcionavam — para mim, eles sempre surgiam e iam embora muito rapidamente, raramente conseguia acompanhar o que diziam. Treinar foco e concentração sempre fora uma tarefa quase impossível para mim. Meditar era uma forma pessoal de tortura. O cheiro foi a primeira coisa que detectei — sangue e morte em sua maioria, então sabia que estava no lugar certo. Uma réplica quase exata do exílio de Jörmungand, a Serpente de Midgard, nêmesis de Thor, Deus do Trovão. O pântano era exatamente como me lembrava, o lago de sangue que passou a sutilmente habitar meus pesadelos parecia ainda mais denso e escuro. Eu poderia me afogar ali? Olhei para meus pés, ciente de que estava na ilha central do exílio, onde a serpente repousava. Havia um declive no centro da ilha, tal era a frequência que a cobra se enrolava ali.
Observei as árvores ao redor, o céu canela que eu já considerei repugnante — nada daquilo parecia importar. O lugar era horrível, saído direto de um filme de terror, mas precisava que fosse ali. Meus instintos me diziam para permanecer ali. Respirei fundo, ou ao menos tentei, já que não estava acostumada a ser puramente um espírito ou um resquício de consciência remanescente. Bem, se Kitty queria o controle de meu corpo físico, desta vez haveria a resistência de minha consciência.
Imaginei que poderia criar armas, armaduras, espadas e escudos, mas de nada adiantariam, já que não se tratava de uma batalha física. Teria que ser forte para enfrentar seu poder, sua influência e sua manipulação. Abri e fechei minhas mãos algumas vezes, um último gesto de nervosismo antes de atrair sua atenção.
Ordeno que meu corpo responda a mim, e somente a mim a partir de agora. Temos um parasita que está nos envenenando.
Alguma coisa mudou com a última frase, eu sabia. Sentia minhas sinapses cerebrais aceleradas, junto ao meu batimento cardíaco. Deixei que minhas células interpretassem que o poder de Kitty se tratava de veneno, logo minha linha biológica de defesa resistiria mais às mudanças corporais. Ou era isso que eu esperava que acontecesse. Não demorou muito para que sentisse sua energia hostil se aproximando de onde eu estava. Gigantes garras negras rasgaram o céu cor de canela e uma enorme sombra caiu da brecha, mergulhando no lago salgado de sangue. Olhei para cima, fazendo com que o céu se reconstruísse. Ela havia cometido um erro em me mostrar que conseguia formar cenários em minha mente, quando construíra um palácio sozinha, com um enorme salão dourado; verossímil ao Valhalla, eu supunha.
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Liars and Killers
FanficMeu nome era Katherine Adams Kohls, quando tudo começou eu tinha 17 anos e morava em New York. Uma única noite conseguiu mudar a minha vida inteira: a noite em que eu soube que, de fato, eles existiam. Quando eu soube que ele existia. Foi a noite na...
